Revista commercial do Pará - Janeiro - 1917

- - 1.º SEMESTRE DE 1917 - - 15 ,., AS NOSSAS VIAS FERREAS SE O~em ~om~reheridemos o relatorio do Ministro de Viação e E d rfas ubhcas, 0 Governo tinha uma responsabilidad e sobre E . e erro em 1915 de R 268 95 . . , , s. . l contos de reis em apoiices com Ju ros ouro d 13 790 . . , ' pilai de 394 221 e . contos e mais l 9.007 sobre um ca- . · contos. Convertendo tudo em papel ao Co de t6d senaAebmt rezumo : Capital - 934.201.336$ e Juros = 45 865 316$ ' a endo de t lf · ·. · jam, Rs 8 157 s a u ,m~ somma a quota de arrendamentos, ou se- sº , .. . .683$373, ameia resta uma responsabilidade effectiva para Juros de R 37 70 6 , responsabTd 'd s. · 7 · 32 .563. Com o augmento provavel de cem a co \' \ es _dess_e anno ( 1915 ), por construcções que obede- 380 265 n rac os mevitaveis, se elevará ainda o capital a mais Rs . contos pagaveis e c1 · h . . mais 16 504 ' t , m m e1ro papel e apoiices, que requere·m . con os fora a f d . ao Co de 16 d . ' . garan ia e Juros a alg umas d ellas, que teremos. Ca -ttgem ameia mais Rs. 2.791.824$432. Em synth ese quota d~ pi da Rs. 1.314.466.880$ e juros 65.161.599. Menos a C arren amentos,= a juros Rs. 57.003.916$000. orno ha co ntract contos ha . os que proseguem no valor de uns 150 mil alé d vemos amda d e carregar com mais 7.000 contos de i·uros, , m _esses 57.000 acima. Nao se póde deix r 1 • · importante ra , ª e e conSiderar as E. E. de ferro como um ' mo c,e comme · , tern o como _ reio que esta para o nosso trafego in- derando q ª navegaçao para 0s negocios externos. Mas consi- ue empregamo t d 2 , ramo de 11 • s per o e .000.000 de contos de réis nesse egocio convinh · · · sos para 1- ' a exammarmos pnme1ro dos nosos recur- ao g rand e em d · • vas sem c . 1 rrego e capital num pa12 pobre de rezer- ' ap, aes JJara · b·t· - cumulaça- d f 1111111 º 11saçao em obras permanentes de ac- o e undos. Repousando • · . quas1 toda a nossa nos, era Justo 1. product d que ª 11 se medisse rend a em impostos alfandega– ª no3sa força o u capacidade D ora e recu rsos monetarios. epend endo os . . • a imi)ort _ nossos saldos commerc1aes da d1Herença entre açao e a t _ e não I ex por açao, !0111011-se essa differe nça pelo valor pe a "producç- · - . e, forços , ao, CUJO augmento nao correspondia aos nossos Diss nem as necessidad es do paiz. rea l e a 0 1 'ts~ltou que a nossa prosperid ade era mai s fictícia que versos ra, 0 ahd ad~ da economia particul ar era absorvida por di– vez maio nos da indu stria, ig ualmente fictícias, que exigiam cada ' r so n1111a de . 1 . . Crescendo . ' cap1aes para o cresce nte com111erc10 do pa1z. as rendas publ' d f . . . . as deix aram d 1cas e uma orma a11sp1c1osa 1 nem pon sso que sé foi sac e ~xce?er com as d es pezas se111pre em augmento, com sente com todcan ° cegamen te para o futuro que infeliz111ente está pre- os os caract . 