Revista commercial do Pará Julho - 1917

6 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ gra ntes em colonias, intellige ntemente dirigid as, talvez fos se o me– lhor meio de modificar o nosso porvir qu e se não apresenta com bonitas cô res sob o despotismo da borracha sil vestre . . : L. C. O CAMBIO - Q Snr. RAPHAEL LEvv não ha mu ito, dlsse em Lyon qu e « os Ban- cos estrangeiros fazem no Brasil operações de cambio, no valor de centenas de milhões de con tos, por pura· esReculação, ind ependen– te do movimento real de vendas e compras,,de imP.ortação e ex por– tação. • • Compra-se e ve nd e-se cambias,. a descoberto, no Brasil, como se vende ou compra a descoberto, em França,. val ores de bolsa ; como se compra ou vende, a descobertb; café ou assucar na Bolsa do Commercio. • « Essa especulação, baseada exclusiva– mente no jogo, false ia inteiramente o movimento camoial, com grande prejuiso para o commercio local. • • Em vista das perturbações profund as qµ e isso causa á vida economica do' paiz, é de admirar que não sejam rigprosamente prohibidas taes operações a descoberto • . • Não se poderia criticar um governo que tomasse tal providencia, visto como• ell e se limi– taria a seguir o exemplo dado pela maior parte dos outros· paizes, particularmente a França •. Já por vezes ferimos esse assumpto sem encontrar éco entre os que deviam· pugnar· pelb assumpto. Torn aram em jogo todos os negocios deste paiz,. ond e vive em jogo até as proprias in stituições. E a man eira por que se co- 1 bram os impostos, absorvendo todo o producto do trabalho do homem, só lhe deixando deficit, como, fica demonstrado em balanço qu e nesta Revista publicamos, tran sform ando-se o governo em ban– queiro cobrador de barato ... não é sinão jogo. Notava-se com desagrado que a importação• ha muito se re– duzia, emquanto a expo rtação crescia, a ugmentando os saldos, sem q ue o cambio subisse. Se isto se dava estand o os governos· em· mo ratoria e portanto fó ra do mercado de compras de cambiaes pa ra remessa para o exterior, o qu e seria amanhã quando tod os viessem em busca des- sas letras para suppri r as suas necessidades ? • Durante o anno de 1916 não fomos- além de 12 9/16 e as mé– dias de 12 53 /64 pa ra o primeiro semestre dé 1915 e 12 5/õ4 para o segund o comparadas com 11 53/64 ]Jllra o primeiro semestre de 1916 e 12 9 /n para o segundo semestre e mais- uma fracção despresada de 1/256, sempre com o diagramma para• bai:,w dava-nos uma mé• dia q u~ não_ ultrapassava de 12' 1/41 para, os doí; a rmos p. p. ~te me1ados de Abril deste ann o não mais alcançamos essa méd'.ª• qua_ndo s_e deu a roptu ra de relações com a All emanh a, , Dah1 em diante firmou-se o mercado, in verteu-se o· diagramma qpe· ha trez annos era descendente. Tivemol-o _no Rio até a 13 ¾ ,, taxa qmi mais ow menos acom-– panhamos aqm s~m sabermos porquê. Do 5u l nos info rm aram • fa lta de numerano e abundancia de lett-as ( cambio ) provenie ntes de exportação de cereaes, carne e café. Não nos demos por satisfeitbS) até· que vieram-nos ás mãos no– tidas do Snr. J ULES CHEVí\LLit:R :. • Regressava fe liz e satisfeito da sua missão ao Brasil, levando regularisados todos os negocios financeiros de que viera encarregado. • Seriam os effeitos da observaçãu do Snr. RAPHAEL LEVY? Pe– los jornaes do Rio, depois, se soube que o representante dos nos– sos credores dissera • perto de 3. milhões de libras haviam sido pagos aos portadores de SAB1NAS na Europa, metade em especie, n,etpde em titulos de funding, @u apoiices especiaes; que haviam sido pagos todos os nossos compromissos no exterior; que medi– das haviam sido tcrniadas a evitar a depreciação dos nossos titulos e hah1 litado estava o Brasil - N:AS MELHORES CONDICÇÕES - a restabelecer O serviço normal da sua divida directa no 2.0 semes– tre deste anno, havendo desde Abril uma reserva de mais d.e 3/4 da importancia do serviço da divid a