Revista commercial do Pará julho - 1918
BELÉM, 1,0 DE JULHO DE 1918 • , evts a Da CASA BANCARIA de MOREIRA, GOMES & Ca~ R ua 15 de Novembro N. 7 li En~ereço telgr.: MATTA . Codl {Ueber, ABC, 4.•& s.• ed., Ribeiro , li BELÉM-PA. RÃ-BRASIL Caixa no Correio N. 22 gos Pnrticulares, Two-in-one ( Condensador 1 ANNO Ili SOB A DIRECÇÃO DE LUIZ CORDEIRO NUMERO 6 A "REVISTA" pRoSEOUE a lucta . . . Con.tinua a velha Europa submersa em mar de sangue .. Continua,• assim, a grande guerra com todos os seus hor– rores e depredações. Ha poucp dizia uma Revista Norte-Americana que • dentre ·todos os povos do mundo, um só ambicionava ou amoicionou a guerra • - deixando-se á ella conduzir docemente por insa– nia fatidica de um homem. E hoje todos os povos se congregam para « ganhar a paz • em holocausto do mundo ! ... • A solidariedade de todos os paizes, que constituem o con– tinente americano, dahi se impoz com força avassaladoura •, e alentador ~é ver que ella se fez unanimemente. • Não é mais tirita lucta entre soldados ; - é uma contenda de necessidade •, porque está hoje provado a necessidade inin– terrupta do livre intercambio commercial entre os povos de todos os continentes •. Dahi o nobre papel do Brasil e dos E. U. A. que não en– tram na contenda com ambições de conquistas, nem desejos de vingança. fazem-n'o sim, - e nobremente, • romanticamente, justicei– ramente, para devolverem a paz ao mundo •· • É preciso proseguir na lucta, como dizem os Norte-Ame– ricanos, • até o completo triumpho dos idéaes àe quantos amam a Democracia, a Liberdade, o Direito •· Como quer o Presidente Wilson, que fala como leader dos alliados, « a guerra não terminará com actos vingativos de qual– quer especie •, mas, queremos todos que • nenhuma nação ou povo seja despojado ou castigado porque os governantes de um só paiz hajam commettido os maiores crimes •· • Nada de annexações ; nada de indemnisações puníveis •· Mas, como disse o spealier dos alliados, • nosso labor imme– diato é de ganhar a guerra, e nada poderá distrahir-nos disto até que tenhamos triumphado •· « Toda a força e todos os recursos que possuamos, - em homens, em dinheiro, em materiaes, hão de se dedicar a reali– sar o nosso proposito •, e isto está por todos tacitamente ac– ceito como um principio, como um convenio. « Os exitos obtidos pela Allemanha, pacificamente, com a sua pericia, com os seus conhecimentos, com a sua industria, com O seu espírito emprehendedor, nem os combatemos, nem os invejamos : - pelo contrario, admiramol-os •· • Elia havia creado para si u.m verdadeiro imperio commer– cial, assegurado pela paz do mundo •· « Pois, - todos esses triumphos da paz, foram dêsdenhados, pelo desejo de impor o que o mundo não podia consentir: - o domínio militar e politico - pela força das armas, ..:. com as quaes te~ intentado expulsar os rivaes que mais temia e odiava, - de onde ella não poude vencer pacificamente •· « A paz que desejamos todos, como disse o Presidente Wilson, « deve pôr termo ao mal ; deve libertar a Belgica e a frança invadidas ; a paz que todos querem deve libertar os po– vos Austro-Hungaros ; os povos dos Balkans ; os povos turcos, tanto na Europa como na Asia, da imprudente e insólita domi– nação militar e autocratica da Prussia •· E, emquanto não chegam os dias tão almejados da paz, os E. · U. A. continuam com seus preparativos bellicos, verdadeira– mente formidaveis ! « E terão que ir ferir a Allemanha no coração pelo caminho dos ares, cujas fronteiras estão abertas ... • E para lá caminham as hostes aéreas' em revoada, como ao romper da aurora se levantam os infindos pombos = dos cele– bres pombaes de Veneza. Como dos céos vem a voz de Deus, d'ahi tambem virá um dia o castigo a punir os causadores de tantas desgraças ! E não havendo assumpto que no momento suppere este em actualidade, sobrepujando todos os interesses materi!les e moraes de todos os povos presos na malha inductil que os pren– de e vae invadindo • por uma .nação pervertida pór um lou– co ... • Porisso, esta Revista destinada a assumptos economi– cos-financeiros tem de ceder h.oje esta co Ium na ao motivo UNICO que presentemente empolga e domina o espirita dos homens que pensam, que vivem, que trabalham : a paz e a guerra . . . a guerra e a paz . . BOLSA do PARA' COMPLETAMENTE nullo o movimento de títulos na nossa Bolsa, não se registando facto algum digno de nota. Com os balanços de Dezembro ultimo pablicaram-se os re– latorios, na forma do louvavel costume, achando os Conselhos f iscaes que • tudo vae bem . . . • Ahi se fala em guerra, em crises e se espera « por melhores dias •· Esperemos, pois, e como disse um • commendador • = te– nhamos confiança nas instituições . .. Melhor verá o leitor pelo quadro a seguir, do que vae por este valle . . . Amazonice e assim poderá julgar por si, o que talvez não soubessemos, ou não podessemos dizer com a nossa palavra desauctorisada.
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