Revista commercial do Pará julho - 1918

·. ' 24 REVISTA COMMERCIAL oo PARÁ e Devemos preparar-nos para amparar os interesses nacio– naes na lucta economica que fatalmente seguirá após a cessa– ção do actual conflicto », diz s.s., e apontando para a organisa– ção da nossa representação diplomatica e que nem sempre acau– tela os nossos assumptos economicos •, encontra ainda nos ne– gocios da Agencia do Banco do Brasil em Londres uma correc– ção para esse mal. Occupa-se do auxilio á lavoura, ás industrias, ao commercio e diz que « nenhum auxilio será mais justificado que a creação de agencias do Banco », entretanto, co_ntinuamos indecisos e sur– dos a essas razões e motivos, e quantos mais possam por ahi surgir ! ... Não cabe nestas ligeiras Notulas analysar o trabalho do Dr. Homero Baptista em seus detalhes. Basta-nos registar essas pe– quenas notas e recommendar ao leitor, que se interesse por as– sumptos dessa natureza, que procure ler esse relatorio onde se tem muito que apprender, constituindo um dos mais altos docu– mentos de estudo criterio:;o e attento do momento que passa. ~ O ouro do Amapá - - Depois de liquidada a questão do Amapá, não mais se falou entre nós do ouro dessa região. No quadro de nossa_ exportação desappareceu, por completo, um tal producto. Entretanto, no quadro de exportação da Guyana franceza consta que no periodo de 1916 a 1917 foi exportado 43.000 k. de ouro no valor de 117.000.000 de francos, sendo que no co– meço de 1917 essa exportação já attingia a 2.755 ldlos no valor d e 5.454.000 fra ncos. Tambem alli entraram 125 embarcações em 1917, do Bra– sil (?), com productos no valor de 233.000 francos . . . Não temos essencias na nossa exportação, mas dalli sahiram 31.044 kilos de essencias e 16.680 kilos de pau rosa ... ~ Já se acha funccionando no Rio, provisoriamente á rua da Alfandega, o Banco Portugues do Brasil de que são seus representantes nesta praça os Snrs. Moreira, Gomes & Co. Tendo adqu irido o predio onde foi estabelecido o Banco Espanhol do Rio da Prata, nessa mesma rua, canto da Lo de Março, está sendo reconstruido esse edifício para séde do novo Banco, que se acaba de fu ndar sob os melhores auspícios com um capital de 25 mil contos em 125.000 acções de 20'0 000 cada uma. A sua. directoria effectiva, no primeiro trienio, foi confiada aos Srs. Visconde de Moraes, presidente; Alberto Teixeira Gue– des, gerente; Bernardino P. da Fonseca, secretario. ~ A Pará Public Works Co., publicou o seu balanço em _Lo~dr:s, demonstrando um lucro liquido de i 7456 em 1917 e ~•stnbumdo um dividendo de 8 o/o ás acções ordinarias, de– pois de ter levado i 2500 a fundo de reserva para amortisações, passando um saldo de i 2485 para o exercício seguinte. ~~ A Pará Electric Co., realisou em 1917 uma receita bruta de i 291.041 contra i 271.791 em anno anterior. Despen– deu i 130.281 e leve uma renda liquida de 5:, 160.760. . :e~do applicado i 38.500 em serviço das suas obrigações. d1stnbu1do 7 o/o de dividendos pelas acções ordinarias. ' 6 o/ , - f . _ , pagou o as. acçoes pre erenc1aes, levou a reservas 5:, 25 000 e p i 34.600 para 1918. . assou . ~~ falta de borracha -- Dizem de New-York que havia alh falta de borracha do Pará; dahi o augmento do limite de entradas para mais 15.000 tons. Os fabricantes alegavam a falta do producto para o fabrico de pneumaticos de automoveis e outras necessidades da guerra. ~::~ Depois de entregue a Oirectoria da Estatistica Com– ~ercial ao seu novo e actual director Sr. Léo de Affonseca Ju- nior, ligeiras modificações foram feitas nesse serviço, para me- Esse melhoramento atti ngio ao serviço de estatistica ban– caria, o nde mais se fazia sentir essa lacuna, e assim, ligeiras dis– posições de algarismos, comparaçõe~ e porcentagens demonstra– tivas, o peso em tonelagem ou merçadorias, são tantos outros melho ramentos que muito recommendam esse serviço, aliás unico, no paiz. G ratos pelos exemplares que nos teem sido enviados. r.n < z o N < :e < ~ -< °' - < flJ Q.. o 'ti o cu '- "O cu o. r.n E o o É2 u r-- - o °' - o. tU li) 10 o - "O °' - o ~ 'ti :e flJ - o F- e - e °' < < - :e o F- z IO """ 1 °' r- o r- '° N C") IO IO """ o IO t- IO '° N o - N """ § · '° r--: 1 ..;i: r--: oi '° ó N IO 00 o r- 00 r- cn .. 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