Revista commercial do Pará Junho - 1919
6 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ STOCK fluctuante de borracha de p lantação ( EM TONS ) MEZES 1914 1915 1916 1917 1918 1919 - - - = --- --- --- - Janeiro 7140 11300 16250 20500 24250 24300 fevereiro 7590 11 600 18000 25000 28500 28700 Março 8250 12100 16750 28800 29400 40000 Abril 8250 11850 10500 28300 28500 48060 Maio 8000 10600 11900 26000 25050 - Junho 7500 11900 9750 27500 28900 - Julho 7500 10700 11 500 27000 27400 - Agosto 7650 11900 18000 28200 19100 - Setembro 7500 10650 17910 26000 23750 - Outubro 7150 13500 2\)750 24700 25400 - Novembro 8000 15800 23750. 26500 24700 - Dezembro 10050 161 50 27966 31280 23750 - A BORRACHA PRECISAMOS de um estudo especial sobre o mercado de borra– cha, capaz de nos orientar, no seu estado actual. A perda da preponderanci a do mercado desse producto, col– loca-nos hoje em condições especiaes. A defeza dos nossos interesses requer 1 um ex a:me de como tem evoluido a prod ucção e consumo, onde ainda ha um togar distincto para o que podermos produzir. Producção 1913 1914 1915 1916 1917 Restabelecendo-se o consumo na Austria, All emanha e Rus– sia, se persistir o mesmo desenvolvimento no consumo, como é de suppor, no proximo anno, com o desenvolvimenfo espe– rado nos E. U. A., atiingirá a 320.000 tons. ou sejam quasi 40 O/o a mais do que a producção do anno de 1918. Mesmo que a de plantação venha a augmentar mais de 20 % em quan– tidade, como se diz, ainda esse consumo exigirá um augmento de mais 10 o/o na nossa, afim de poder supprir as necessidades consumidoras. Assim pois, o nosso pri ncipal producto terá o seu Jogar ga– rantido, ainda neste anno, com probabilidades de augmento de preços. . Detalhemos o consumo para melhor apreciação : Consumo de Borracha 1913 1914 1915 1916 1917 1918 . America do Norte 49.000 61.240 96.792 116.475 177.088 160.000 Inglaterra 25.640 18.000 15.072 26.760 25.983 30.104 Russia 9.000 11.610 10.000 7.500 7.500 2.000 Allemanha e Auslria 18.500 13.400 6.000 3.000 3.000 1.000 França 6.500 5.000 10.770 14.000 17.000 18.000 ltalia 2.000 4.000 6.500 9.000 9.000 9.800 Suecia e Noruega 1.500 2.400 6.868 4.525 5.323 5.000 Japão e ,\uslralia 1.300 2.400 2.500 4.500 4.500 7.400 Canadá 2.000 1.700 4.500 4.000 6.287 6.500 Belgica 3.000 630 118.440 120.380 158.702 189.760 255.675 239.804 ~~ = ===--- Daqui mesmo das columnas desta R evista aven tamos a idéa da creação de pequenos bureaux, nos principaes mercados con– sumidores qu e nos podessem info rmar e zelar pela defeza de nossos interesses ; mas, isso já não nos pode hoje satisfazer. A vista da feição que em 1918 1917 1918 1919 pouco tempo tomou o mercado De Plantação 47.000 71 .000 107.000 152.000 213.000 3 mezes comparados J 1 · 201.000 53.909 54.800 72.800 de borracha, caminhando para 3 1.ooo l 3.665 11.810 10.405 a superproducção dentro de pou- Do Brasil 39.000 37.000 37.000 36.000 39.500 De outras procd. 32.000 12.000 15.000 13.000 13.000 Tota l em tons. 108.000 128.000 159.000 201.500 265.500 ==-- - - - -- = ==-- 9_500 , 1 4 .071 2 _71 3 3 _925 cos annos, é rn istér apparelh ar- 1 mo-nos para poder vend er ba- 241.500 I 71.645 69.323 87.130 rato com maior resultado e este ~ ~ apparelho só se pode de pro111pto Quer isso dizer que retrogradaram os outros productores ; e encontrar na eliminação dos intermediari as, com qu e se dimi- se a Inglaterra não tivesse tomado a iniciativa de pl antar borra- nuiriam despezas, reverte ndo estas em beneficio do producto. cha, o desastre dessa industria seria como elles previram ine- Assim pois, é. preciso amparar a nossa producção creand? vitavel. ' ' entrepostos para depositos permanentes nos mercados consumi- Mas por habito ou vicio conti nuamos a olhar só para a ln- dores, procurando coll ocação directa com os fab rica ntes, limi- glaterra que por isso dá o tom no mercado e assume a Leade- tando as quantidades de venda, para evitar o açambarcamento rança do mesmo como principal entreposto desse produ cto, quando por parte da especu lação. . a sua posição de consumidor é hoje o que somos nós, como A maneira disso fazer, compete aos intere~sados que deve- productores : - estacionaram; ou, lentamente marcham. Os outros rão procurai-a e pô r em pratica. paizes que outr'ora não consumiam borracha e que em 1906 absor- Como neste paiz em tudo se appella para o Governo, poderia veram 6.800 tons. consumiram, em 1917, 82.761 tons. Os E. U. ser este O interventor, se não preferi ssem proceder como para o café. A. que naquell a epocha consumiam 28.483 tons, absorveram Pelos qu adros aci ma ficam indicados os mercados consu- 176.123, em 1917; emquanto a Inglaterra, que naquelle tempo já midores a qu em nos deverí amos dirigir, de preferencia. consumia 13.838 tons., ficou em 25.983 tons em 191 7. Em todo O caso, seri a melhor qu e partisse essa in iciativa façamos um quadro progressivo do consumo mundial (tons): do proprio commercio ou de particul ares in teressados, o que Anno E. U. A. Inglaterra Outros Paizes Total não seria de difficil exito se houvesse o patrocínio dos governos 1906 28.483 13.838 1907 28.634 15.91 3 1908 28.050 10.828 1909 30.669 15.107 1910 31 .576 20.455 1911 29.235 16,736 1912 50.243 18.724 1913 49.851 25.276 1914 61.251 18.529 1915 96.792 15.072 1916 116.475 26.782 1917 176.123 25.983 6.889 23.453 26.538 23.224 18.469 29.178 29.957 33.313 40.600 46.838 46.506 82.761 49.210 óS.000 65.416 69.000 70.497 68.149 98.924 108.440 120.380 158.702 189.763 284.867 federal e estadoaes, que produzem borracha. forçosamen te que dahi próviria a estabi lidade dos preços e é quanto se requer. O commercio licito e honesto não pode prosperar com a instabilidade delles, sob constantes oscillações de cambio. O que elle requer é uma base segura e estavel para os seus ca lculos, de compra e venda, que lhe assegure um lucro certo, embora pequeno. Só assim renascerá a confiança e com esta o credito neces– sario para solidificar os negocios vacillantes que constituem o commercio em geral da Amazonia Pelo quadro abaixo e os que se segue, vê-se que os E. U. 1
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