Revista commercial do Pará - Janeiro - 1917
16 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ ESTATISTICA BANCARIA da PRAÇA de BELÉM do PARÁ ( AS UNIDA DES SÃO CON TOS DE REIS) DEZEMBRO. JUNHO JULHO ACTIVO PASS IVO l __ º_E_z_EM,--BR_º__,___ Ju_N..,.H_ o__ -l___ Ju_L..,.H_º__ 1 1 1914 1915 1915 1916 1915 1916 , 1914 i 1915 - , ,- 1-- 1--1--,.i---1 --1- , 1915 1916 1915 1 1916 Letras Desc. 1.345 1.329 1.079 1.543 1.05 7 1.537 Capital 9.524 9.401 9.433 2.468 9.4,fo 1. 148 9.207 2.687 12.859 904 9.432 2.471 9.610 1.215 9.205 Emprest. em c 1 c 4.656 5.392 6.021 4.533 4.874 4.631 1 fu ndo d e Res. 2.395 1 2.553 1 2.684 Letras a Rece ber · 7.072 Valo res Ca uc. 10.189 7.329 6.650 9.03g 1 9.561 33.797 1 6. 151 4.019 4.405 9.663 3.169 8.161 6.67 1 7.789 De pos. á Vista . 8.090 1 11.633 8.945 9.901 9.126 • a P raso 1.054 1.234 46.191 ~37.829 11.332 834 • Dep. Caixas Mat. e fil. 28.920 5.490 3.469 4.541 6.035 34.46 1 3.978 4.060 4.434 1 26.694 34.278 26.499 Valo res De ps. 41.491 j 45.383 3.563 3 560 3.706 11 Cai xas Mat. e f il. 3.303 1 2.769 5.152 7.072 46.063 4.68 1 11.581 37.722 8.585 9.280 Tit. e Fund. dos Bane, 4.555 4.12_7 4.601 Di versos 7.350 11.300 12.039 9.151 Hypoth ecas C aixa (em dinh). Diversos 4. 128 4.328 4 089 1 1.490 12. 155 1 3.508 i 16.527 1.060 1- 7-3-.2-07_1 _8_4_.2_73_ ,__ 8_5.-90_7_ 1 79.709 12.658 16.657 3.599 85.053 1.005 ;I 79.642 1 1 --;3207 1-8-4-.2-73- 85.907 79.709 ,._ .I 85.053 1 79.642 1 ____ F_ig_u_ram riest~ Esta!istica lodos os Bàn~o~. élesta praça menos a Agencia do Banco do Brazil, que nã_o_ p_u_b_li_ca_ b_a_!a_n_ce_te_s_. _____________ portaveis até um trafego permanente dessas vi as-fé rreas a barro tadas 'j restabelecia a normalidad e do mercado e ell e entrava de novo em á saciedade. Mas; isso não se improvisa. fun cção. Nesse caso, o prejuízo reca hirá, fa talmente, sobre o paiz, qu e Desse ca pital, mais de 5.000 contos foram immobil isados em terá de rea lisai-o transferind o tud o, po r ve nda ou arre nd amento, a va po res; uma g ra nde parte em edificaçõ es urbana, e s uburbanas; emprezas particu lares a qu em passará os serviços qu e se relacionam o utra P.arte immigrou com os que se retiraram de Belém e o foram com esse negocio : - colon isação, immig ra ção, etc. gasta r fó ra daqui, restando o que foi attràhido pelos Governos do l'l'ão esses arre nda tarios proéil rar dinh eiro para acabai-as e es- Estado e Município que o tran sformou de fluctua nte em CAPITAL- fo rçar-se por cumprir os co ntractos q ue fize rem. FIXO, e a hi jaz in animado d evid o á su a de preciação e falta de pa- Não ma is o governo se preoccupará com a fal ta de dinh eiro ga menlo dos juros. pa ra taes o bras e o producto do a rrend amento augme ntará a sua Se novos ca pitaes não vierem s upprir e ntre nós esse capital receita, duplamen te, po rq ue da despesa se d edu zirá essa verba fa - fl uctua nte qu e girava e vi ta lisava o nosso meio, não vemos como bu lasa. J cêdo sa hi remos do vulcão em qu e nos mettemos onde parece fu- A necessidade de trafeg o e de receita incentivará a prod ucção megar a penas as ci nzas ... - L. C. e ço nsequenteme nte estim ul ará a immig ração, fo rma ndo novos nu - / cieos d e popu lação produclora. fi ca remos aind a lo ngos annos esforçan do-nos po r satisfaze r I NQTU LAS co mpromissos co ntra hidos; ma s; mi1i o rare 111 os a nossa despesa e a ug mentaremos a nossa receita. Continuamos a receber, desva necidos, palavras d e benevolo acolhim ento da im– pre nsa do paiz e d e além