Revista commercial do Pará Dezembro - 1919
20 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ ALAGOAS Que exportou mercadorias no valor de 4.685 contos em 1914, elevou esse val or em 1918 a 4.951, embora ainda sinta os effeitos dos maus governos transactos. BAHIA Passa a sua exportação de 64.578 contos em 1914 para 111.253 em 1918 e ern efervescencia actualmente não no.s deixa ao certo saber do seu estado actual. MATTO GROSSO Vae a sua exportação de 4.135 contos em 1914 a 9.334 · em 1917. e a 7.443 em 1918, e as suas finanças florescem . MARANHÃO . , E~tava fallido ;_não pagava o seu funccionalismo ha anne s e Ja mnguem lhe fiava um vintem. Acabamos de receber o relatorio do seu secretario de fa– zenda, o nosso presado amigo Coronel Correia de Freitas que, num momento, poz em relevo o seu rico Estado em franca prosperidade. Vale a pena folh eiar esse meticuloso trabalho de um mes– tre consumado no manuseio dos algarismos. Desde 1914, quando dr. Urbano Santos visitou o seu Esta– do natal para reformar o mechanismo admin istrativo, descorti– nou-se uma promissora phase economica para o Maranhão. · Calcando a lei dos meios em novos moldes, g uiou-o ac, equilibrio, precisando, porem, de um executor que foi dr. Her– culano Parga. Probo, tenaz, trabalhador, começou Herculano Parga a gra n– de obra politica e economica, pois, era de ordem dupla o mal que corria o Maranhão. Os fructos não se fizeram- esperar. De Junho de 1914 a Julho de 1915 a exportação apenas attingira a 7.741 contos sendo 6.212 para os Estados e 1.528 para o estrangeiro, da qual 5.283 contos livres de direitos e 2.458 onerada. Nos generos exportados, decrescera o algodão que em 1913 se elevara ao valor de 4.162 contos e cahira a 2.649 contos. Mas, os tecidos concorreram com 1.920 contos, o arroz com 1.891 contos, os couros com 1.152 contos, o côco babassu, com 429 contos, 214 contos de milho 186 contos de farinha e 151 contos de gado. ' Em 1916 essa exportação sobe a 11.830 contos e em 1917 a 13.216 contos, subindo a tonel agem de 14.999 para 25.598. Pois bem, essa exportação que passava de 7.700 contos para 13.200 em dois annos, se el evou no anno seguinte ( 1917-1918), a 27.108 contos. Sendo 5.399 para o extenor e 21.708 contos para os outros Estados da Federação. Destacando os productos de maior valor se encontra: Algodão e seus derivados Arroz pilado Côco babassú Couros Cêra ,Je camahuba Fari nha de Mand ioca Milho Mamona Tapióca 12.681 contos 2.496 2.848 3.282 245 908 451 156 • r.818 O imposto sobre essa exportação progredia como segue: I914-15 1915-16 1916-17 1917-18 188 contos 3 2 9 « 453 683 A progressão da producção e seu valor, comparados os annos de 1914-15 com 1917-18 foi sempre ascendente: Quantid. Valdr Quantid. Valor Algodão 625 tons 728 contos 2897 tons 6664 contos Arroz 6418 « 1891 « 5737 • 2496 « Côco 1774 • 429 • 5553 . 2848 « Couros 86962 um n52 e 140699 Um 3281 « Cêra 96 tons 100 « 107 e , 245 « Farinha 1384 « 186 e 6375 « 908 « Milho 2263 « 216 « 3047 • 45 1 « Mamona nullo 34º « 156 « Tapióca 46 « 8 • 2201 « 1816 « Tecidos 6136 « 2272 • 9070 • 573 2 e A importação do Maranhão, segundo a estatistica commer- eia!, se manteve estacionaria de 1914 a 1918. , l M. P O R r A Ç Ã O Valor em contos de reis 1914 5.080 contos 1915 4.997 « 1916 5.388 (( 1917 7.424 « 1918 5.704 (( E' notavel, porem, a sua progressão financeira, a par da progressão economica. Em 1914-15 a receita foi orçada em 3.331 contos e a des- peza em 3.327 ditos. . Foi arrecado apenas 3.163 contos, mas, a despeza realisada . acompanhou a depressão da receita'. '.icando em 3.04~ ~on_tos'. e apesar de despezas imprevistas, a d1v1da fluctuante foi d1mmmda em 220.227$. Acompanhando O batanço geral do theso~r_o, que é fei~o por partidas dobradas, vê-se como o Estado v1smho prosegu10 na sua obra ingente e progressiva. Em Fevereiro de 1917 já o dr. Parga accentuava que a re• ceita do exercício anterior fôra de 4.210 contos, e a despeza fixada em 3.1 69 contos, fôra de 3.005 co~tos,_deixando um saldo de 1.262 contos dus ques havia « em dmhe1ro • 1.834 contos e um deposito de algodão 110 valor de 188 contos de onde, sahindo diversas· despezas, seguros, fiscalisação, cap~taz!as e armazenagem a Recebedoria, ficaria o sal~o da somma 111d1cada. •o exercício financeiro de 1916-17 ia correspondendo ao anterior na receita e despeza ordinaria, havendo um saldo de 1.000 c~ntos de réis, sendo 700 na London B_ank e 30? nas casas bancarias de Oliveira Neves e Marcelhno Almeida, a juros de 5 % ao anno •· • E para toda essa situação con~or~e~am apenas os recur– sos proprios do Estado e o esforço md1v1dual d~s ~oderes pu-, blicos .. . » • sem auxilio nenhum ·directo ou md1recto rece- bido . . . » dis:;e o dr. Parga. O balauço de receita e despeza do exercido findo em 31 de Junho de 1918 registou que aquella foi de 5.569 contos e esta de 4.591 ditos deixando um saldo de 1.075 contos, que, com O saldo rec~bido dos exercidos anteriores elevava o saldo real do th esouro a 1. 791.991 $ de onde se deduzio 600.200$ para resgate e amortisações de apoiices internas, restando 1.191 contos. Os seus compromissos no exterior se achavam em dia e até com antecipação, assim como todos os pagamentos do thesouro. Analysando o quadro da sua despeza se encontra em resumo : Secretaria da Fazeud a Govern o do Estad<> Instrucç. Publ. e Bibli olheca Publ. Repartiç,,es arrecarladouras lnactivos l\lagistratum Força publica Segurança publica cap. Outras verbas 991 contos 54 772 • 185 266 « 468 • 388 ~ 3.440 contos • ] ...
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