Vitória Régia - Janeiro 1932
• deixou rolar sobre ella, uma moeda• siqucr. Oh ! uma revo lta audaz e estranha invadiu-me a al ma. E eu, sos inho, pergun te i a mim mesmo ond e esta va a su– blime Caridade, a emanaç.30 su-– prema e dignifi~ador a da moral ! CLETO MOURA. ======:::::==== O carnaval ------=-=-~-- _-__ - - -- ---- Eis ch~ga do o carnaval ! 1:squecem-se as trist ezas, as preoc– cupações, as infeli cidades e ri-se, ri-se... Nestes tres dias de loucura por– que são de verd ad eira a lluoinação,– tod >S, desde o mais moço ao mais ve– lil o, desde o mais pobre ao mais rico, todos se divertem. As creanças exul~ tam; a cid ade é uma vertigem. Por toda a parte, risos e phan taz ias, cores e mov irnehto , flor es e perfumes.. . Os carros allego ri cos, com suas fi– gu ras, luzes e cores, vfo decidir a que Club c 1berá a victoria Os par– ti\.larios de uns e outros enthusias– rn am-se, di sc utem, dffendem ca loro– sos o s eu predi"ecto. E estas discus– sões são méros pretextos para que cada um ex r and a suas idéas, ou an– tes, para que todos exteriorisem suas a leg ri as e se u enthus iasmo Discutem, 111:is nessas rixas repentinas, não ha nen huma briga, porqu e tudo é su– perficial, tudo é mentira, tudo é cm·– nrwat. No corso cruzam-se serpentinas que, entrelaçadas de um a outro carro, delineam uma abobat1a de mil cores. E' uma phantasmagoria deslumbrante de b~ ll eza e festa ! E o lança-perf ume nos estontea com seu éther e com seu perfume nos enebria .. E as modinhas novas, os sambas tão brasileiros, tão nossos, 1l tão bons de escutar e tão alegres ... A creanç ada os canta, os P.1oços os rep etem e os velhos tambem .. Porque o cMnaval igual•a todos .. Todos se conhecem, todos se faliam e sempre se tem algo para dizer, alguma no– vidade para contar Os bailes mara– vilham o olhar dos que os apreci am e a alma dos que nelles se divertem ... Dir-se-ia que a vida espantada se transforma; que o destino se torna menos cruel e cessa ele tecer, no seu enorme tear, as desillusões e os sof– frimentos; que as lagrimas seccam; que a dôr se dilue diante áesta ale– gria intens a, infrene e insensata que invade a multidão, transfigurando-a, convidando-a, incitando ao riso, ao prazer, ao esquecimento das magu as ... t. tod os deixam a mascara habitual para usar uma de papelão que ri, ri, ri sempre ... liAROLDO FRANCO. A VICTORIA REGIA e a nova orthographia No nosso numero passado dis– semos que íamos adapta r , nesta revista, a nova orthographia offi– ciali za da. No entanto o presente numero ainda vai pela "a ntiga" . Isto é porque. em nosssu Estado, nenhum j lm,al acceit u a innova– ção e a Vict oria Regia se tal fi– zesse, iri a abrir um precedente que não c0nvem á nossa humil– dade; e mesmo porque nossvs pequenos leitores, com as ocet.;– pações do anno lectivo, ainda não - tiveram tempo de estudar as ba– ses do accordo luso-hrasileiro. Estamos qesculpaclos ?
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