Revista commercial do Pará Dezembro - 1918

.. 31 DE DEZEMBRO DE 1918 - 25 de $ 100, consideradas prefe renciaes, ficando os S 1.000.000 res– tant~s para capital' ord in ario. ~ foi permittida pelo Ministerio do Trabalho dos E. U. A., que os estudantes japonezes e chinezes, actualmente alli, se dediqu em a trabalhos manu aes, durante as ferias, o qu e os tem levado, em numero que s.e conta por milhares, aos campos de agricul tura pratica e mechanica a pplicada naquell e paiz. ~ Até Agosto de 1918 os emprestimos americanos á Fran– ça, se elevavam a $ 2.065.000.000 e aos alliados $ 6.692.000.000. ~ O Governo dos E. U. A. vae mandar construir res id en– cias para os seus empregados, para o que tem á sua disposi– ção $100.000.000. ~ Devido a secca qu e por algum tempo assolou uma pa rte dos E. U. A., os criado res encontraram difficuld ades em alimen– tar e protege r o seu gado. A Corporação Financeira de Gu erra mandou-lhes fazer em– prestimos de dinh eiro : a particul a res, firm as, companhias, em– prezas que se occupassem de criação. ~ Em certas zonas do Oeste dos E. U. A. os lavradores perd eram du as colheitas seguidas de trigo, devido ao frio se– guido de secca. Pa ra 1 eplanta r os seus campos o Presid ente da Republ ica mand ou pôr dinh eiro a sua di sposição por int~rmedio dos Bancos Agrícolas. Esses emprestimos seri~m a razão de ·s 3.oo por acre, ou se– jam $30 por hectare, até o limite de 150 hecta res . ~ O custo de producção de ou ro nos E. U. A. augmen– tou de 60 O/o. A produ cção de trigo, para o ann o qu e o ra começa, está cal– culada all i em 307.300.000 hectolitros e a de milho em 1.046. 150.000 hectolitros. A colh eita média de milho nos ultimos cinco annos havia sido de 966.350.000 hecta res. ~ O Commercio exterior da Inglaterra, de a pós a guerra até o pri me iro semesti:-;; de 1917, se exprimia como segue: Importação Exportação 2.o Semestre de 19 14 i 284.728.1 00 i 174.773.100 Anno de 191 5 i 755.55 1.400 i 384.647.300 1916 i 850.940.300 i 505.279.900 l .o Semestre de 1917 i 456.870.700 i 251.1 47.600 Do balanço dess es alga rismos result a um deficit so bre a ex– po rtação de i 1.031.013.000. A sua des peza de g uerra nesse período era de i5.136.1 64.830 e a renda para des pezas de guerra de i 1.242.961.050. Tendo sido de i 1.171.000.000 os adiantamentos ás suas possessões e aos alliados, segue-se que de sua conta havia uma diffe rença de i 2.722.203.780 que, ju ntando-se ao deficit sobre a exportação, devia ter exigido coberturas parn un s f 3.753.2 16.780 Pois, até essa data haviam sido contra hidos emprestimo no total de i 3.9 10.234.647 com que se consolidou essa gra nde somma e evitou a queda do camb io. A sua producção de ouro do Transwal l, Canadá , lnd ia ing le– za, Au stralia, etc., se elevou a 38.000.000 de onças no va lo r de cerca de i 163.000.000, nesses trez ann os, e o enca ixe do Banco da Inglaterra era de f 55.000.000 em princípios de 1917. Claro que por ahi não podemos precisar o ouro offerecido como lastro de suas emissões, mas, se vê os seus g rand es re– cu rsos, tanto maiores qua ndo esse metal dalli não sahe, deixando gra nd emente consolidada a sua enorme divida . Assim se rn an– tem a estabilidade do cambio all i, suprindo-se as necess idades de pagamen to no. exterio r por empres timos e pagando-se as dif– ferenças entre a 1111portação e a ex portação do paiz por • com– pensações , sem deixar sa hir o ouro qu e g arante as emissões forta lecendo a confiança que é o a panagio do credito. Papel como emittirnos, pelo th esouro, é que não ha paiz qu e o emitta, sinão os paizes de fi nanças arrebentadas. Se a nossa receita ouro cobre as necessidades do paiz no