Vitória Régia - Janeiro 1932
me ? Não sei; mas pm·ece que nada no . mundo iguala o amor mu.ternu; nac/;Q, nos p1·ende tanto como os cm·i– nhos de uma mãe vi1·tuosa como a qit1 Deus me deu Deixando-a, pare . eia-me que deixava twlo : contenta– m ento, f'eli cidade, a prop1 Íll vid,i . .. Já se v,io seis annos e as carw~ continuam e continur,r fo semp rP- a conservar viva a charmna do amo1· que me p1·ende nos meus. Daqiti nfio m1 esqueç, de 1·elatar com todos o? 1•01·m:1nores o co1Tcr do~ m ens dias. n e lá me ch1>.gam mil no– t ic i.rz s ·intere.~.Mnies. Daqui e de ·lá su sp i1•amos µor nm dia afortunato c que p(1,rec8 n ia esla1· long~, on ·le de ,npp rt·re{',icfo a llistancin qite nos sw 'l.ra , terei denouo o p1·azer rle ab1•a . ça r os mqus irm ios e a felicidflde de bei.j1tr a m'io de minha mie. F,U~CISCO MELLO DE ASSIS, D!SOUBSO proferido pelo sr. Ca rlos Damous, orador da lurma de gmda-livros lle 1931 Exmo Sr. lnt <! rventor em exercido Exm >. Sr, r:fr. Til t' llli stnc 1 es d <! Arauj0 In signe e ;-icr1h do Reitor Presadns e dedicad os mes tres Meus Senh ores Minhas Sc11horas Car íss imos co ll egas . Gentilmenle convidado prtra pro– nu 1.: iar algumas palavr?.s pelos c!is– tinct os jovens que acr1bam de con– q ,istar o honroso titul o de C.:o ntaclo– ranJo, não tn <! foi possível fugir a css1 excessiva ge ntil eza que considero a 111 1io r lmn ra que me podiam propor– cionar, apez:ir de não mcrecel-a Por c~rto, senhore', quizera eu pos– suir a s1piencia de Ruy para nesta 13 hora de jub ilo proferir uma bella e vibrante allocução com o fim de cor– res pond t! r á c J11fiança que os meus con fr.id -::s depositaram na minha mo– des t1 p .!ssôa. Eu o lastimo. Mas ar– rostrn 1o obstaculos inauditos, venho com esta mera e singela oração des– obrigar-me da ardua e espinhosa fun– cçãu que, alem do meu alcance, im– puzeram os meus companheiros de turma. Por um lado, senhores, a nossa alma vibra da - mais justa satisfação, o nosso coraç;io se difunde na mais suave das alegrias, e todo o nosso ser rejubila– se de contentamento ao ver, nesta hora solemne, os nossos esforços co– roados dos mais francos exitos. Por out 0 0 lado, nos sentimos sin· ceramente tristes e pezarosos com a alma dorida e acabrunhada por es– tarmos prestes a abandonar de vez 1:sta doce e amada convivencia que é a d'l Instituto Nazardh. Mas, presados collega s, considere– mos que, nem sempre neste mundo a vida se enfeita de flores, de risos, e d~ ca ricias Não, absolutamente não . Chega a id ade em que, mago ados e profundamente sentidos, devemos, em– bo ra inv " luntariamente, despresar aquella agradavel exi,tencia, na qual tudo nos parece facil e encantador, para encar armos com coragem as du– ras reali d des da vid a. Assim nos aco nteceu : uma boa parcell a d;:i nossa e xistenc ia passámos a b .ber os puros e cry.st allis ados en– !-. in ;:i·ne ntos de,te , 1famado estabeleci- 111e11to o1e ed ucaç o, onde existe con– fortn, t1 leg ri a, fe:licidade. Agora encon tra mo-nos pro111ptos e displistos a arros tar O'> empeci lhos que se nos deparam na senda do de– ver e do bom senso. Terminadas estão, companheiro~, rs illu'iõ.!S da mocidade! In gressemos destemidos na segunda etapa da vida, porque a primei a passou se sauuosa
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