Revista commercial do Pará Dezembro - 1918
.... 26 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ ás importações e 1.603.005.033 ás exportações. O excesso da exportação sobre a importação foi de 567.212.590, contra 371.040.208 yens em 1916. ~ O Presidente Menocal, de Cuba enviou recentemente ao Congresso a informa.ção de que a importação da ilha em 1917 ascendeu a dollars 271.279.814, tendo sido de S 248.278.279 em 1916. Em 1917, o valor das importações por paizes foi a_ que se segue : Estados Unidos, S 205.104.233; outros paizes americanos, 17.917.255 ; Hespanha, 15.651.998; Grã-Bretanha, 15.377.099; frança, dollars 6.289.418; Allemanha, 730 ; outras nações da Europa, 3.424.408; outras procedencias 7.516.673. Com 100.000 cegadeiras se faz a ceifa equivalente ao ser– viço de 8.000.000 de trabalhadores ; e uma debulhadeira vale por 20 homens bons trabalhadores e com ella se faz o serviç o sem fadiga. , ; As machinas modem_~ -~ lavoura fazem hoj e e até de uma vez = a lavra, - o deslo rr<fáfüeiíto, a pulverisação, a planta ou semeadura. Em 1917 o valor das exportações de Cuba subio a 366.771.945 dollars, lendo sido de 356.571.360 em 1916. Nos quadros da exportação predominam os seguintes paizes: Estados Unidos, S 257.373.113; outras nações americanas, 8.445.281 ; Grã-Bretanha, 73.563.756; Hesiianha, 13.546.199 ; frança, 11.616.630 ; outros paizes europeus, 1.335.610 e outras procedencias, 891.356. Em 1917 o valor da renda das Alfandegas de Cuba chegou a dollars 37.292.968, contra 36.646.583 em 1916. O principal porto, Havana, contribuio .com $ 27.651.930 para o total. ~ O Rio Grande do Sul - - Contra as nossas humil– des razões, um lavrador-amador antepoz, não ha mu ito, a sua experiencia: • não podemos sobrepôr a machin a ao braço do homem, porque o nosso meio é outro .. . , · falou-nos do trabalho para arrancar um a arvo re e preparar a terra até poderem correr as machinas ; apontou quem já im– portou urn • tractor • e teve de vendel-Q por • inutil • e disse– nos do insuccesso deste e daquelle. Porque não havemos de nos convencer que tudo se precisa apprender? Ordinarimente é o bacharel o homem talh ado para tudo fazer e executar, e só elle occupa os cargos publicos gra– duad os, legisla, regulamenta as leis para o commercio, as in-· dusl rias, a ag ricultura, a peet1aria, a inslrucção publica, a hygien e, etc. Quando estes cargos escapam das mãos do bacharel, vão parar nas mãos de um curioso apadrinhado, qu e muita vez nem sabe fazer fo lha para receber os ordenados no fim do mez. • Po r exce pção se encontra nesses cargos um medico, um enge nheiro, um pharrnaceutico, um dentista, que · fazem di sso si– necura ou • uma ajuda para viver • . Accid entalmente um desses titulados se dedica a profissão que lhe indicaram, quasi sempre diametralmente opposla aos seus conhecimentos ; ma , a vaidad e de possui r um canudo não consente qu e ell e procure um profissional para fazer ou ensi– nar-lhe o qu e elle não sabe fazer, e a força de errar mui tas vezes acaba fazend o_ mal o que ell e não sabia, após grand es d ispendi os de dinh ~tro e energia, porem, sempre fará isso mal fe ito , como O mu s ico que apprendeu de ouvido e que nunca chega a tocar com a perfeição de qu em cursou um Conser– vatorio e apprend eu musica. Eis o nosso mal - e o motivo porque nada fazemos .. . que preste. Quem pode hoje negar qu e a machina produz mais qu e o homem? Essa mesma mach'i~à·, tàpiria; joeira, cisca, pen eira, escolhe, classifica, carrega a colheita. · · :, Mas, se precisa àpprend'er a "fazer isso com essas machinas, como se apprende para ser chauffeur ou a g uiar um carro de praça e até mesmo ·uma cartoç~ . : ~ · Acabamos de manuséar 'a ultima mensagem do snr. Borges de Medeiros, de 20 de Setembro ultimo. Na peet1aria se regista atli um ailgmento de 36 1 o/e, em bo– vinos, 74 7 ofo em eqttinos e 144. 