exterior, parece que não haveria necessidade do Governo inter– vir no mercado de cambio, uma vez que houvesse um Banco que reg ulasse essas necessidades, fornecendo-lhe os recursos no momento preciso. Havend o esse Banco, uma vez que a producção de cam– bi aes é irregul ar e o ra se faz no sul, o ra no norte, embora se concentre a es peculação no sul ( Rio . e S. Paulo ), os especu– ladores não poderiam ad quiril-as livremente, como fazem, certos de qu e o legitimo comprador as virão busca r em sua s mãos, di– recta ou indirectamente pelo commercio qu e dell as precisa para as dar ao Governo. Mas, as nossas contas e as nossas cousas não são feiias como as dos inglezes . . . e a nossa doutrina é a nossa dou– trin a . E acabou-se. Cada um manda em sua casa. Em todo tempo a pr e s e nç a de _um Ba nc o, em um mercado enfermo po r depressão ou por crise, é elemento de re– gul ação de credito, de o rdem e de impulso, qu e contribue para modificar, alg uns, sinão todos os componentes da crise. Entre nós não é. Não é cousa para desejar que num est a b e le c im e nt o de credito nacional intervenh a ca pitaes estrangeiros com interesses mais ou menos directo, diz um economista. • Preferível se ria que o Governo do paiz adquirisse di recta– mente O compromisso, emprestand o ao Banco os fund os ne– cessari os para o seu funccionamento, garantind o-lhe assim a mais a bsoluta ind ependenci a de acção com os mercados exteriores•. A fo rca do credito, qu e ge ra um Banco, precisa estar isenta dos comp~omissos e das ex igencias, sempre indebitas, d~ ca_pi– taes extrange iros, qu e não se preocupam com as conve n1 encias ex tranhas; qu e só se preocupam, até de maneira arbi traria, com ·aquill o qu e directamentente lh es interessa. A id éa do lucro, em seu mais alto gra u, é o que continua– mente acompanh a o capital estrangeiro que nos procura em busca de bene fí cios, emquan to o Estado tem que pensar de an– temão nos interesses geraes do paiz. Mas, vá dizer isto no Brazil . • • '-YI Os tecidos - . O correspondente do New- Vorll 1-11/orld em ~ckolmo, communi cou para New-York que a ca re~tia de teci dos na All emanh a, obrigará brevemente os seus hab1t~nl es t . oni ronpas feitas de papel ou a andarem nus. a ves irem-se c ~ Fa la-se muito eiltre n? s da prosperidade da Argen- tina; mas, nem tud o que luz e ou ro. . . . .. M do Preside nte da Requbhca v1s111ha, com data Da ensagem . . d . f. do se colh e os seg umtes mformes : de 16 e maio 111 , . ) . ~ t I despesa de 191 7 foi de (pesos 493.L05.807, O orçamen ° eª . ? 632 d d d · 1 uma rece ita de 35-.303. , an .o um e- moeda nacwna , para ficit de $ 140.7i l.1 75. 9 d . 'd cor 1 solid ada e ra de 1.244.248. 11 e o papel A sua 1v1 a · 1 - 0 era de S 1.1 54.453.819, tendo as suas es- moeda em c1rcu aça ' 6 d f dado nesse anno um deficit de $ 1.726. 18. tradas e erro , ' J J 1 ,nocda nacional . o peso pape , que va e Alli se e rnma • ' . 1 A · · . d noeda ao camb io actu a . ss1m pois, 1 400 réis a nossa 1 ' • 1 uns · . . . ·am em linguagem nossa, 0 11 111g eza, esses alga nsmoS' se expnmm como segue: R 197 000 contos ou i 1.100.000 ao cam- Deficit de 1917 s. · bio de_~I 1/ 2 . . . Rs. J. 74 1.947 contos 0 11 i 100.000.000. D1v1da consolid ada ·. 1 _ Rs 1 616.238 contos ou ou tros P apel moeda em circu açao . . ·11 ões de libras. . cem 1111 1 un e e nada nos se para • ate mesmo C O se vê • tudo nos ' . . 1 0 ~ .. . i Ce ntral que alli tem o s11111 ar ... 0 chromco deftcd l a - 9 . · ercio exte rior do Japao em 1 17 fo i de um = o Comm .-~, 2 638 797.476 dos quaes 1.035.792.433 correspondem total de yens · · ' ---,

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