Revista commercial do Pará Junho - 1919

26 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ que serão precisos 3.409 contos só para juros annua!mente, num orçamento de 9.700 contos de receita, em 1918. Mas teremos de accrescer ainda ahi i 57.200 de amorti– sação ·da1divida externa, a serem remettidas annualmente de 1919 até 1925, que ao mesmo cambio de 14 1/2 é igual a Rs. 946.717$, o que elevará a somma para compromissos de dividas a Rs. 4.350 contos annualmente. Constando do orçamento da despesa mais de 5.400 contos para funccionalismo, segue-se que só essas du~s verbas abso,·vem cerca de 9.800 contos ( salvo erro) que, comparadas com a re– ceita deixam um deficit de uns 100 contos. Em resumo, a despesa é como segue: Governo e Administração lnstrucção Publica . Satide Publica . . . . Poder Legislativo . . Policia civil e militar. Poder judiciario . . . funccionarios inactivos . Pensionistas do Montepio . . . Santa Casa da Misericordia .... Agricultura e Colonisação . . . . . Navegação subvencionada . .- . . . . . . . . Diversas outras verbas, onde se acham inclui- dos 1.407 contos para serviço de Funding . Rs. 3.042.894$ r.574.250$ • 751.8 1 9$ • 111.910$ • 2,279.593$ • 825.426$ • 625.419$ • 399.496$ • 269.795$ 61.748$ • 274.1 24$ Total do orçamento . . . Rs. 13.968.609$ Ainda ha contas de forneced ores que veem em atrazo desde 1.900 e os juros da divida interna, tambem em atrazo a DOZE semestres, onde nos parece não foram contemplados os dos ul– timos emprestimos do G overno Montenegro que por ahi andam em certifi cados do thesouro . . . Se nos não enganamos, esses juros em atrazo o rçam por uns 3.000 contos, pois que, o empres– ti mo de 1913 ainda não teve um unico pagamento de juros e elle só, é de 7.612 contos, segundo relatorio do Ministro da f azenda que deu essa somma em circulação dos 10.000 contos auctorisados por lei de 15 de Outubro d e 1913. A ser assim, com o deficit do exercido corrente, a divida interna a consolidar será de 22.000 contos, o que elevaria o de– bito do Estado a 88.000 contos de reis, quasi d ez vezes a sua receita annual ... Se o cambio baixar a 12d, só a differença nesses 3 milhões de libras será de 10.551 contos, o que seria redondar o d ebito do Estado para 100.000 contos. L. C. pELA demonstração do •quadro a seguir, comparando os annos de 1915, 1916, 1917 e 1918 o numero de entradas foi de menos 463 embarcações, a menos em 1918 que no anno de 1917, t menos 190 compa– rado com 1915. Mas a differença a menos em tons de mercadorias importadas entre 1918 e 1916 fo i de 74.590 tons, emquanto a de arqueaçãó dos navios en– trados entre 1915 e 1918 attingia a 483.908 tons como do quadro a seguir: MOREIRA, GOMES & Ca. EMITTEM SAQUES e ORDENS TELEORAPHICAS OFFERECENDO SEMPRE as MELHORES TAXAS COMPRAM El VEJNUEJM OURO, PRATA E PAPEIL ·• MOEUA DE TODOS OS PAlZl!lS .• RESUMO do MOVIMENTO dos PORTOS - do PARÁ e AMAZONAS 1915 Entradas(numero de embarcações) . . 2412 Sahidas (numero de embarcações) . . 2408 Mercadorias impor- tadas ( em tons) 130929 Tonelagens de en- tradas . . . . . . . 1588336 Ditas de sahida . . . 1499584 1916 2521 2529 142033 1479012 1477064 1917 2685 2672 124716 1372600 1370466 1918 2222 2223 07443 1104428 1113498 O movimento de Exportação por tonelagem bruta, comparada com a Im– portação, nos annos de 1917 e 1918, foi como segue: Importação. Exportação. rn < z o ~ ~ < ~ -< ~ < o. o "O rn o 1- ~ o o. flJ o "O o ~ - 1- - O-! < ~ o 1- z UJ :; - > o ~ (fj "' < e o B i: e < IU (fj (fj < "' O e < B o: e ~ IU IU :'3 UJ > "" ., a: o a. <( > Q) '-'' C) c..,. c3 a: < a, :E UJ ., 'C o a: UJ :E :::, z: IU r- ã: .... IU o cl z z < Pará ( Em tons ) A rnazonas 1917 1918 1917 1918 00 o: 99214 42659 o, C") 00 o, IO o, II) M II) -.:t' c-- u~ ~ 0: IO t- - N lO lO - - - 1 o, C"'.) 1 00 o, ~ J § g IO O N - C"") - 1- r- N lO lO M N C"') C"'.) - ' V) "' ~ ·5 1 "' bD r:: r:: .g_ E: C'd ui z 1.1.l N 00 IO o, II) -.:t' o, II) N ~ lO N 00 C"'.) o IO -.:t' \O C"'.) -.:t' s::t' 00 I.{) II) C"') C"') - - - \O - OI C"'.) C"'.) - (f) < z o N < ~ < o Cl 55722 44197 25502 23287 t- ó, IO -.:t' IO - II) N 00 M O M o, IO II) II) IO 1 r- o r- lO -.:t' O O - N t- o, IO O t- 00 \O - r- II) o, r- 00 r- C"") -.:t' C"") O 00 IO - s::t' IO - 00 00 r- 00 o, -.:t' C"'.) - - - IO IO -.:t' o r– C"'.) - o o IO N r– C"'.) 11722 8943 -.:t' -.:t' 00 IO II) o o, t– o, r- -.:t' -.:t' - - IO N C"") - M O 00 °' r- i.{) "<!' - - - \O N N IO 00 IO II) "<!' - OI - V, "' ... -~ r:: "' .;:: V, 1.1.l 00 C"'.) 00 N 00 N C'I - N '° t– o \O - N C"") N 00 N 00 N N V, o; "' õ 1- 00 OI O N "<!' lO N N 1./") °' - E 4) V, .., C'd õ 1-

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