Revista commercial do Pará Junho - 1919

30 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ NOTULA S A SECÇÃO BANCARIA de MOREIRA, GO– M ES & Ca. e a AGEN C I A da ALLIANÇA da BAHIA brevemente se mudarão para o pre– dio N.º 42 a rua 15 de Novembro, adquirido pela firma M or eira, O o me s & Ca. especial– mente para esse fim. D URANT E o a nno p . p assado só o movimen to de fundos pelo Governo F edera1, p or intermedio do Banco do Brasil, attin– gio a 305.660 contos, como segu e : Supprimentos as Delegacias . . Recolhido p ara Credito do thesou ro . Pagamentos por ordem • • I dem Con venio F ran co-Brasileiro Compra de n otas da Con versão . R s . 3 r.936 contos 48.846 » 83.373 • 117 -401 24.104 305.660 contos O movimento d e cam biaes pelos Ban cos da Capital Federal em 191 8, atting io a i 75.480.293 sendo i 45.507.38 1 para vendas e i 29.972.912 para as comp ras, quando o valor total do n osso co_rnmercio intern acional em todo o paiz era d e i 52.81 7.000 para a imp ortação e i 6 1. 168.000 para a exporta ção. Ahi se vê que ficaram a descoberto, ou vendid os a maior i 1 5.534.469, quando o saldo da expor tação sobre a importação era d e i 8.35 1.ooo. . . E a especulação estava prohibid a, a importação restricta, os vtaJ_antes quietos, as sommas para veligiaturas, na Europa, não sabiam,_ nem valores outros que não fossem para manutenção d e quem tivesse a infelicidade de Já estar do outro lado... ~ Os nortes-americanos, p raticos como são, quando que– rem saber • quanto o individuo para elles valem ~, redul-os a dol- lars . . . · Querendo, por exemplo, demonstrar qu anto vale a amisade do Brasil · · , ex:pnmem-se como ab aix o segun do uma revista de New-York. ' Se considerarmos que o nosso co;nmercio ex terior se expri mio por $ 5IO.ooo.ooo, segue-se que para elles valemos metade do que verdadeiram t · en e somos, e provam como d o quadro a seguir : Pa izes População Area tt:r ritorial Commercio exterior em $ Argentina . 4.800.000 3.055 .100 k 2 272.000.000 Bolívia. 1.776.000 1.109.419 • 16.0000.00 Chile 3. 175.000 32 l -462 • . l 16.0 00 .000 Columbi a 3.917.000 830 .708 . 25.000.000 E quador . 1.300.000 643.295 • 16.000.000 Parag uay 363.000 375.550 • 6.000.000 Perú . 4.586 .000 r.303.700 • 37.000.00 0 llruguay . 978.0 00 186.920 • 59.000.000 Venezuella . 2.445.000 1.044.430 . 24.000.000 23.340.0 00 8.870.584 k 2 57 I .000.000 BRASIL. 25.000.000 8.565.506 . 290.000.000 Quer isso dizer que, conquistando a nossa amisade teem elles conquistad o mais de metade do contin ente sul americano, metad e da area territorial' e m ais de metade de nosso cummercio. ~ Durante o anno de 1918 o Banco do Brasil comprou em suas agencias f 11 . 7 96.557, das quaes i 110.000 em Pará e i 1 65 .014 em Manáos. As suas vendas se elevaram a¼: 11.790.698, cujas taxas maxi– mas foram de 13 23/32 e mínima, de II 7 /s . Os certificados ouro para a Alfandega em 1918 se elevaram a¼: 7.4TS.533, sendo i 3.552.873 para o Rio e f 3.865.600 para os Estados. Os lu cros do Ban co do Brasil em 19 18 attingiram a 19.780 contos contra r2 .21 7 ditos em 1917 à os quaes (1 9 18 ) 6.072 contos das agencias. ~ O London 8' Brasitian Bank elevou o seu capital a ¼: 3.000.000, e no ul timo semestre distribuio um dividid endo de 18 °lo ao an no. ~ O nosso amor pela Fran'ça tem propendido para um exagero qu e precisa ser nrod erado . .. sem o que, con tin uarão a