Revista commercial do Pará julho - 1918

(. --- - 1.º DE JULHO DE 1918 - 21 RENDAS do ESTADO do PARÁ no 1.º Semestre de 1918 • ( A UNIDADE é CONTO de l{tls) • Este quadro está sajeito a alteração. .. 1=- ~-=- Ili I IV 1 1 VI I VII I VIII • 1 1 ' 1 li V IX X XI XII XIII ::.--:::·==.·- = -~--1- -· - . !'=·='.-=~-~ _. ·-, e= .-~. .:..·~-== lndemni,. !Eventuaes ..:;.~ =._..;;.:.:, MEZES 1 Expor- lnd. e 1 Trans. ~ Divida 1 TOTAES Terras App. Sellos Aguas 1 Curro Diversos tação Profissão Activa e laud. 1 prop. espec. 1 Janeiro 331 3 17 1 50 111 64 55 8 18 1 - 0 2 64 722~ fevereiro 128 149 26 35 99 64 55 16 14 4 2 2 65 659 Março 237 96 25 35 121 68 65 14 28 - 2 4 113 808 Abril · 256 108 25 52 115 58 68 33 12 - 4 4 1 107 842 Maio 310 79 24 57 116 58 68 37 10 - 5 5 1 68 837 Junho 31 31 19 19 111 58 65 46 15 2 44 3ª I 44 488 8 1-- J.• Semestre t 1 1918 1293 466 136 248 673 370 376 154 97 7 57 19 ! 461 4357 1917 3003 284 72 153 639 408 1 391 413 37 3 5 12 479 - - -- - - -- - - - - - - ·- - - - - - --- --- - Menos 17IO - - - - 38 1 15 259 1 - - - - 18 2040 Mais . . - 182 64 ·95 34 - 1 - - 60 4 52 7 - 498 t 1 -- - Decrescimo de rendas em 1918 ( contos ) 1542 RECEITAS e DESPEZAS COMPARADAS ' 1 1 , 1 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1 !~- ------ -- - -- ;.,;.~::=...~..,:__ -=---- __ ..:_. ·--- ~ 1 1 Receitas 9119 8188 9303 11224 11438 4357 Despezas 13452 13193 12150 12364 13476 5742 ----- --- ---- Deficit. 4333 5005 2847 1140 2038 1385 • Saldos ·\ - - - - - - Deficit total . . . 16.748 contos A divida fluctu ante do Estado, a consolidar, é de 19.500 a 20.000 contos de réis ; a consolidada, interna, de mais de 8.000 contos; a consolidada, externa, de uns trez milhões de li– bras esterlinas, que ao cambio actual ( 12d ) seriam uns 60.000 contos. Totalisa-se tudo isso em uns 88.000 a 90.000 contos de rs. Uma vez tudo consolidado, se precisaria de uns 4.500 con· tos para o serviço de juros, mesmo uniformisan do-os a 5 o/o, sem fa lar em amortisação. Como sustentar um corpo de funccionalismo de mais de 5.000 contos que eleva o orçamento a mais de 13.000 contos, quando em realidade não se pode contar com receita superior a 8.000• contos dos quaes 4.500 tem fins especiaes? Temos um accrescimo de rendas de 498 contos, como do quadro acima, mas, só o imposto de exportação decresceu J.710 contos! Tão cedo não con taremos com o au gmento dessa renda e não será a de industria e profissão, que nos demonstra melhor fiscalisação, que virá supprir um deficit que já se eleva a mais de 16.000 contos. Se não cortarmos á despesa até metei-a num orçamento maximo de 8.000 contos, não vemos solução possivel para o estado das finanças do Estado. E, para isso teremos que con– siderar essa despesa em tres cathegorias: Imprescindíveis, sus– ceptiveis de reducção e dispensaveis. Na primeira classe incluiríamos viço de juros e amortisação. a divida publica, seu ser- Não a podemos reduzir. Na segunda classe as repar lições mente restringidas ao seu rni 5 ler, .com dos indíspensaveis ; hospitaes, cadeias e modificações no seu fun ccion amento ; resto . . . arrecadadoras, devid a– um corpo de emprega– institutos, com algumas e em terceiro togar o É neste resto que se tem de fazer o resto . ..

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