Revista commercial do Pará - Janeiro de 1916
2.º S 1: M r S T R r de 1916 Revista Commercial do Pará Da CASA BANCARIA de MOREIRA, GOMES & Ca. Rua 15 de Novembro N. 7 li Endereço telg-r. : MATTA Codigos { Lieb_er, ABC, 4.• & 5.' ed., Ribeiro , , Caixa no Corre i o N.22 Parhculares, Two-m-one (Condensadod li BELEM-PARA-BRAZIL AN NO 1 li BELÉM , 1 de Julho de 1916 li NUMERO 2 SOB A DIRECÇÃO DE LUIZ CORDEIRO COMPOSIÇÃO e IMPRESSÃOdas OfflCINAS TYPO-LITHOGRAPHICAS" LOHSE" - BELÉM-PARÁ ---==:-=.=..;:::.~ SVMMARIO A NOSSA • R.EV! S TA> Noti cia em geral do mercado. COTAÇÕES da BOLSA Seus valores, ju r o s, dj 11 i– de11dos, ultimas cota(Oes, o.ffertas de compradores e l'endetiores. CAMB I OS Noticias gemes t/(1 mermdo, quadros eslafisticos, ml– dins mens aes, etc. ENTR.ADAS de BORRACHA Cotação média, . toclls, etc. EXPORTAÇÃO de bnrniclta, cacáu, cas– tanha e varias generos, me rendas estranaeiros p,:_odrrcrâo, i 1111:orta~ rao , exporln(iio, consu– mo e stocks. COMMERCIO COM O ES TRANOEIRO lmporiacão e e.tportacão, 11oficirr em geral; com– merrio exterior do paiz, da America e do Partí em especial ; q uadr os esfatistiros, ele. ES TA TIS TICA BANCARIA flÓ T U L AS A nossa "Revista" QFFER~CEMOS aos _nossos leitores o segund o num ero da nossa Revista. A despeito do seu somenos valor se ntimo-nos des– va necidós pelo acolhimento alta111 ente benevolo q:1 e lh e foi dispen– sado dentro e fóra do paiz. Agradecemos, penh orados, as palavras de estimul o qu e nos fo ram endereçadas, prin cipalmente da ca pital do Paiz, do Porto e Lisboa, onde a imprensa a recebeu ·com hon– ras immerecidas. Infelizmente não podemos aind a neste numero satisfa zer qu anto promettemos, dado a difficul dade em colli gir nu• meros qu e perversa111ente se faz fu gir aos nossos quadros, não obstante os nossos desejos de coord enar, ex pôr, deduzir, até uma synth ~se ca paz de julgamento prompto dos qu e se interessam pelos negoci os desta região. Oxa lá possamos faze r no prox imo numero. Mantend o os qu adros anterio rm ente p ubli cados, ampliamos o cios stocks qu e, aind a in co111pleto, se acha melhorad o, assim como ~Litros, entre os qu aes a ESTATISTI CA BANCA RI A ond e figura o ba– a nço da Age ncia ci o Ba nco cio Brazil nesta cidade que até agora tern deixado d e ser aq ui publicado. ' Da apreciação gera l cios negocios d esta praça resulta que pro– seguimos na obra lenta d e reconstrucção. Não mais se reaisto11 uma tmica fa ll encia o u moratori a; baixaram as taxas de desc;ntos; os preços da borracha se 111 antive ram sa ti sfactorios e mais ou me· n~s : st aveis d urante a safra ; e apesar das di fficuldades de cornmu – n,caçao com o exterior, a nossa importação fo i be111 regular e a ex– po rtação perfeitamen te normal. d A progressão dos 11ossos saldos na balança commercial tarnbern ~ve ser contada em a poio da nossa asserção sendo sobretudo d1 d t ' ' ' gno e no_ a a transformação q ue, rapidamente, se está opperando no comm~rc10 em geral da Ama7o nia. Primeiro, 0 deslocamento dos negocios da Europa para a America do Norte. Tendo sido d e 22.185 tons a ex portação de borracha da A111 azon ia para a Europa em 191 3, em 1915 apenas atting io a 15. 