Revista commercial do Pará Dezembro - 1919

31 DE bEZEMBRO DE 1919 5 Basta um ligeiro esboço para illustrar quanto affirmamos. - Tomemos para exemplo a borracha, pois qu e, iudo aqui é borracha. A unidade é tonelada de 1000 k. Vai. em Vai. em Annos Tons Contos Annos Tons Contos 1825-26 9[ 9 1859-60 2557 3462 1827 30 6 1866-67 6395 4129 184 1-42 339 251 1868-69 3573 5S8r 1842-43 270 153 1869-70 3780 7488 1847-48 755 272 1871-72. 3588 3550 1848-49 1956 324 1876-77 6680 8836 1849-50 11 07 423 1877-78 · .5 1 37 5706 185 1-52 1664 873 1882-83 5470 17859 1852-53 1747 1431 _1889-90 46H 9006 1853-54 2370 3577 1890-91 730-1 19067 1856-57 4370 2521 r899-900 10281 84385 1857•58 1596 3360 1901 -902 1 0395 42647 •1858-59 1729 1865 Pois bem, de 1890-900 para 1900-901 cahe o valor de 84.383 contos para 49.632, dentro de um só exercício! De 1909-910 quando a safra era de 11.227 tons no valor de 80.000 contos, cahe no anno seguinte para 48.031 contos, para 46.000 em 1911-12, para 36.680 em 191 2 -13, para21.027 contos em 1914 ! ! Uma previsão que ainda ha poucos annos era de 84.000 contos chega a uma realidade de 21.000 ! E o cambio ahi anda de 26d a 7 5/i6 e de 8 1/2 a 18¼ ! Junte-se os preços no exterior de ½ a 6/1 e digam-nos se é impericia, inaptidão, imprevidencia do commercio, que nos colloca na contingencia de fa li ir hoje e ser nababos amanhã ... Claro qu e, se não pode a Metropole chorar comnosco, não podemos com ella rir, entretanto se nos podessem olhar com melhores olhos, bem motivos tinh a o paiz para bem que– rer-nos, pois, o valor da exportação da ·Amazonia, tem sido assombroso; sendo que, só o Pará, nos ultimas 60 annos, con– correu para o balanço commercial do paiz com Rs. 3.000.000.000$ ou sejam cerca de i 181.000.000, dos quaes i 65.000.000 antes da Republica e i 116.000.000 na vigencia desta. Só em castanhas, cacau e borracha a Amazonia exportou em 17 annos, até 1906, i 195.477.000 e até 1909 i 254.621.000 esterlinas ! E a California não está esgotada e continuamos a ser tra– tados como colonos, falando-se disto sempre com desdem, hu– milhando-nos -com o anath ema de malandros, assobiando-se e rufando com os dedos ao balcão quando dizem da Ama– zonia ... Era por todos prevista a alta actual do cambio que das column as do Estado do Pará, que com gene ros idade sempre acolhe as nossas palavras, denunciamos, pedindo provid encias aos poderes publicas. A pl etóra de cambiaes era conhecida, agravada pela falta de numeraria, e o remedia apontado era a abertura da carteira de redescontas do Banco do Brasil. E a acquisição dessas letras sobre o exterior que nos vão faltar amanhã, impunha-se como uma necessidade. Mas, o Congresso prefere ouvir as abjurgatorias do snr. Mauricio de Lacerda e as callinadas do snr. Pires Ferreira, com que se diverte, passa o tempo e colhe os subsidios ... E prestes a fechar suas portas, deixam-nos na triste situação em que nos achamos, porque o cambio se fez no Brasil para jogar e enriquecer os que para cá só veem jogar . .. O snr. Presidente da Republica que acaba de implantar no paiz o Presi,dencialismo e que parece estar ya11keezado, porque não implanta tambem o bill . . . e independente da vontade– dos obstruidores não resolve de vez esse problema secular do Banco do Brasil, moldando-o na fôrma dos grandes Bancos das nações que já resolveram a sua questão bancaria ? Nós que tantas esperanças tínhamos em S. Ex.a e que acreditavamos tinhamos emfim encontrado o homem que se es– perava, !t remos ainda a desilusão de vêr desapparecer esse ho– nzem deixa ndo em discussão a questão do cambio e do Banco do Brasil? ... - ~ -UJ ..J UJ CQ E ~ o Ut Jata trahwzt . .. L. C. < --- - !-- 11 CO ("") \O O'- N N -.::!" '-O ln \.O \O 0 ~ 0 e4uedsaH ~ 00 fxl ~ ~ ;:! ;:! fe ~ ~ ~ ~ 1 1- - - 11--:-;; C'l ..;, N 00 - O - O "'1' .- S'.: 1ea npod 1 ~ ~ ~ ~ ~ N ;; ~ S'.: o- ::? ~ 1 WIIJ88 li1- ,--~---'-'-~--'__ 1__ 1_§_ ~ _ _ ;: __ ~_ ~ 1 "'1' ~ 0- ,..... "Ó' O 00 M 00 ~ "Ó' C'l > SIJBd I N - o '° °' 00 .,., C'l o, 00 o, '° . ~ ~ ~ '° .,., .,., .,., .,., ...,. ...,. C'l C'l 1 '° o o 8 ~ ~ .,., o ~JDA-IMN, ~ ;; ~ o '° -o 00 ~ - N U"') _. U"l00-0<'1 o o, '° ~ ...,. C'l C'l C'l 1 C'l C'l C'l ...,. C'l C'l C'l C'l ~ - o, - lf) w N w :E lf) < 1 õ 1 ~ C'l C'l C'l C'l "Ó' "Ó' "Ó' ...,. ...,. ...,. '° ~ "' ;!.;;!--:..-o JJ::..~>g.:f --- ------------- - - • m N ~ • N m • J "€--o ~;:'.!- ~~ "'O -o~;;:.. - N N N C'l C'l C'l C'l C'l C'l C'l C'l - - - - - - - - - - - - _g o e: ..e :::, :i -. -. o o o ...... 1,... e..o.o .9..0..oEE V) E ::s Q) Q) ~n~:i~~ < e½ o z o STOCKS de BORRACHA STOCK GERAL na INGLATERRA em 31 de Dezembro ANNOS Plantaçã9 Do PARÁ De outras TO'fAL procedenc. 1910 - - - - 5183 1911 - 3954 1912 - - - 3569 1913 3339 802 1844 5985 1914 5904 338 1107 7349 1915 6618 347 469 7434 1916 9145 177 872 9892 1917 11937 151 842 129ó0 1918 31000 - 480 30580 1919 -- ··- - -

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