nos tratar como ... os qu e se ama demasiadamente. J á tivemos occasião de ou vir em Paris que « p recisavam n os explorar alli o mais p ossível, porq ue não p assavamos d e fo. rasteiros, d e • p ap illons • que iam qu eimar as frageis azas nas lu– zes de P aris . . . • Queriam com isso segnificar que - sem azas alli não rnais voltariamos. Mais d e uma vez constatamos que após salamaléqu es e cor– tez ias exageradas, mal viravamos a costa, não eramos tratado com a mesma urban idade . .. Sobretudo ahi se vê o amor, mas, ao dinh eiro a qu e se ape– gam como nen•b um povo, diante do qu al não h a amig os, ou mes– mo n ão h a inimigos Pouco antes da declaração da g uer ra, foi criti ca a n ossa si– tu ação finan ceira. Da França tivemos as maiores exigencias e era quem mais n os p uxava a cord:a ao p escoço, e se não fosse a gu erra ... ah ! se não fosse a g uerra ! . . . No caso do Amap á.. já foi o que todos sabenios . . . No fretamento d e vapores foi a vergonheira qu e lentamente está vindo a flu x e no d ia que lh e sentarem os dedos e espreme– rem, - vae se ver o que sabe ! . . . E ntretanto a nossa generosidad e ahi foi como sempre. Ainda por occasião de constituir a commissão da Conferen cia d a Paz, foi ell a ainda, unicamen te, • a nossa segunda patr ,á • , quem se oppoz a que o Braz iL tivesse tres representan tes. No caso do café, não ti vemos nenh uma facilidade de su a parte, _vi11 d o mais tarde a taxai-o, assim como a n ossa borracha. Na questão d os n avios, a.g ora, vemos que concordam os E. u. A. e a Ing la terra «qu e os d etenhamos em conta do que nos de– ve a All emanh a, mas, a França oppõe-se . • •• E' tempo de deixann os dess es exageros e sermos, antes de tudo, brasil eiros, estendendo lealmente a mão a quem lealmente n os estend a a su a sem • fran cezismo • . .. ~ A Liga das Naçõ es p arece fica sendo uma liga dos alliados entre os que ganharam a g uerra. E lihu Root, um esp irito rutilo e clarividPn te predisse em carta ao Comi té R epublicano de New-York • uma alliança da me– tade do mu ndo con tra outra metade • . A Inglaterra, F rança: Itali a e Relg ica com uma população total de 130 milhões ficará. contra as nações de indole guerreira, Allemanha, Austria H u ngria, Ilulgaria, R ussia e Turquia, com 280 mil hões d e habitantes. Mesmo juntando os 120 m ilhões dos E. U. A., a Li ga sem a America do Sul e o J apão só teriam 250 milhões. ~ Sobre a mesa temos, entre ou tros, os u ltimos muue– ros da O Progn sso, re,·ista mensal c'le agricu ltura, ind ustria e com– mercio, que se publica em Por to Alegre e os ul timos numeros da E stancia; orgão offi cial da União dos Criadores do R io Gra nde do Sul, que vieram acompanhadas de uma carta p ar ticular do Snr. Coronel Delfino M . Riet, sub director daquella Sociedade, para o nosso dircctbr, que n os pede aqui signifiq u e- lhe os seus agra– decimentos. ~ "Brasil Rio de La-Plata" .. Fomos visi tad os por esta interessante revista que em Buenos Ay rPs obed ece a direcção do Dr. Souza Lobo, da n ossa Legação naquella. cidade, o qual lh e im– prime o cun ho da sua personalidade sob a su a un ica direcção. De feição mod erna e at trah en te, ni tidámen te impressa e bem acabada de factura e coll aboração selecta, con -agra-se a n ovel re– vista aos in teresses ela Argentina, Brasil, Paraguay, Ch ile e Perú

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