Revista commercial do Pará - Janeiro de 1916
• 2.º SEME STRE DE 1916 7 Exportação de castanhas c/Í DO PARÁ DO AMAZONAS o z TOTAES z --- -- < Europa America Europa America 1914 36211 947S6 99236 99701 329934 1915 30S33 32360 44107 3575S 14305S 1916 7S330 114927 9976 13337 216570 Menos em 1915 - 186.876 hectolit ros e 1916 é só o Lo semestre. Os algarismos de 1916 estão sujeitos a alteração. IMPORTAÇÃO P ELOS mappas da ESTATISTICA COMMERCIAL a importação geral do paiz, do exterior, foi do va lor 5:, 30.088.000 em 1915 contra 5:. 35.473.000 em 1914 e 5:. 67.166.000 em 1913. Ahi fig uram o Pará e Amazonas, respectivamente, com as som– mas de f 4.503.000, f 2.070.000 e i 2.2CJ0.000 nos trez annos de 1913 a 1915 pela ordem acima. Para melhor elucidar a nossa po– sição na União, como importacjores e exportadores, abaixo offere– cemos pequenos quadros syntheticos do nosso COMM ERCIO EXTERIOR O total do nosso comme rcio com o estrangeiro nos tres ulti111os a1111os findos, foi como segue: IMPORTAÇÃO Mercadorias .. . . . Especies 111et:tlica s. EXPORTAÇÃO 1913 5: mil 67. 173 1.248 68.421 1913 5: 111il Mercadori as . .. . . . -1 66.885 1914 t9l5 f mil 5: mil 35.473 30.088 S52 45 36.325 30. 133 1914 1915 f mil 5: mil 46.527 52.970 Especies meta licas ~ . 1 6.061 8.257 5.119 72.946 54.784 1- 58.089 Saldos s/a importação-~ f 6.125.~00 I f 18.45~-~00 1 1 5:.26~;6,000 - - d~sahidasde o uro e as entradas /4.813.000 f 7.405.000lf 5.074.000 PARÁ e AMAZONAS MER ADORIA 1913 1914 1 1915 Contos papel 011tos papel 011tos papel IMPORTAÇÃO: - Pará .1 43.038 20.045 22.509 Amazonas 21.547 11.010 11 .835 64.585 31.055 34.344 . - --- ~ EXPORTAÇÃO 1913 1914 1915 Contos papel Contos papel Contos papel Pará. 74.725 57.160 69.702 Amazonas 78.374 63.761 6-l.070 - -- - ---- 153.099 120.921 133.772 Saldo papel . . . . . . 88.514 89.866 99.428 -: ouro ao e.o 16d i: 5.901.000 iS.997.000 ió.620.000 Não comporta o limitado espaço desta Re1 1 ista a descriminação das mercadorias importad as nem as suas procedencias. Mas, seria da maior importa11cia conhecer as mercadorias que decrescem na importação do exterior, com que se poderia• provar que a Amazo– zia, além de um grande factor para a União, ·como productor de saldos, que é o ouro com que se equilibra os orçamentos da Re– publica, está sendo a volante que impulsiona a indu stria e a lavoura nacional, pelo menos no maior numero dos Estados brasileiros, pois, a borracha ainda dá para comprar tudo e não produzir outra cousa ... Comparando a borracha com outros artigos de producç.'ío do paiz, veremos que os seus valores, exceptuado o café, é como se– gue ( valor em f mi l ) : ARTIGOS 1913 1914 1915 Borracha 10.375 7.063 7.040 Couros . 2.226 1.806 2.956 Cacáu .. 1.593 1.901 2.894 Algodão 2.308 1.864 287 Matte .. .,. 2.364 1.662 1.856 Fumo .. 1.638 1.543 1.1 63 Assuca r. 65 372 756 Pelles .. 771 511 741 Notando-se que além do producto da bo rracha, concorremos, para a exportação, com couros, cacáu, pell es e varios artigos que fig uram no mappa com 5. 3.088.000 em 1915 contra f 2.731.000 em 1913 e 5:, 2.805.000 em 19 14. ão se ria difficil provar ta111bem que a baixa da borracha causou o desequ illibrio ge ral do paiz, datando de 1911 e 1912 o mal estar gera l da União e dos Estados, justa– mente quando o va lor da borracha ca hio de 5:. 16.995.000 e .1: 15.057.000 para sete milhões. Esses nove milhões de libras, de qu ebrada em quebrada, faltando em parcellas de Estado a Es tado. deixou de g i– rar e multiplicar-se, affectando toda a engrenagem economica-finan– ceira do paiz q ue não abe onde buscar de prompto uma tão gra nd e so111111a. Entretanto, parece que desta até se foge de fa lar não consta nd o siquer das cotações que o Ministeri_o do Fomento do paiz julga por bem fornecer ao com111ercio semanalmente, do ge neros do paiz , fugindo inesuio rl meticulosidade cio RETRO, PEC'TO do Jornal do Commrrrio. Dada em despezas, porém, ainda a vemos for mar na Receita, como seg ue:
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