186 to ns, ao mesmo passo que no primeiro dos ann os acima fôra de 17.235 para a Ameri ca co ntra 22.519 em 191 5. Mai sensíve l aind a é ~ssa I rogressâo em 19 16 qu e em se is mezes, sobre uma exportação de 19.623. tons, sahiram 6.108 gund o logar se e· dos E. U. A., para a Europa e 13.339 para os E. U. A. ( 1 ) nota que a importação de mercadorias da comparados, fo i como segue : 1913 1914 1915 para o Pará - 43:038 20.045 22.509 para o Amazonas - 21.254 11.010 11.835 Em se– Europa num total el e Rs. 64.282, 31.055 e 34.344, respectivamente, contra uma exportação de Rs. 74.725, 57.1 60, 69.702 para o Pará e Rs. 78.374, 63.761 e 64.070 para o Amazonas, num total, respectivame n– te, de Rs. 153.099, 120.921, e 133.772 contos ele reis, aprese ntando os saldos de Rs. 31.687, 37.11 5, e 47.193 para o Pará e Rs. 56.827, 52.751 e 52.235 para o Amazonas durante os respectivos annos de 191 3, 1914 e 1915. Dessas sommas bem maiores teem sid o as dos E. U. A. com diminuição para . a Europa. Os estabelecimentos de cred ito desta praça poderão attestar o desenvolvimento dos negocios em doll ars Pelo relatorio do Banco do Pará se verá que as suas vendai _!m doll ars no J.o semestre de 1915 foi de $59.47l - contra$ 117.77: no segundo. Tendo Londres se consti tuído o , Clearing House do mundo só para alli giravam saques de negocios a cam biar nesta praça Hoje o mov im ento sobre New-York é bem apreciavel. Sabido, porém, que o commerci o para esta mesma praça , quasi todo feito á vista, impu nha-se a nossa curiosid ade saber d, ond e provêm os recursos necessarios a ince ntivar esse co111111ercio Esses recursos leem sid o creados, em grand e parte, pelo mofogo dille, qu e momentaneamente está resolvendo o problema por ex cell encia da região que req uer faci l e constante navegação a no pôr em commun icação com os 'altos rios. T alvez um di a ve nh uma dessas invenções modernas de navegação solucionar de vez , probl ema. Mas, com este, já se póde dizer qu e o Tapaj ós faz hoj a colh eita intensiva, recebendo-se dallí, com toda rea ularidade, su·r. primentos qu inze naes, durante o ann o inteiro, e do Acre, de ond só uma vez ou duas por anno descia a grande colh eita, já se n cebe generos mensalmente. Dahi a au encia dos grande stocks ele mercadorias e agglom, ração de prod uctos á venda numa só epocha do anno, como 01 tr'ora; dahi uma somma de recursos que se renova por dez vezc durante o ann o, com qu e ~e restri nge o lucro ci o importador qt não mais calcul a a sua mercadoria para vender a 12 mezes de pras, benefi ciand o dessa fórma o procl ucto, o prod uclor e o tra balh com melh ores generos, mais frescos, mais novos, o que e refi e no estado de sa ud e e hygien do co nsumid or iudigena, que p, menor preço e menor frete se suppre, emq uanto se proporciona ; commercio da praça recursos promptos que se intensifi cam pela a celeração do capital qu e girando dez vezes mais, se decuplica fc talecido por um credito rea l e effeclivo. Novas pequenas indu strias leem surgido e, co111qu anto lent mente, uma pequena lavoura vae apparecend o. A cnltura d o arr e va e torn ando um fact ,, assi m co 1110 a ci o algodão, qu e se inh sifica deixand o suppor qne 1111111 fu turo não mui di lante se1"<1 1 dos generos da gra nd e cult ura_da 1_11azoni a. É vasti s imo O rn 111po da mdu tna pecuaria, pre i and o se fn sentir ahi a acção fo rte dos govern o , poi , na classe do criad o desta região lavra o scepticismo e a descren a em caracter mórbid< ( 1 ) O saldo foi para o Sul.
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