Revista commercial do Pará Julho - 1917

20 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ Belém, no mesmo período, os seguintes generos de producção do Estado: Arroz ( do Estado) 284.848 ki los Copahyba 42.179 kilos Cacau 2.417.430 . f arinha 7.121.200 Cumarú 5.531 « Guaranã 39.136 « Cachaça 292.811 litros Peixes 51.180 . Castanhas 145.648 hect. Pirarucú 1.386.994 . Camarão 342.120 kilos Tabaco 334.712 • ENTRADASdeGENEROS pela E. F. B. GENEROS 1914 1915 1916 1917 Unidades 8 mezes -- == = - - ~-=-=-==- Alcool Litro ·1001 80511 123226 12448 Algodão Kilo 800 15959 86717 11523 Arroz . 413540 1032804 1085117 255821 Aves Cab. 25198 16250 16334 10291 Animaes diversos . - 193 150 222 Assucar Kilo - - 15240 15240 Cachaça · Litro 540249 71 8615 816492 261193 Cipós Kilo - - - 6007 f ari nha ma ndi oca • 8248177 11328504 1 15438271 6093852 f eijão • 318951 204770 322818 64865 fructas • 598998 519350 408097 133095 f arello . - 32812 47423 34645 Milho . 1823283 3609353 5226544 1 868301 P elles . - 44739 49490 18509 Peixe . - 50 102 - Rapadu ra . - 167694 190785 28520 Sebo . - 156 93 - Tapioca . 147564 145924 11 9887 59296 Tabaco • 117585 · 191743 202689 99 121 COMMERCIO EXTERIOR Nº ANNO findo ( 1916) o comm:rcio ex terior do Bras il , como da E STATISTICA COMME RCIAL, foi de 810.759 contos papel .para a Importação e 1.107.508 contos para a Ex portação, 11 11 111 va lor tota l de 1.918.267 de contos de reis papel, equi va len te a 5:, 95.379.000 ou sejam un s doze milhões a mais qu e em 1915. Aind a assim fica mos aqu em do nosso commercio antes da gu erra qu e se elevou a 5:, 138.074.000 em 1912 e i 132.015.000 em 1913. Em compensação surgi ram novas un idad es na nossa exportação, com valo r bem apreciavel, notando-se qu e o au omento qu e se vae fazendo não é só de valor da exportação, ma;, de prod ucção. O assuca r, cuja exportação em 1916 fôra de 2498 tons de Ja11eiro a Março, este an no ( 1917) já e xportamos 38.863 tons. A borracha apresenta um accrescimo de mais de 20 % no pri– meiro trimestre compa rados 1916 com 1917, e o cacau de cerca de 10 o/o. A ex portação de ca rn es e cereaes toma proporções qu e exce– dem a toda e qualq ue r expectativa. As madeiras, o maga nez, couros, fructas, tudo cresce anima– doramente na nossa exportação, e o qu e é mais, o mercado intern o ficou sup!'rido e_dimi nue as suas compras ou impo rtações. Se for acce1to o alvitre de transformar o Banco do Brasil em emissor, com as med idas já tomadas pelo Governo, a fa lta de en– tradas de ouro do exterior compensada com a ausencia de remes- sas nossas, trará um bem estar gera l ao paiz que se supprirá far– tamente com as letras de cambio de sua producção, podend o 11em só manter o cambio em estado normal de estabilidade, como ele– vai -o sem gra nd es surtos de finanças transcend entaes, ou pruridos de o elevar logo a 27d . .. Impõe-se a necessidade de organ isação completa ao Banco do Brasil e torn ai-o no que elle deve ser. Não pode o G overno continuar a manipular a fabrica de pa– pel-moeda inconve rsíve l a se r largado em grandes somma.s ao mercado. Batemo-nos contra a emissão e optamos pel o acceite de letras pelo Thesouro, porem , como medid a compl ementar, devia ter sido dado ao Banco do Brasil o direito de emissão. Todas as letras teriam ido parar em sua carteira, por descon- · tos ou redescontos, e os juros obtidos dariam recursos de sobra ao Go– verno para pagar uma parte dell as, refo rmand o as que não podessem resgatar, aliás, sem grande damno para o sacado r que teri a com as mesmas um recurso prom pto. Quem el eve, já daqui dissemos, assigna documentos, se não tem recursos promplos para pagar o credor, e procura resgatai-os com os seus recursos - poupand o na despeza, se não pode augmentar a receita. E os gove rn os não podem abrir excepções para si. Resumo do COMMERCIO EXTERI OR do Brazil Mercadorias Especies Melalicas Valor Ou ro TOTAES em contos de réis• em i 1000 em i 1000 em .: 1000 da =· - ~ Expor!. Export. 1 l mport. Export. 1 Impor/. Expor/. Impor/. e Impor!. 1910 939413 713863 2332 9440 63092 47872 110964 19ll 1.033925 793716 2406 7840 66839 52822 11 966 1 1912 1.119737 951370 1472 5003 746 19 63425 138074" 191 3 972731 1.007495 606 1 1248 648-19 67 166 132015 191 4 750980 56 1853 8257 852 46527 35473 S2000 191 5 11.022634 582996 5149 45 52970 300S8 83058 1916 1.107508 810739 159 4. 55010 1 40'.)69 95~79 EXPORTAÇÃO GERAL do BRASIL ( COMMERCIO EXTERIOR) Contos de réis Papel Eq uivalente a :E 1000 MEZES 1914 1915 1 1916 1914 1915 1916 Ja neiro 1 9171 4 84010 82090 6114 4S02 ;,918 f evereiro 77326 76720 80403 5155 4041 3842 Março 69110 1001 61 105475 4607 1 5380 5109 Abril 61 886 84056 89408 4126 1 4394 4295 Maio 56619 601 20 9S379 3775 3053 4S94 Junh o 56231 47640 5911 9 3749 243S 3002 Julho 48999 60069 80597 3266 3183 4161 Agosto 24728 81211 1 86265 L>SO 1 412':I 4476 Setembro 50628 84529 93290 2499 422 1 4762 Outubro 67489 122628 109139 3506 620-1 5499 Novembro 68437 11 175S 121328 3836 5653 6011 Dezembro 77813 109732 102015 4514 5472 504 1 1---- --- -- 52.970 1-,; 010· 750.980 1.022634 1107508 46.527

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