Vitória Régia - Janeiro 1932

,. Avante ! companheiros de jornada, avante! pois, ao cumprimento do dever. Neste momento de intensa alegria e contentamento em que o coração se exalta de satisfação, unanimes, assuma– mos um compromisso de honra, pro– mettamos, juremos, emfim que, uni– dos e fortes, caminharemos para o engrandecimento da Patlia. Senhores Irmãos Maristas . Aqui vi– vemos dias tranquilloc; e serenos que j3mais apagar-se-ão das nossas mentes. Aqui, podc-inus dizer, passamos os momentos 11rnis abençoados e ditosos da 110,sa venturosa exi~te11cia, os quaes nunca serão por nós olvidado•. Vamos nos dispersar :igora, levando, em nosso intimo, as mais gratas recor– dações dessec; dias felizes de convívio Naz;ireno, que somente a inexoravel parca nos fará esquecer; levam, s os sãos e puros princípios da moralidade christã que recebemos com desvelo e dedicação, de vós, estimados mestres. Neste momento edificante, nós Con– tadorandos unimos os nossos mais pu– ros sentimentos, para com elles exter– nar a gratUão áquelles a quem respei– tos:1mente chamamos mestres. A vós esforçados professores, que– remos testemunhar, att e~ tar. com fran– queza e sinceridade, a admiração e sympathia que v11s consag ramos, e toda a gratidão que vos devemos. A vó•, devotados sacerdotes, quere– mos tambem pedir mil desculpas pe 1 as f 1ltas que julgaes termos commelido. durante o cu rt l e,paço de tempo que junto a vós passamos. Vós, zelosos Irmãos Mari sta~, sois os obreiros infatigaveis desse nobre e ex– traordinario empreendimen to, que con– sMe em in-;t ruir e educa r es ta juven– tude, na verdadeira e santa Religião de Chri sto. 15 · Sois o fanai que tomando pelas mãos um tenro ser que vos é entregue pelos paes, desvia-o das trevas, das vereda~ escabrosas da vida, e encaminha-o na senda da verdade e do bem. Na realidade sabeis desempenhar com proficiencia o vosso mister. Sois . dignos dos títulos de mestres abnegados. · Sois mestres, pelos abundantes e vas– t0s conhecimentos que possuis. Sois tambem, abnegados pelo desin– teres'ie, pela resignação, pelo desvelo, e pelo amor ao trabalho. Quão! venturosos e felizes fomos nós em vos ter como mestres l Pois, caros preceptores, nesta hor_a solemni'isima em que tudo resôa grati– dão, queremos externar nestas ~alavras repassadas do mais vivo agradecimento, o nosso profundo pezar em djzer-vos saudosamente-Adeus! Adeus! Adeus! queridos mestres, pe– nhoradamente ag radecemos tudo quan-· to fizestes para o nosso bem! Mocidade e~tudantina e applicada que continuaes a frequentar as santas aulas deste In,tituto, cnnservae na lembrança as verdades que ve,1ho de preferir . · Procurae sempre estudar, respeitar e amar os vossos professores porque são elles, como vossos paes, quem m2is contribuem para a vossa educa– ção, para o vosso adiantamento moral e esoirittrnl. ADEUS!! . . . -j O MEDO\- Já se dei tava o sól. Farrapos de nuvens, em pol ych romas va– ri as, se esprPguiçavam acima do horizonte c,1010 a signifi<::ar, pe lo esp'endor, o adeus do dia oue fi ndava. No alto, inertes, desmaiando a pouco e pouco estratus melanchol icos se estendi am. Par~cendo aco.mpanhar o toq ue subli me

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