Revista commercial do Pará Janeiro - 1918
20 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ EXPORTAÇÃO de MI L -H O De JANEIRO a AGOSTO de 1917 PROCEDENCIA 1 QUANT. • ~ K<L. VALOR EM li CONTOSdeRS. 1 Pará 873900 172 Maranhão .1 4070230 855 Ceará . ., 1066114 143 255 Pernambuco ·,! 2208140 Maceió ., 1648099 175 Rio de Janeiro ,I! 3970100 635 Santos .li 1522872 211 lguassú (Paraná) J 12780 2 ·! 15372235 2448 li São seus directores e incorporadores os snrs. A. Breton, da « Guaranty Trust Company , , J. A. Neilson e A. Meyer do « Mer– cantile Bank of the Americas lncorporated •, Thatcher M. Brown, da firma Brown Brothers 8< Ca., de Londres e New-York, Henry Seligman e f rederick Strauss da firmaj. 8< W. Seligman, tam– bem de Londres e New-York. Ao novo Banco desejamos .optimos negocios e prosper"ida– des sem fim . = A divida extern a do Estado que era de i 3.029.300, foí amortisada em i 19.200 no anno p.p., ficando reduzida a i 3.010.100. A cotação dos titu los em . Londres que era de 68 %, attin– gio no fim do 2.o semestre a 72 °lo, com o cou pon vencido em 31 de Dezembro de 1917. = Depois de uma depressão brutal no mercado de borra– cha, hoje reconhecida como obra da especulação, levantou-se o clamor publico do extremo norte á Capital federal, interferindo o governo central, por intermedio do Banco do Brasil, a pedido dos governos do Pará e do Amazonas, secundados pelas Asso– ciações Commerciaes, em favor do nosso principal producto. Gra– ças a isso o mercado tem melhorado e se acha mais ou menos normalisado com o producto amparado ao preço de 4$000 por kilo, para a qualidade do Sertão. Calculada a nossa safra a ser exportada até Junho em cerca de 20.000 tons, a differença de preço de 3S400 para 4$000 a quanto estavamos, para quanto estamos, representa uma dif– ferença de 12.000_contos _que estavamos condemnados a perder, se nãa fosse maior a baixa com que nos accenavam com pers– pectiva de 3$000 ou menos, o que e levaria o nosso prejuiso a cerca de 20.000 contos = Fomos obsequiados com a remessa da ultima Mensa– gem do Snr. Dr. Herculano Nina Parga, Governador do visi– nho Estado 'do Maranhão, apresentada ao Congresso daquelle Es– tado em 5 de fevereiro p.p. Ahi diz o Dr. Parga que sente-se um alegre despertar, um sopro de vida nova banhando todo 0 Estado, no apreciavel desejo de garantir um futuro de mais firmeza e de assegurar uma situação mais estavel para todos •. E assim deve ser, porque o Dr. Parga acentua que a re– ceita foi de 4.210 contos e a despeza fixada em 3.169 contos foi apenas de 3.005 contos, deixando um excesso de 1.262 contos dos 11 ' 1 1 1 1 1 ~ r 11 11 VALOR nt DESTINO QUANT. EM KIL. CONTOS d~RS. 1 1 1 1 Argentina : 21780 3 . 1 E. U. A 1256600 201 ~rança 1000032 137 Inglaterra 9879983 1602 :~ Hespanha : 30000 5 ltalia . .. ·1: 31838.40 500 --~------------- 'I ____________ ,, 11 ' 1 1 15372235 2448 li quaes havia • em dinheiro • 1.834 contos e um deposito de al– godão e divida fluctuante de 188 contos de onde, sahindo di– versas despezas, seguros, fiscalisação, capatazias, armazenagem a Recebedoria, ficaria a somma indicada. « Das verbas excedidas na despeza destacam-se a de por– centagem aos exactores pela maior arrecadação e .a de amorti– sação da divida fluctuante •. • Para juros da divid a intern a havia sido consignado 251 con– tos no orçamento, quando bastava 219, visto ter sido ella re– duzida •· « O exercício financeiro de 1916- t-7 ia correspondendo ao anterior na receita e despesa ordinaria, havendo um saldo de 1.000 contos de réis, sendo 700 contos no London & Brazilian Bank e 300 contos nas casas fortes de Oliveira Neves 8< C,a e Marcellino Almeida e C.a a juros de 5 °lo ao anno •.. • Para toda esta situação digna de ser notada, concorreram apenas os recursos proprios do Estado, da parte do poder pu– blico e do esforço individual • f óra disto, nenhum auxilio directo ou indirecto recebe– mos • diz o Dr. Parga. .'E é por isso, já vos disse uma vez, que devemos contar unicamente com as fo rças disponíveis no Estado, sem mais co– gitarmos de prodigalidades qu e se derramam por outras re– giões . .. • « Contin uemos a proceder com economia, limitando as des: pesas ao essencial, sem entretanto esquecermo-nos de fom entar 0 desenvolvimento da receita pelo augmento da producção e esta pelo emprego de meios adq uados a radicarem o amor ao trabalho, ao aperfeiçoamento lechnico e a confiança no esforço proprio •. • Encerramos já dois exercicios sem deficits, corrigindo por essa parte o erro que não era sómente nosso, sinão O resu l– tado da concepção optimista nacional da elasticidade da riqueza e do exagero de empre hendimenlos, uteis na verdade, mas ainda em desproporção com os recursos disponíveis da nossa eco– nomia •· T ratando da Secretaria do Interior diz o Dr. Parga que de– pende desse departamento administrativo os serviços de instruc– ção publica, hygiene, ob r a s publicas, imprensa official e as– sumptos municipacs.
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