Revista commercial do Pará - Janeiro - 1917
6 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ TAXAS de CAMBIO em BELÉM (médias) 1915 l 9 l 6 LONDRES 90dias l MEZES A' vista 190 dias --- ·- --- 4;2 1738 - 1 297; 82~ ~~= 14 3/16 J ane iro 11 ló/n 11 21 /32 - 660 825 Á VISTA 13 1 h 6 Fever. 11 ll/32 11 17/32 4440 743 - 13190 838 655 830 13 1Í32 Março 11 1/2 11 ttho 4375 732 - 3075 826 650 840 12 27 /32 Abri l 11 7 /16 11 ó/s 4380 733 - - 3000 840 650 836 12 "ho Maio 11 0/32 ]j 15/32 4366 725 - 2967 1842 665 835 12 5/32 1Junh o 11 31/32 12 "/32 4220 715 - 2880 1845 665 835 12 5/s Julho 12 5 /64 12 17 /64 4123 697 830 2897 846 657 829 12 21 /32 Agosto 12 3/32 12 9 /32 4098 701 781 2914 850 612 830 12 3/32 1Setemb. 12 1 /to 12 1/4 4126 705 765 2892 844 650 822 12 1 /l Outu bro 11 31 /32 12 5 /32 4175 710 765 2860 842 646 814 12 5 /16 Novem. 11 ¾ 1) ló/16 4254 725 830 2769 861 652 846 12 1/s J Dezem. 11 17 /32 11 27 /32 43 10 732 820 1 267 849 651 842 = A Valorisação da Borracha = T ALVEZ_ ai nda algo se podesse faze r em prol da nossa bo rracha, valonsando-a pelo que ell a vale como qualidade •. Em uma prod ucção mundial de 160.000 to ns a nossa producção é propriamente de 13 o/o computando ahi sómente as qualidades fina e entrefin a que verd adeirame nte re presentam a qu alid ade s u– perior. Attingindo a penas a 21.900 toda a nossa borracha dessas qualidades, se a pod essemos furtar ás necessid ades do me rcado consum idor, tornal-a-hiamos p rocurada, elevando o seu valor ain– da mais. Não é isso cousa de pouca monta, mas, nem porisso d eixa de se r uma operação exequíve l ao a lca nce d e qu alquer banqueiro de reputado credito. Resta saber se vale ria li-' pena tentai-a com os methodos de cul– tura que mantemos, rudim entarmente predominante no nosso sys– thema -~e ;xtracção. O que, porém, bastante nos deve preoccupar desd: Ja, e qt'.e o serir~gueiro que até agora não acreditava na pro– ducçao do Onente, esta passando pela phase de desanimo qu e sue– cede ao d:sengano ~e. uma espe rança perdida e, como quem diz o nosso tao caractens!Jco - já agora . . . está desbaratando os vastos ser'.ngae: da Amazon ia porque dentro em pouco tudo isso não va lera mais nada ... É uma noção que se lh e incutio, perversamente, e que se pre– cisa combater antepondo-se-lhe o estim ulo de que continu amos a produzir a melhor borracha do mundo. Prestigiar essa idéa e levai -a aos mercados consumidores com a convicção de quem de Facto sabe e tem certeza do que possue, se ria o melhor meio de defe nd e r o nosso principal produ cto qu e se deprecia mais pela falta de defeza do que por motivos outros q ue se busca para cles– e ncarece l-o. Não ha, talvez, em todo o mundo, u111 producto de tão alto valor de que tanto se descure. Sem defeza, sem favores, se111 to– lera11cia nos impostos nem nos rigores de arrecadação dos mesmos, a borracha brasil eira, ou melh or, a borracha da Amazonia é uma especie de fonte pu blica de localidade pob re do interior, o nde a população inteira se abastece com iguaes direitos, sem obrigação s iquer de limpar o pôço. Desde as ex rlorações das mattas virgens que se transformam em seringaes sem a intervenção do homem além <lo trabalho de vart jar as 111altas, á ma1Kira de abrir as estradas, as situações o n barracas dos sering ueiros, o barracão pro_visorio - definitivo do pa– trão, até o tratamento do producto, desde os seringaes ao embarque para o exterio r, tudo é feito co111 uma rusticid ade e desprendimento qu e não deixa suppor se esteja lidand o com um prod ucto de tão alto valor. Dahi talvez a difficu ldade do sering ueiro em comprehender a vantagem de produzir sómente um ge