6 o/o em muares, no período de dez an nos ( 1907 a 1917) 88 2 ofo d'e ovinos, 158 3 o/o de ca– prinos e 273' o/o dé suínos cujos valores snbiram respectiva– mente 321 6 o/o, 276 o/o, 330 o/o, 503º o/~, 295 8 o/o e 451 8 o/o, elevando-se a 10.202.900 cabeças de gado ' maitir e 9.078.900 de gado menor, em 1917, no valor de '1.151.229 contos. Para esses animaes tem o R.' G . S. 600. banheiros carrapa– tecid as e sarn ifugos. Não lemos um uni·cb. ' A producção agrícola que fora de 541.156 contos em 1916, attingio a 574.788 contos em 1917~ dos quaes 487.604 contos represéntam o valor desses productos beneficiados, que alli dei– xaram os resíd uos para esses animaes. Disso resultou que a renda do Estado, qtte era el e 18.026 contos em 1915, subio a 24.868 em 1917, tend o em 31 de De– zembro d e 1917 um saldo disponível de 12.737 contos deposi- tados em diversos Bancos e no Th esour,p. ' No exercício de 1918 no primeiro semestre, se elevou a receita do Estado a 13.937 contos com uma despeza de 7.205 contos, tendo ficado um saldo de 6.728 contes dos quaes dis– penderam-se, extraordinariamente, 900 contos, r estando 5.832 contos á disposição do Th esouro. E esse milagre todo foi feito pelo trabalho mechanico. O nosso fazendeiro, diz dr. Ruffi er, é em geral pouco de– d icaclo a vid a ru ra l. Tem uma fazenda, ou varias fazendas, só para o fim de tirar uma renda que lh e permitta vive r na cida– de, interessa ndo-se superfici almente pelo que se passa nos seus dominos entregues a um capataz ou administrador que ell e suppõe entendido, mas que geralmente é um homem de cl asse . inferior, pouco instruído, não rara vez analpl:aheto e imbu ído da~ peiores noções empí ri cas e superslig iosas. E esse o inslru~1 ento do nosso prog resso zoolechn ico, que tem as suas ordens ai- · g uns peões ignora ntes e meia duzia ele moleques, cujo princi– pal se rviço é cavalgar os terneiros que veem para o • Retiro •. ·O · primeiro passo a da'r, para o nosso criador, é tom ar, como capataz ; não um caboclo analphabelo, não um negro habil no man ejo do lasso, mas, um moço intelligente, preparado , pre– ferivelmente dos qu e sahem das esco las agrícolas •· • É muito bom estnd ar nos livros, porque é o melhor n;eio de conhecer e approveilar a experi encia alh eia, em diversas partes do mundo •. Mas, • os tratados estrangeiros só devem servir para cons– titu ir uma reserva scienlifica, um lastro de preceitos ge raes, a que se juntará as proprias observações, para, do conjunclo tira r conclusões, qu e permittam firm ar um juiz,o certeiro a respeito do caminho a seguir ». • A condição essencial do successo ( na criação ) é o forn e– cimento permanente, ao gado, de forragens apropriada~ ao seu desenvolvimento • . , • Se ? _ cri ador tiver de importar essa forra gem, estará em mas c~ndiçoes, porqu e lerá de pagai-os com o se u lu cro •. Na? se pode porisso separar a pecuaria da agricultura qu e entre si se completam, uma vez que, como diz o dr. Cutrim a se raça do g~do se faz pela bocca, e a vacca não é mais do que uma machma de transformar, o qu e ella come, em leite. Já demonstramos o valor da machina nas industrias e na lavoura; mas, não faz mal repetir mais uma vez: uma machin a Mu ll J enny dirig id a por um operario faz o trabalho de 500 fi an– deiros ; uri1 tear circular de obras de malha, trabalhado por uma mulh er, executa o serviço de 6.000 o perarios de agulh a; uma char– rua á vapor faz, no mesmo lapso de tempo, o tra balho de 100 ch_ar– ruas antigas puchadas cada uma por dois cavallos e conduzid a por um homem; e essa charrua com esse homem e esses dois cavall os, trabalhava por 10 e até 20 homens! Quer dizer que o serv iço de 200 cavallos e 100 homens faz hoje com uma rnachina, que equivalle a 2000 homens!
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