Revista commercial do Pará Junho - 1919
32 REVISTA COMMERCIAL oo PARÁ Apro,eitando o mesmo dinheiro parà pagamentos de con tas e liquidações varias, o limite dessa somma fi ca constituido pelo tempo e actividade individual. São esses os Bancos qu e fazem com que baste muito menos d inheiro ou moeda pa ra as transacções de um paiz, porque, em Jogar de cada ind ividuo conserva r em seu p oder os fundos neces– sarios aos seus futuros pagamen tos, despesas ou compras, leva-os ao Ba nco na certeza de lhes ser resti tuídos quando delles ca reça, ao mesmo passo que percebe um juro pelo tempo q ue o teve p a rado. O Ban co que o recebe, emprega-o de forma a faci litar as transacções e a nima r a producção, o que torna o banquei ro um in termediario mutuario, pois qu e, o meio circulante não é sinão a moeda que se ach a em mãos do povo e é destinada a servir á troca de mercadorias. A variação na importancia dos clepositos provem muito mais ela somma d o cap ital particular desoccupado em busca ele empre– go do que elas alterações soffridas pela circulação. O que ·nos falta pois, não é dinheiro em circulação : são Bancos. ~ Segundo esta tistica do corrector Gentil Soares, as en– tradl'lS de borracha no p orto de Belem, ele Julho d e 1918 a Junho de 1919, foram como segue ( em tons ) : F ina Ser namhy Caucbo T otal Federal 5.367 705 722 6.794 Bolivia 2.013 181 715 2.907 Perú . 77 7 30 Ií4 Do Pará: Xi~gú, Tocantins, J avary . . Baix o Amazonas e Tapajós . 448 54 1.622 2.124 598 182 158 938 Em resumo: 8.503 r. 129 3.247 r 2.879 Federal 6. 794 . Pará. 3.062 9.856 Bolívia Perú . 2-909 114 3.023 toneladas 12.879 = . ~ Organisou-se na Inglaterra a federação dos lndus- triaes erttre 20 000 d Ih • . . · as me ores frr111 as commerciacs com o ca pi- tal de i 500 000 000 . '. · · que promove a permuta d e v1s1tas entre os commerciantes in gle- s t • . . ze e es range1ros com o m t m to de augmen- tar o conhecimento mut • . • . . uo e as transacçoes commerc1aes. S ao assnn convidados a v· ·ta I . • 1 s 1 r a ng la terra os representantes <le m - dustnas de borracha m t . . . . . . d . , e aes, mach1111smos. productos ch1m1cos, m ustnas h ydro-electricas, e criação <le g ado . Actualmente alJ i se a h . . b . 1 . c ª uma co111m1ssão de commerc1antes ras1 e1ros qu e teem tido o melhor acolhimento. ~ Commercio exterior do Brasil C cl qu t · · · · o m p a r a n o os a ro pnme1ros mezes d os annos cl E t tisf C e r9i3 a 1919, offerece-nos a s a ica ommercial o confronto seguin te : 1913 191 6 1917 19r8 1919 E X POR TAÇÃO mil i Co ntos d e Rs. mil i 354.405 23.627 319.61 7 21.308 IMPORTAÇÃO Contos d e Rs. 222 -544 10.683 357,376 17.164 256.310 12.644 425.877 21.003 455-37 1 15.501 32 1.936 17.8 14 465.37r 25.520 747.008 40.9~8 i 87.975.000 5: 118. 197.000 ~ A Estrada de Ferro Madeira Mamoré que se des– prendeu ,l o grupo financeiro <lo snr. Farqhnar e custou até agora i 6.800.000, vae ser prolongada afim de attrahir a si o antigo trafego allemão até agora feito pela costa do Pacifico para a Bolivia. ~ O Estado de S. Paulo - - A alta do café tem levado ao ~rospero Estado rle S . Paulo, dinheiro a rôdo. Resumindo a sua importação e exportação ' nos quatro primeiros mezes do anno, encontra-se os algarismos seguintes : E m pa pel Importação Exportação 1919 . Rs. r38.422 Contos Rs. 425.512 Contos 1918. . 67.484 « . !09.556 « Em ouro 1919. i 7.669.382 i 23.311.823 1818. • 3.768-477 . 6.056.666 Nem só o café ahi avul ta : Importação 1918 1919 Canhama. . . . . 7.;,r3 22.548 Contos Aço e ferro bruto . . 5.046 15. u6 » Machinas e utensilios 3.899 9-4 II T rigo em g rão . . . . 7.282 8.737 • Algodão bruto . 7.042 8.61 7 • Drogas pharmaceuticas 2.482 5-459 • Peles e Couros. . . . . 1.668 4.1r7 • Carvão ele p edra . . . . r.806 3.136 • Materias primas que alimentam a sua g rand e industria. E xportação 1918 r919 Café . . 79.984 386.852 Contos Ca rn es . 12.856 11 .248 • Feijão 7.806 10. 1r8 > Banha . 1.293 4.066 • A~ z. . 4½ ~ 2 • P rod uctos todos esses el a sua ag ricultura e pecuaria ~ A agricultura e a pecuaria do Rio Grande do Sul nos p rimeiros cin co mezes do a nno, exportou, compa rados com o a nn o a n terior, só por Porto Alegre o seguinte : Pccua ria 1918 Ba nha . . 8.837 Xarq ue .. Conservas Qu eij os.. Salame .. Ma nteiga. To ucinho . Carne . Rs. 25.941 Contos Agriculh1ra F umo. Arroz Feiião . Fari nha . Vinho . . Len tilh as H erva matte Alfafa . Cebolas . Graspa . Polvilho . Amend oim . Ba ta tas . 654 612 109 64 164 3 22 __ r_4 10.776 --- 1918 5.254 2.678 2. 200 2.780 94 2 377 256 56 24 29 73 II9 16 Rs. 25.456 Contos ~ 1919 13.087 I. 2 37 2 53 238 IJ 8 90 108 42 Contos 15.16 Contos 1919 3. 166 Contos 3.157 • 2.027 • I .291 • 570 • 140 • 132 • 65 • 59 • 28 • 16 • o 10.652 Contos = ~ A receita do Estado de Minas orçada n~ anno de 1918 em 32 .51 5 contos, produ1.io 40.609 con tos, tendo soa exp ~r– tação con corrido com um a ugmento de 3.400 n o • superavit • verificado de 8.093 contos ele reis. _ Não obstante, d iz o govern ador em sua mens~gem: ~nao po– de O go\·erno deixar el e praticar e de ped ir a r~ais extncta eco– nom ia, afim ele que seja p ossivel o Th esouro dispor de recursos qu e p ermittam a realisação ele serviços reprorl~ctore:, indispen– saveis ao prog resso elo Estado e á pontu al sat:Isfacçao elos seus cornpromissos • · Que poderemos nós dizer? .. . ""' ""' Banco Nacional de Commercio Exterior -- Com o titulo acima está p restes a ser la nçado em Pa ris um grande Banco com o capital de cem milliõrs de francos já subscripto po r um syn– dicato ele commercia ntes e varios esta belecimentos de credito, q ue gosará rl as p rerogativas dispensadas ao Ban co de F ra nça. Completamente independente do govern o, t em esse Banco por fim, mediante descon to moderado, a p raso ele 6 a 18 mezes, fornecer funrlos para novos negocios no exterior e recolher, ele todo o mundo, informações commerciaes e econ omicas, promo– vendo a expansf10 commercial e industrial da França. EMPRF,ZA GRAPHICA AMAZONIA :: PARÁ
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