Revista commercial do Pará julho - 1918
1.º DE JULHO DE 1918 - 25 ~ Teve Jogar em Londres a_ reumao de Assembléa Ge– ral do London 8< Brasilian Bank, onde se demonstrou que os lucros do Banco foram de i 238.535 com um excedente de i 37.500 comparado com o anno anterior. O saldo disponivel ele– vou-se a i 537.385. Os depositos augmentaram em ! 110.000 em Londres e i 656.000 nas agencias. Os effeitos a receber diminuiram em i 920.000 e os effei– tos a i;,agar em i 1.204.000. Os effeitos de caixa augmentaram i 137.000. Os immoveis do Banco augmentaram em i 44.000 pela compra de um edifi- cio em S: Paulo, para seus escriptorios. · Os saldos disponiveis do exercido de 1917 no valor de i 537.385 foram assim distribuidos : 14 o/o a dividendos e mais um bonus de 2 o/o; levara~1 i 25.000 a Amortisação de immoveis_; i 12.000 para gratificação ao seu pessoal ; passando i 300.385 ao novo exercido. A remun eração ao Conselho de Administração foi elevado de i 5.000 para i 7.500. ~ Fundou-se nesta cidade um Syndicato Agro-Pe~uario com séde em Soure ( Marajó) entre g rande numero de fazendei– ros, e agricu ltores do Estado, que se propõe a montar um Posto Zootechnico em Soure; Estação de Motita, onde fôr preciso ser– vir aos interesses dos seus associados ; campos de demonstra– ções praticas de agricultura moderna; importar reproductores de raça, machinas, materiaes, utensilios agricolas, para os associados; encarregar-se d;i. venda dos productos e sub-productos que lhe. fo– rem consignados; adianta r recursos aos socios para cultivarem e melhorarem os seus campos; contractar colonos, trabalhadores, o_u outros anxiliares, dentro e fora do paiz para si e seus so– c1os; promover, estimular facilitar, a producção e transporte dos productos dos seus socios; propagar por palavras e actos as vantagens da associação, fazendo demonstrações praticas e pro– movendo exposições annu aes dos productos e sub-productos da agricultura e da pecuaria. • O seu ramo de acção a principio limitado ao Municipio de Soure, foi se irradiando por outros Municípios, onde já conta grande numero de socios, sendo preciso refõrmar os estatutos, para o que vae ser convocada nova Assemblea Geral. Pode-se dizer que a sociedade conta hoje em seu seio os principaes criadores do Estado. ~ Para importação de reproductores o Governo F. of– !e~eceu auxilio pecuniario d 50 °lo sobre o valor dos animaes importados, para o que se inscreveram criadores do norte e do su l do paiz, como segue, por Estados : Minas Geraes S. Paulo Rio Grande do Su l Capital Federa l ( pela S. N. de Ag r. ) Ceará . . . . . Pará. 2.931.400 1.065.000$ 1.119.600 406.200$ 112.000 53.550$ »« Já uma vez affirmamos que a crise da borracha causou a crise do paiz, que ainda perdura porque ainda não foi, nem será isso resolvido fa cilmente. De 1913 a 1917 a exportação de borracha foi de 160.544 tons. no val or de i 39.453.435 esterlinos. Pa ra attingir toda essa gra nde somma, é preciso toda a pro– ducção "intensificada" do paiz des de 191 4 a té 1917, menos o café. Mas, essa intensificação troux e 11111 g rand e augmento de to- 11elagem ; e o qu e se fazia com 126. 109 tons. de borracha ( de 191 4 a 191 7 ) torn am-se precisos 3.11 3.823 tons ! Assim é que nesse periodo, 1.508.286 tons de maga 11 ez só produziram i 5.354.000. E mais: 180.273 tons de madeiras produziram nesses 4 annos i 775.789; 139.553 to ns de fe ijão i 2.844.363; 108.528 tons de carne i 4.858.000; 43.926 tons de arroz i l .290.505. Emfim, ( não faz mal repetir ) todos os artigos do paiz ex– portados nos quatro annos de guerra, menos o café, attingiram a 3.11 3.823 tons no valor de i 60.415.870, quando 126.109 tons de borracha depreciada ainda produziram i 29.078.401. Com 4 o/o da tonelagem precisa para exportar tudo quanto estamos produzindo • intensificadame!lte • por· 22.000.000 de ha– bitantes, exportariam os 3.000.000 que povoam a Amazonia em borracha, sem o derrame de sementes, conselhos, insecticidas, machinismos, aux ilias pecuniarios, trabalho e muito trabalho, - que estão tendo com todos os Estados do Brasil. . . menos comnosco. E ainda nos chamam de malandros ! ,cu .... ctS a.. o "'C E 1.Q) - Q) m Q) "'O ctS o, ~ ctS "' s... "' "ti a.. o 1- ctS ~ "'O ~ e( a: <C u z <( m < u i= (/) - ~ 1- (/) w tlJ Q < Q z ::i < o :e z :::i o cr: ""' ::E UJ o > c:n Cf) -< o.. .... ;:; fj u '° o ;:; o ""' ::E UJ f-- 1 UJ cn o :e z .... ;:; 2. '° ;:; o > ~ u < N '<I' N 0- M C'"l V"l -si' -oo~r- °' C'i •c:i - u ,_ u J5 ú E ~ gJ ., &,; Cl "ü, ~ ~ ... o.. QJ E ,..J UJ '<I' t- V") 00 00 t– t- M '<I' r-: '° '° C'") .1 o <J ê ""' o -o
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