Revista commercial do Pará Dezembro - 1919
31 DE DEZEMBRO DE 1919 19 produzindo 99.780 contos; em 1918 contavam-se 12.770 ditas, com 155.556 contos de ca pital prÕduzil!dO 399.718 contos.. A re– receita do Estado que em 1899 era de 9.248 contos; ai nda em 1906 era de 9.368 ditos, mas, em 1907 sobe a 14.61 9 contos, ele– va-se a 17.659 em 19 14 e a 27.425 em 1918. Do balanço geral do Thesouro constava em 31 de Março deste anno ( 191 9 ) um saldo di spónivel de 15.256 contos que se eleva em 7 de Julho a 19.108 contos, dos quaes 18.432 se acha– vam depositados em diversos Bancos rendendo ju ros desde 2 O/o ( 1.899 contos ) e 5 O/o ( 16.533 con tos). A di vida intern a fundada do Estado era de 5.744 contos, da qual alguma sem juros, por não ter sido reclamada quando cha– mada a resgate. Essa divida, toda 111terna, representa emprestimos para obras, a praso mais ou menos longo, não tendo o Estado divida ex– terna. SANTA CATHARINA A exportação do Estado que em 1915 era de 14.289 contos, se elevou a 25.876 contos em 1918. A importação que em 1913 fôra de S.138 contos cahio a 4.149 em 1918. Na sua producção fig ura animaes para corte, malte, pei xe em conservas, teçidos, manteiga, banh.a, velas estearinas fumo pregos, camisas de meia, bordados, madeiras, etc. ' ' Na sua prod11cção ag rícola avulta malte com 21.783 tons · f . 1 ' ann ia de mandioca, com 32.757 tons; arroz com 11.008 tons · assucar, com 1.717 tons; café, com 10.111 tons; fumo co~ 2.679 tons. ' A sua exportação de bananas foi · d e 1.210.2J5 cachos. A sua população pecu aria é de 1.202.780 cabeças entre os qu aes 562.300 bovinos e 394.740 suinos, representand o o valor da exportação dessa industria 5.768 contos: Gado vaccum Cnrne de porco Cou ros Ban!Ja Manteiga 1.732 contos 28 1 .,32 2.237 1. 196 Na su a industria manufactureira fi guram tecidos, papel, ve– las, louças, pregos, mobilias, cerveja, conservas, tendo sid o a renda do Estado de 5.816 contos em 191 8 contra 2.731 em 191 4, m~ntendo em dia os seus pagamentos no interior e exterior e ate antecipando paga ment os de juros de 1920 com um sald o qu e lhe fi cara de i 8.875.11.6. ESPIRITO SANTO A ex portação do Estado em 1918 fo i d e 30.422 contos, re– p~esentado por café, couros, areias mo nazíticas, fari nha de man– dioca, feijão, favas, madeiras, milho, tabaco, tecidos de algodão, aves, arroz, assucar, gado, banha, calçados, carn es em conserva e _frigorifi cada, peixes, queijos, sebo, touci nho, aguardente, algo– dao, cacau, can na de assucar, doces, fib ras, fruclas, rezinas, o leos, moveis, etc. A importação foi de menos de 500 contos, do exterior. A sua divida elevava-se a 23.686 contos. Ainda em 1917 a exportação era de 19.083 contos. SERGIPE E' o menor Estado do Brasil, que prospera sob a dire - o do dr. José Joaquim Pereira Lobo. ' A sua receita que em 1917 era de 3.393 contos elevou-se em 1918 a 4996 contos. A sua principal fonte de receita é o assucar. que nesse anno concorreu com l'l51 contos. Na exportação do Estado concorreu elle com 2.105 contos para a sua receita, elevando-se o seu total desta a 13.069, contos para o exterior. A sua divida fundada era de 3.598 contos e a divida activa de 692 contos. · · Na sua exportação avultam, o assucar, no valor de 15.645 contos, tf!cidos de algodão com 2.974 contos, arroz com 587 con– tos, sal com 531 contos, farinh a com 464 contos, couros com 315 contos, algodão em rama com 394 contos. Aind a em 1911 essa exportação era de 3.088 contos; cahe a 2.307 contos em 1914, para attingir a 15.645 contos em 1918. Pois, já no t.o semestre de 1919 a .exportação attingio a 9.622 contos. A producção de arroz subio de 27.000 saccas em f916 para 46.605 em 1918, já tendo aitingido a 57.391 em 1917 com um va– lor de 715 contos. • A sua producção indu strial fabril é de cerca de 3.000 contos e as suas fabricas de fi ação constituem um •capital de 6.600 con– tos com 3.704 contos de fundos de reserva. CEARA e Contra um orçamento de 4.892 contos para 1918, o Estado arrecadou 7.200 r.ontos. A sua exportação de 13.780 contos em 1914, elevou-se a 23.4 16 em 1918 contra uma importação de 4.745 contos em 1914 e 6.485 em 1918. A despeza do Estado em 1918 foi de 6.555 contos, deixando no Thesouro um saldo de 965.732$, tendo reduzido quasi tres quartas partes da sua divida fluctuante e cobrindo deficits de exercidos anteriores, accumulados. AMAZONAS Com uma receita de 6.577 contos, fez uma despeza de 7.820 tendo em atrazo o seu funccionali smo e até a sua magistratura. A sua exportação foi de 62.761 ·contos em 1914 e de 28.582 em 191 8, contra uma importação de 11.010 contos em 191 4 e 9.017 em 1918. A divida do Estado é de mais de 100.000 contos. MINAS GERAES Se resume em qu atro linhas: Ind ustria agrico)à « pastonl • extractiv.a 104.300 contos 184.222 « 55.720 • « manufactureira 30.620 • 374.862 • Na primeira sobresahe o café com 76.088 contos ; na se– gunda a industria pastoril com 105.000 contos de gado expor– tado ; na terceira o maganez com 35.537 contos. Os produclos agrícolas pagaram 7.277 contos para a ex– portação, a pasto~il 5.1 53, entrando aquell as com 27 74 O/o para o exercio publi co e estas com 40 45 O/o. A renda do Estado q ue em 1910 era de 20.035 contos se eleva a 31.487 em 1913 e a 40.609 contos em 1918, deixando um saldo sobre a despeza de 2.358 contos. Computando nessa grande receita os recursos d~ divida flu– ctuante e operações, de credito, teremos uma receita total de 56.190 contos para o exercício de 1918-1919. A sua divida fundada interna é de 60.141 contos e a externa de 186.756.500 francos. A divida fluctuante eleva-se a 15.358 contos. PERNAMBUCO Elevou a sua exportação de 20.594 contos em 1914. para 81 176 em 1918. · Quanto ao estado do thesouro, o snr. Manoel Borba acaba d d • ar O governo com um saldo de 532 contos estando pagos e e1x d' 'd adiantadamente um coupon da sua 1v1 a externa e em dia to- dos os mais compromissos do Estado.
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