Revista do Ensino - v.1, n.2, 15 out 1911

70 REVISTA DO ENSINO Da assembléa douta fazem par te: D_. Carolina J\'lichaelis de Vasconcellos, Gonçálvez Viana, J . Leite de Vasconcellos, Adolpho Coelho e Cândido de Figueirêdo. . . Sôbr e esse conselho de eruditos romanistas assim se ex– )r essa a autôra da Infanta D. JJ1ària : « a_ ref~rma compete los profi ssionaes que est:,1daram a l~ngua h istorica~nente. Em particular a Gonçálvez Viana, au toridade reconhemda den~r_o e fora do país, e que já lançou suas b as~s e er gueu o edifl – cio ao qu al só falta a corôa d.o r econhecimen to geral; em se– gundo logar a Cán~i~o _de F igueiredo, como vulg ariz a_d~r ~x– cellente; e par a dirimir contenuas) segundo as ex1gencias pedagógicas, Ad~lpho Coelbo.- Leite de V ::isconcello~ e . eu , se n ão quiser em dispensar os n_ossos serviços , C<:mtri~mremos (penso eu) fi xando a ei-ymologia e traçando a história de vo– cábulos obscuros. » Os preceitos fund amentaes que r esumem o systema sym– plificadôr de Gonçálvez Viana são tres: I) Tudo o 9.ue se differença na fa la, tem ele sêr di ffe- rençado na escrita. _. II). Todas as p r_onunciações legítimas devem ser rep~·e– sentadas na ortogra fi a cornwn para que a língua . escrita seja u,rna só. . I II) Todo s os 0,1·tifíciqs etimológicos, ou que se não expliqu~m p ela evol:içao da lingua f a_ ladf!, serão deste1·rados da escrita portuguesa, como contran os a sua expressão grà– phica. ( 1) Do expósito synthético · trasi adado, se eviden ciam as vantagei!s q1;1~ tra!á á º:~h~graphia portuguêsa essa uniformi– dade e s1mphficaçao. E lª e tempo de volvermos á h armoniá e singelez da graphi a quinhei!tista, e pôr-se fim á desordRm que ha seculos, e cada vez mais, desorienta os escritôr es mal– sinaudo d3sgraciosamente as nossas letras .-Garrett ne~voso e b~eve est~lis~a, . lan:,entava-_se, pelo anno esquecia~ de 1829, da mcongruencia entao dommante, nestes termos : « E' lástima ter que dar satisfacção sôbre orthographia: a ninguem mais sue– cede issy senã9 a nós que te_n.do uma língua formada ha se– culos amda nao podemos sair da anarchia or thogr áphica em que vivemos.: (2) . . Como_e do triste conhe_cimento_ de todos, quasi um sé– culo decorrido após esta queixa, a situação das letras por tu. guêsas, no ponto em que as nossas observações incidem, não mudou . (l) Destes corollários saíram as dezoito reg ras onde estão ence d . . . . rra os os prmc1paes hen6menos da escrita po1tuguêsa, e que veem exaradas na Ortog,·a"ia u . P " · "acional, p, 218 e seguintes _ (2) Da E~ucaçàO, pag. 8.

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