Vitória Régia - Janeiro 1932
aull, ·novas lições, mais conheci.11entos, novos horizontes abertos e varias dif– ficuldades a menos. E assim, successivamente, nesse afan que cança o organismq e desca11ça a co:1sciencia, passam-se os dia,, c0rrem as sennnas, os mezes finda 111 e... che– gam os exames. Terminados estes e conht>cidos os seus resultados, toJoc; com a all!gria do co– ração e o allivio sen:;ato da consciencia a reflectirem-se nos risos indissimulaveis -salvo os que sahiram reprovados– todos agora cheios de si, inJependen– tes, partilh~nct .> do mesmo jubilo e ma– nifestando os mesmos a11helos, todos bu~cam o lar paterno para goso das féri a~, to1 ico estimulantes das energias perdidas no trabalho expontaneo de um lidar i11sano e consciencioso. Ha pouco, no collegio. Agora ... no lar. Alli, a austeridade do mestre. Aqui, os carinhos de mamãe e a brandura de genio do papae. Alli, a camara– dagem temporaria dos collegas e o indifferentismo dos rivaes. Aqui, o amor fraternal. No colleg io, o professor, impaciente com a falta de attençào ou as bri1a– cadeiras de um alumno, é obrigado a casti gai-o, procurando, assim , fi– xar-lhe a applicação. Repete ao distrahido o que acabara de expli ca r, exemplifica, fin ge-se car– rancudo e, mais tard e, chama o com as mais irresi stíveis maneiras e no seu nobre offi cfo de formar caracter e encaminhar a juventud e para um futuro glorios o, tudo isto desinteres– sadamente, aconselh a- o e mostra-se seu amigo e protector Na casa paterna, o pae, para cor– ri gir o filho desobed iente, cas ti ga-o mais sevePamente, porem não menos empenhado na educação do filho do que o professor. Si o coll egio é o nosso segundo lar, o professor é o nosso segundo pae. Ambos incumbidos por Deus, Pae de 17 todos os paes, de quem terão abun– dante reconipensa na etnerea mansão, por desempenharem um papel tão im· portante no curto drama da vida ! Caríssimo leitor, ama e venera, res– peita e enaltece o teu professor como teu pae, pois como este, só tem um fito: a tua felicidade. ARTHVR MICHILES. do paranyrnpho da turma de gnarda– lí vros, Dr. Themistocles de Araujo Exmo . Snr. Interventor federal Revmos . Irmãos Exm:is. Senhoras Meus Senhores. Quer no dominio da materia, quer no dominio do espírito, nenhuma cousa fez ainda, o homem, que sahisse aca– bada e perfeita de suas mão, 0u do seu engenho. Suas creé!ções, incipientes, são tos– cas e desgeitosas; a evolução plurise– cular é que, desbastando-as, afeiçoan– do-as, polindo as, tr amforma-as em maravilhas. Tal se verifica em relação áquillo que Vidari definiu ''O complexo de actos de intromis~ão entre productor e consumi do r exerci dos habi tualmente com o fi m de luc ro ... ''. Por muito tempo, em todas as civi– lisações qu e conhecemos, o com111ercio teve a fa ma de profi ssão pouco nobre. Os romanos que tanto brilharam na antiguidade classica , identi fi c.avarn o deus dos comrnerciantes ao deus dos ladrões e deixavam a mercancia aos escravos corno cousa só digna daquella classe aviltada.
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