Revista commercial do Pará Junho - 1919

" 30 DE JUNHO DE 1919 25 escola, será o meio pratico de ensinar a plantar e cultivar a bor– racha e o cacau em tão grande escala que possamos reivindicar o nosso direito de posse perdido, do mercado de borracha. A muitos parecerá isso um sonho. Para nós se nos affi– gura a cousa mais banal e de maiqr possibilidade do mundo. Produzir a melhor borracha do universo e vendei-a a 500 réis o kilo, ganhando dinheiro, seria a melhor prova que poderíamos dar de que somos verdadeira·mente um povo. Chefiando tudo isso não se requer um Thesouro Publico ... Requer-se .Jlm grande Banco de Credito Agricola e Hypo– thecario, presti giado plenamente pelo Estado ; um Banco do Es– tado do Pará, que levasse o seu nome como uma cupula do grande edificio de reconstrucção e resurgimento do Estado. Esse Banco se subdividiria por todos os municipios, onde quer que houvesse mil réis a guardar e dois mil réis a expor– tar, constituindo uma escola ambulante do manejo do credito e formação do capital que nos falta e não temos onde buscar sinão aqui mesmo. E não se diga que isto é phantasia, porque ahi temos os exemplos e é essa a grande obra que estão fazendo o Rio Grande do Sul e S. Paulo, que accumulam capitaes e estão levando o ensino agricola ás escolas primarias e complementares, profis– sionaes competentes que assim estão creando não mais bacha– reis, mas, trabalhadores, productores, homens do trabalho que, como nos E. U. A. acabarão odiando o emprego publico, buro– crata, politiqueiro e insolente, parasitaria, absorvente, que nos está esmagando. · Emfim, não nos compete sinão analysar os factos em sua nudez e melhor falarão os algarismos que abaixo inserimos, para os que nelles poderem ler o prognostico do nosso futuro. Não é de hoje que isso dizemos. Ahi está o nosso livro Roossevelt e a Amazonia onde recolhemos artigos aqui publi– cados em jornaes diarios, batendo-nos por esses ideaes em prol desta terra digna de melhor sorte. Rendas do Estado do Pará no Anno de 1919 ( A UNIDADE é CONTO de RÉIS) I li III IV V VI VII MEZES ·- Expor- lnd. e Sellos Trans. E. F. B. Aguas Curro• lação Profissão prop. Janeiro 465 - 30 73 116 57 11 fevereiro 333 14 24 28 95 52 8 Março 411 189 26 77 93 49 6 Abril 425 38 19 41 100 49 7 Maio 425 12 23 29 105 46 9 Junho 267 14 18 36 111 48 5 1919 6 mezes 2326 267 140 284 620 301 46 1918 6 mezes 1293 466 136 248 673 370 376 Differenças 1033 199 4 36 53 69 330 • A renda do Curro tem sido cscripturada no Thesouro pelos saldos. RECEITA e DESPESA do ESTADO do PARA 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919-emez. Receita 9.119 8.188 9.303 11.224 11.409 9.586 5.304 Despesa 13.452 13.193 12.150 12.364 13.476 11.342 5.416 --- --- --- D_eficits 4.333 5.005 2.847 1.140 2.067 1.746 117, Total. 17.250 contos de deficits. RECEITA DISCRIMINADA e COMPARADA 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 Exportação 5.595 4.430 4.990 6.142 4.766 2.689 2.326 E. f. de Bragança 731 585 965 1.223 1.378 1.298 620 Aguas 644 637 627 636 752 652 301 Curro 646 655 765 764 420 46 Trans. Propriedade 606 266 337 327 401 749 284 lnd. e Profissão 648 776 529 482 408 529 267 Sellos 210 174 149 190 189 243 140 Eventuaes 207 210 242 138 61 108 62 Divida Activa 38 65 141 219 106 168 96 Appl. especial 391 338 594 896 860 901 265 Diversos 49 61 74 206 1.724 1.829 897 ------ -- ---- -- 9.119 8.188 9.303 11.224 11.409 9.586 5.304 Este quadro está sujeito a alteração. VIII IX X XI XII XIII TOTAES Diversos Divida Terras lndemnis. Eventuaes App. 1919 1918 Activa e laud . espcc. 202 25 1 18 21 37 1056 722 134 31 2 23 - 12 4 760 659 88 16 - 5 10 49 1019 808 202 15 2 2 12 34 946 .842 146 2 1 8 4 30 840 837 57 7 3 3 3 111 683 488 829 96 9 59 62 265 5304 435 6 - 154 97 6 57 19 461 948 a mais 675 1 3 2 43 196 em 1919 D EPOIS da demonstração da receita acima, impõe-se a neces- sidade de demonstrar o estado financeiro do Estado, com um resumo da sua despesa classificada, segundo orçamento de 1919 que aliás tem sido excedido em algumas verbas por motivos im– previstos, como por occasião da gripe entre nós. A Divida Externa do Estado do Pará é de i 3.029.300 como segue: Emprestimos de 1901 i 1.324.800 • . 1907 i 591.ooo • • 1910 i 53.5oo funding Loan • 1915 i r.060.000 Total em esterlino i 3.029.300 ao eo 14 1 /s A DIVIDA INTERNA CONSOLIDADA é de. A • • FLUCTUANTE é de . O que dá um total de Rs. 50.140.137$ Rs. 1 r.593.600$ Rs. 17-241.775$ Rs. 78.975.513$ Se ahi juntarmos os 5.000 contos actualmente em negocia– ção com O Governo federal, elevar-se-ha esse total a mais de 83.000 contos, dos quaes 4.082 contos vencem juros de 8 o/o. Sem. contar juros na divida tluctuante de mais de 17 .000 contos, e contando 4 o/o para os ultimos 5.000 contos, veremos

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