mar. Pe nh orados a_qui deixamos consi– g nados os nossos melh o res agrad ecim entos, mes mo aos que tran- • screvem na integra os nossos artigos e nu meros como de • seus cor;·es pond entes e· cola bo rado re, es peci aes ... • Voltando á Ing laterra , veremos qu e a sua grand e crise de Es- J trad as d e f erro aca bou resolvida pe los seus grandes Bancos, pelo san eamento do meio circula nte, peta reforma e organisação do cre– d ito. Eis o desfecho qu e tambem d evemos buscar, e não se rá, já. mais , po r meio de emissões inco nve rsive is q ue um dia a hi pode– re mos tambem chega r. Vo ltemo-nos para os E. U . A., qu e actual– me nte nadam em o uro, e vejamos se é passivei dahi encami nhar algum o uro para o nosso paiz a troco d essas lrnhas fé rreas qu e não pode mos co ncluir nem ex pl ora r tão cedo, como é preciso. Com esse dinh eiro, se conseguirmos, lastremos as nossas emis– sões, restring ind o-as e vitalisand o-as, até o saneamento perfeito do meio circu lante, faze ndo, em fim , o SORO se to rn e em sangue aclivo, p uro e saneado. Em m iniatura, as Estradas de fe rro da Amazoni a fora m os va– pores, em parte causadores da nossa crise inte rn a. Diffe re a pe nas por se tratar aqu i de e111 prezas part icu lares q ue te rão d e resolve r por si o se u caso. Mas, não ha fugir dos preju ízos, das fa ll encias, da baixa dos valores até o verdadeiro nível de conso lidação. T ínhamos aq ui um capital fluctuante, calcul adamente, de 30 o u 40.000 contos. Só os dividendos de acções e apoiices, juros de debentures .e letras hyf}olh eca1 ias, 110 anno de 1899, inclu sive 111il e trezentos contos de bonificação destribu idos pe la Com. Urbana no primeiro ~emestre desse an no, atlingiram a Rs. 6.586.424$. j Esse capital se f~rtava a mobi lisação e sempre q ue havia ind icio de crise, desapf)arec1a por completo para d e novo su rgir temero– ·amentente á proporção que os neg-ocios melhoravam, até que se = Agradecemos á Directoria da Estatísti ca Co nnn ercial os Bole– tin s co111 que nos teem desting uid o. Sentimos qu e a falta de espaço nos tenha obrigado a reti ra r, á ultim a ho ra, materia qu e dell es ha– viama s o rg anisado para este num ero. = O nosso quad ro da,..J .a pagin a extrahid o de algaris mos publi– cados pelo Jornal do Commercio, parece q ue se refe rem a Receitas e Des pesas urçadas, porq uanto as qu e se referem ao Pará ha, pela Receita e Despesa verificada, um deficit to tal de 12.183 contos nos a nnos de 1913 a 1915. __::_ O rece bi me nto de bo rracha dos altos rios· á consig nação da casa bancari a de Mo reira , Gomes & Ca., no anno de 1916, excedeu a 700.-000 k. ; addiccionando os recebim entos de R. Vi eira Lima Alvaro P. Costa e Costa Gomes & Ca., á mesma ligados, es~e to'. tal se e-leva ria a mais d e 1.200.000 k. = A ex po rta ção de borracha pelo po rto de Belé1n em 1916 fo i de 2.500.000 k. a menos q11 e em 1915. T omand o a media de 4$ po r k., rc prese11ta 11 m decrescimo s uperio r a 10.000 co ntos. Com a depressão na prod11cção dos dois ann os anterio res, soff remos uma dimi nui ção d e negocios, nesse ge ne ro, qu e exced e de 30.000 contos. = É no tave l o d esenvol vim ento da impo rtação de caldeiras, fer– ramentas, machinas, moto res electricos, machinas para lavoura, ara– dos, semeadeiras, de bu lh adeiras, etc., comparados os seis mezes de 1915 e 1916, re prese ntand o um excesso para este armo, de Ja– neiro a Jun ho, d e cerca de 2.000.000 k.
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