Revista commercial do Pará Julho - 1917
2.º SEMESTRE DE 1917 - - 3 BOLSA do PARA' JNFELIZMENTE não podemos fazer melhores prognosticos do estado da nossa Bolsa qu e continu a sem movimento e algo desanima– da. Os titulas teem baixado suas cotações e diffici lmente se vende um numero mais avultado de acções, se os possuidores são força– dos a trazel-11s ao mercado. Uma pequena animação que se havia notado anteriormente e mencion ámos em nosso numero passado, em vista dos avultados negocios que pareciam em manipulação movimentando grande nu– mero de · vapores fluviaes ha muito paralisados, devendo propor– cionar as instituições de credito e seguros resultados satisfactorios no fim do anno, se desfizeram com os Relatorios ·. . . Ahi estão os algarismos abaixo qu e melhor dirão ao leitor : sete Companhias de Seg uros com séde nesta praça, de onde provt:em os seus fun– dos, com um capital total de 4.900 contos, realisaram, no anno de l916, receita sobre seguros ( men os juros e outros) que se elevou a mais de 2.500 contos. A despeito disso, apenas trez dellas ins– creveram dividendos aos seus accionistas e isso mesmo - uma de 3 % ao anno, outra de 5 % e uma de 10 O/o, não obstantante te– rem sido apenas de 661 contos os sinistros totaes desse anno, em todas ellas reunid as. Não menos felizes foram os accionistas dos nossos trez Bancos regio ,_iaes que, com um capital total de 10.940 contos á seu dispor e mais ~epositos voluntarios e sem juros que lhes param ás mãos, - superior a essa quantia acima realisaram receita annual de perto de 1. 2 00 co ntos, distribuindo di~idendos de 3 O/o ao anno, e um dell es que o fez de 6 % disse em seu Relatorio que não o podia faz~r, por que « para equi librar a desvalorisação actual no seu activo, sen a mister não dar divid endo ... • E deu ; mesmo se elevando :ssa depreciação, só em valores in scriptos no referido balanço, num º!ª 1 de 1.276 contos ( apoiices e acções) a mais de 380 contos, ou ~~t 111 3 o % d esse valor; q·uando a lei das Socied~des ~n?nymas _ ( AR:. 113) que os administradores que repartirem d1v1d endos nao dev ido - · · , C · S . 1 s sao pessoalmente obrigados a restituir a a1xa ocia ª somma d · · · · J' d' rl' s . . os mesmos d1v1dendos e su1 e1tos, a em isso, as pe a crumnaes, • que são: ( ART. 206, § 4) penas de prisão cellular ~r a~: a ~u~tro annos e mu lta de cem a quinhento_s _mil réis ~ § d . adm inistradores ou gerentes que distribuirem d1v1dendos nao evidos > e O t'f' · f Isas _ s que ( § 3) por qualquer ar 1 1c10 promovam a cotaçoes das acções ... > t · 1 Sem computar o valor do dinheiro em deposito, de que acima lª amos, ª receita bruta desses Bancos e Compan hias de Seguros, urante o anno de 1916 corresponde a 23 3• O/o do capital dos mesmos. • ' Ta111bem . ann o cumpre me n c 1o n a r que as suas despesas nesse se se elevaram a 852 co ntos de réis. . . com toda a economia g u 11d0 algu ns relatorios. t Ha pouco dizia abalisado jornalista 'no Sul da Repu blica que • a ravessan _ . ios uma phase de transfonnaçoes e de cri ses em que, - . ao lado dos perigos surgem as opportunid ades , . Entre nós as crises constit · ' · 1· d . u1ra111-se em estado pathologico permanente, pers1s 111 o os perigos se . - 111 que as opportunid ades suqam; ou, se surgem nao nos apercebem · · · d I c· t os de ilas. Talvez que a falta de tiroc11110, e con 1e- I~n en °~ especiaes e até das mais rudimentares habilitações para· a~ carreiras libe. . · 1aes, agranas e comme rciacs concorram para o nosso msucesso, e . . . d Tal~ez nos venh am a a pedrejar por aqui proferir estas verda- es, sah1das ai " b - · - N- · ia s so a compressao do propno coraçao. ao 1m- ~orta ; a verdade deve ser dita e nós a professamos dog111atica111ente. 1 ~os quadros a unidade é conto d e réis. Luiz Cordeiro. CAPITAL LUCROS 1 Despesas BANCOS E RESERVA . BRUTOS e commissão das Direct. Credito 1.367 126 80 Pará 4.742 506 179 Commercial 4.831 559 159 10.940 1.191 418 o lO M N éõ °' ;:; 00 i-- o °' o õ °' -.:r 00 -.:r i-- °' f-. N ,!, "' N '° -.:r °' -.:r i-- ~ ~ '° '° 00 lO o °' i:5 e- i-- N N -.:r N r.n o Ct: CfJ .... o '"C ~ lO lO -.:r M N :~ ~ ~ N -.:r > o Cl. tii ti, c-:,Õ CfJ N <: ~fk lO '° o. ... "' N -.:r °' °' N o "' "' " -.:r °' 00 ., > LO e:: ::> o Vl "õ.. -;; o o o o o o o o o o o o "' - o LO lO '° N lO u UJ .üj - -------- - -,,------:- ------- r.n 11) "O r.n < - :e: z < o. :E o u ct "' 't, o f- z o u "" UJ Q < Q z :::) < CfJ o > f– u <: -;:; o LO M N 00 °' 00 i-- o °' o õ °' -.:r 00 .... i-- °' f-. - - - N ... "' 00 °' '° lO 00 00 "' > Sl i-- 00 00 i-- i-- M i:5 '° .... M .... M "' - ·- 'O ~ M M N °' N '° u ... ~ 00 M °' i-- - " - 00 u > " M .... °' i-- N 00 )( -;:; M - u , ': QJ 1- o °' '° -.:r o 00 - u., 00 °' r- °' o Ü]~.C M - M N - ;.:: C) ~ t"l o o i-- o °' Ô Cfl lÔ °' °' o 00 '° 00 Q.C) V" M .... - LO N - <u~ ..... <t> N M o 1 1 1 o :::: e., ·- - - °' cc-c& i-- ..... 1 .., (f) -ó V) < ~ e: .., :e ::s ~ C1l z 1\ -~ tlD 'ü .... < .., .... C1l .., e: C1l CfJ .., o. -o o.. o u, E C1l ::E ~- e: -o -o o .::! ·;::; E >. ~ u E "' o o < cõ .., ,1 <: u ::::i ...J « A UNIDADE é CONTO de RÉIS) REC. LIQ. 46 = 3 0/o JS 327 = 6 O/os 400 = 8 O/o 3 773 ,- ,- N '° i-- õ '° 00 00 i-- <'"J -.:r M °' M r- M i-- o N o o o o '° °' .... r- 1 r- N '° 1 i-- o - N 1 '° 00 N N i-- N 1 N '° N .... '° - lf'\ 1 00 - 00 - 1 00 o '° - .... - i-- 1 '° 00 o - N M o 1 M N M - o - .., V) e: .., :'.! C1l o. COMPANH IAS Responsabili- 1 1 Receita Sinistros dade . 1916 Dcspezas Di\'ódendos Amazonia Allia nça Brazil Seguradora Commercial Lloyd Paracnse Lealdade P ara ense 74335 26311 562 429 306 479 304 133 205 2508 86 85 73 49 87 65 91 109 110 30 60 48 154 49 661 435 A Casa Bancaria MOREIRA GOMES 50/o 1 30/o 1 10 O/o \ Offerece sempre os melhores cambios
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0