para este an no, IMPORTAN– CIA QUE PODERIA SER MO BILISADA POR MUITAS FÓ R– MAS .. . • • O serviço da divida se poderia effectua r - pelo dis– ponivel ·em ou ro, proveniente de vendas no estrangeiro de produ– ctos brasil eiros; que a prohibição sobre a exportação do café já fôra null ificada e havia no Brasil um agente offici al para compras de productos nossos para os all iados; que já a França havia desi– gnado 4 vapores para os nossos ·portos e se havia accordado numa fó rma de pagamento ( de accordo com o Gove rn o Francez ) favo– ravel ao cambio dos dois paizes, a qual PERMITTIRIA COM– PENSAR PO R ENCONTROS OS CREDITOS REC IPROCOS SEM COMPRAS DE LET RAS, que vi riam innopo rtun amente pesar no mercado. • Eis uma solu ção qu e não esperavamos, capaz de re– so lver, talvez, a questão do cambio. Se .de facto obtivemos esse GLEA RI NG HousE entre o Brazil e os alliacfos, permittind o mobilisar continu amente os fund os em deposito para o se rviço de juros e amortisação da nossa g rand e divid a, com - liquidação por encon– tros entre nós e os nossos credores, e ell es entre si, não vemos sin ão urp pouco de acti vidade nossa para de vez regularisarmos o movimento de cambio no Brasil, limitando a especulação, quando não a possamos exting uir. Com a valorisação da nossa moeda, dessa fo rma, nos adviriam grandes fo ntes de recursos, po rque os demais Bancos teriam de busca r novos mananciaes de receita e estes não podiam deixar de ser no esti mulo a lavoura, ás industrias, ao commer-cio, as ex plo– rações de minas e constru cções de vias férreas. Oxalá para ahi possamos envereda r. Quanto ao Pará isso en– ce rra nova ameaça. A alta do cambio virá prejudicar a receita do Estado sem pro– veito apreciavel, pois que, vivendo só da borracha, daria ella menos em reis brasileiros, mesmo não baixando o seu valo r em esterlin o no ex terior, e não temos a compensação porque o nosso Funding ainda se prolonga até 1919. Poderiamos, talvez, restabelecer pagamentos por antecipação, mobil isando o resto do emprestimo denominado FUNDING, de accordo com os credores, para um negocio id entico ao do Govern o Federal, o que seria de du pl a vantagem porq ue tambem o Governo do Estado teria uma fórma de pagamento como obteve aquell e. Mas o qpe temos para vender alem de borracha ? E o Estado não tem um Banco seu, nem mesmo of– ficioso, ,para poder tirar to– do o proveito da operação. Surge, pois, ainda uma vez, a necessidade da crea– ção de um Banco nosso com Caixas Ru raes dentro do Estado, de qu e já nos occupamos algures, auxi– li ado por uma Caixa Eco– nomica do Estado capaz de incentiYar as nossas novas fontes de receita fóra do dominio absoluto da bor– racha. Talvez qu e da leitura do, presente numero desta R avis t a so brevenh a sug– gest.ões, que a hi se encon– tram, em entreli nhas, ca pa– zes <de desperta r a iniciativa do nosso meio; e se isso se der, será o maior premio aspirado pelo auctor des– tas linhas. L. C. - rn co;S ·- "O ,cu E - :E -UJ ..J UJ 0:::1 E cu o - 0:::1 :E < u < 1- "' > -< CSS!OS 1! C!['Clf e4uedsaH ,, 1e8nJJOd - -1 1 1 r- M 00 N ..,. ,o N o °' r- ,o N o N 00 M M r- - r- "' ô: w e:: o z o ...J U.J ,o ~ ~ o "' t.O "' < õ 1 ~I 11 S323W ,o °' N ..,. "' -- "' ~ º' - - º' ~ -- "' ;;:: ..,. - = o ... ·;;; ::: "' -. °' ..,. M o 00 M ..,. ,o 00 ,o 00 00 00 r- o - o o r- o r- 00 00 r- ,o t.O t.O t.O t.O - t.O r- 00 ,o o ô: r- °' °' 00 00 :g M o ..,. r- ,o ,o ..,. ~ N N N N o o o 1 1 ..... t.O t.O 00 00 00 r- ,o M - N N o M °' r- r- r- r- ,o ,o o ,o r- r- ,o t.O t.O - ô: - N N N 00 ..,. ..,. ..,. M M = -· .. º' "' ~ t:- -3'- ;:,- -3- M - - - N M - - - - - - .. e, "' 'O ~ ~ --- ~ N N N M M - - - - - º' "' "' e, -3'- ;§!- ;::- M -3'- ;;;- M - :::: - - - - - - - -- "' ., º' "' º' ;::. ~ f: ;:;-- ~ M M N N N - - - - - - ..: o o V u- ·e o ..e: > ... ·;; ::: "' ..o V :E :E ::: LJ.. < -. ,1 .t. f.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0