nero s uperi~r, isento de im– purezas, de uma certa fórma attraente e capaz de ser considerado • indu strial ' · Competia aos donos de seringaes abalançarem-se a uma tão alta empreza; mas resta saber se ha entre nós esses abnegados que pe nsem em fix ar-se nas suas propriedades, empregando ahi capitaes em edifícios confortaveis, providos de machinismos e me– lho ramentos capazes e condig nos para emprehend e r a verdade ira obra que se precisa fazer, até elevar a extracção da gomma elas– tica em uma ve rdadeira industria. Mas, a verd ade é que todos pensam em se retirar e espera111 cada anno • sa hir , . . . lnsisti111os na qu estãç de Stoclis, de que nos occupamos em nume ro anterior e á luz clara da verdade se faz hoje ante os alg arismos passados, que só agora veem á publicidade, aliás defici entes, pois nelles não fig ura111 os Stocks occultos. Nesse quadro se nota, especialmente, qne a nossa borracha tão depressa chega aos mercados do exterior como desa pparece, princiralmente nos E. U. A. qu e se to rnaram os maiores cons um idores do nosso quasi unico producto. Entretanto, parece cada vez ignora111os mais dos negocios de bo rracha, desco– nh ecendo minudencias e informações que seria necessario conhe– cermos. Porisso que, cada vez se torna mais difficil fazer vaticini os sobre o seu futuro . Os Srs. W. H . RI CKINS0N & SoN, de Londres, g rande auctoridade na 111ateria e, segu nd o o • Financial Times •, qu e111 pu– blica as mais completas e verd adeiras estatísti cas de bo rracha, em um s uppl emento da sua revista World's Rubber Position , mui apropriada111en te e pig ra phou o seu trabalh o de O e nig ma do mer– cado de borracha • ( The R iddle oj the Rubber Marial) . Desse tra– balho e dos alga rismos por nós concatenados e aq ui publicados hoje nesta Revista, parece qu e se pod_e suppor como o F111.ancial Times que - os preços ficarão no n1ve l actual. emquanto se não modificar o estado a normal em que permance o mercado, por ef- feito da guerra. . . . P ara a previsão d e alta, a pós a g uerra, ha muitas probabilida- des apontadas por esses es pecialistas e e ntre ell as a entrada dos imperios centraes no mercado, o augmento de co ns umo norte ame– ricano o estaciona111ento da nossa producção: Não esposa111os to- ' . . d os esses motivos, mas, não os contesta 1110s ; e, como longe a111da está O fim da g uerra, e temos por habito, neste grande paiz, viver au jour te jour, fiquemos por aq ui e façamos votos pela esta bilidade dos preços actuaes . Comtud o, devemos registar a boa pos ição do mercado que se pode definir nes tes lermos: producção aug111entada, porém , toda absorvid a pelo consumo crescente e em maior propor– ção que os fornecimentos levados aos mercados cons umid o res, o que traz os stocks da nossa borracha baixos e algo deficientes. Novos consumid o res, directos, de nós se a pprox imaram e é pos– sível qu e continuem a se prover da nossa hevea. A frança, a ltalia , a Ru ssia, o Japão, o Canadá, a Australia, clupli c:m11n o se u cons umo, tendo os E. U. A. impulsionado-o ao ponto de a bsorverem, sem mutação sensível, o cons umo d os paizes ce11traes. Permanece rá este estado do me rcado ? É cêdo para dizei-o e, já aqui consignamos, não queremos ultra– passa r o dia de hoj e. . . Deitemos agua na vela e approveitemos a brisa que sopra, pois, o tempo é incerto e traiçoeiro, e precisa– mos cht:>gar a porto de destino ... L. e. MOR EIRA, GOMES & Ca. SECÇ~O de FERRAGENS ~eR~~-~1~e~s~r~1~:1~;/\~~1~:.~ ;if~::i~i~ mento, T111tas, Oleos, Diversas Especialid ades Amcricairns, Kerozene, Oazolioa, etc. RUA 15 DE NOVEMBRO, 7 ...J
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