1· . . sorvid os todo ' ens 1cos el e uma fallencia. foram assim ab- Quanto s os recursos do paiz no pro pri o manancial de o rigem. . mais lucros f . d . goc1os; por . se az, mais se esten e e ampliam os ne- som~ia se co~segumte, qu anto mai s dinheiro se apura, maior E precisa ter o . . d d . ·t 1 111 tal evolu - , _q ue vae ex1g111 o ca a vez maior ca p1 a . em tal sit ~ao, , ª paralisação é a morte. A escacez de capitaes sobrevindouaçaof ~ 11111 choque tão violento que desor!lanisa tudo as ali · • ~ ' co~soliclação dos encias, p01:, as CRISES não :ão mais__ do que a p01s de tran f negocios ate o estado de perfeita estab1ltdad e, de– ração fosse :e~:mar a prosperidade_em destróços: . Se es~a explo– e, com a fall en . por emprezas particulares, o pre1mzo sen a dellas, surgiriam para eia, 1\ 1~0 se havia consolidado, pois, novas emprezas , acqu1s1çã d · t b ,ecendo-se em . o as massas fa lltdas e acabavam res a e- teiro ou n e g/~u mvel natural. Tratando-se do Estado emprei– elle recabe a re~tante , . a quem falta a entidade jurídica, sobre ·1 . ponsab1hdad d . . . v1 ave,s, torn ando , e o negocio e as consequenc1 as 1ne- der dar a fall enc· po~em mais difícil a solu cção, por se não po– tenham de nos s 1~'- eve nd º tudo ser pago i11tegral111 e11te embora Offerecer ga o 't~carregar de impostos de honra. ran tas hypotl · t d para pagar em ' . iecar o qu e temos, pedir e n1pres a o de resolver O pras~s mais 011 menos longos, se ria a unica maneira g raiid e O caso ' mas, uma vez que não ha onde b11 scar tão s mma nesta occas·- , · h . l . ,ao, so na economia interna se poderia dOJe iaunr recursos. Mas, se esta não existe, se está esgotada, esa ppareceu ou retrahio-se, que fazer ? ~-~- . C~ear n~vas fontes de receitas no estimulo á producção? mas isso nao_ se tmpr_ovi sa,_ requer tempo ... e mais dinheiro. .ão v; mos sah1d~ posstvel smão_ em um accordo com os credores, e este ~ccor?o nao pode ser mais em moratoria, porque a moratoria não e mais do que um retardamento da fallencia. Volvendo um _olhar retrospectivo á Ing laterra, vemos que um caso semelhante_ la se deu, convindo frizar que os prejuizos ahi resultantes da cnse de E. E. de ferro reflectio menos nas financas do Estad_o porque a maioria das mesmas era de emprezas parti~u– lares. So em 1845 as emprezas alli proj ectadas ê approvadas pelo Parlamento em 1846 importaram em i 110.000.000. Um dispendio tão avultado, attrahio o fornecimento de uene- . . ~ ros, emp!egou '.~ais navios e~ transportes e mais fabricas para esse effe1to; edificaram-se mais casas, em novas loca lidades para accomodação daquelles cujos meios esta despesa extraordin aria havia alargado; augmentou o fornecimento de madeiras, immobi li– sando uma somma considerava!, em um -emprego de capital fixo que devia mobilisar-se para facilit ar a producção do paiz. Promo~ veu-se uma actividade passageira, excitada transitori amente. Todos os artigos subiram de preço, desviando o capital- que devia uirar em produzir generos para consumo e exportação, fazendo, subir a importação e impulsionando grandes quantia.s para fóra do paiz. Converteu-se em CAPITAL FIXO o CAPITAL FLUCTUANTE necessario ao trafego usual do paiz, subindo a taxa de juros, au– gmentando a demanda de generos para o consumo. Sendo o CA– PlTAL constituído por trabalho accumul ado, representado por ge– neros q11e se permuta e fluctu am separadamente d a receita geral do paiz com os lucros addiccionaes sempre crescentes, applicavel im– mediatamente a nova producção, - fixai-o em bemfeitorias terri– toriaes, machin as e edifícios, navios e materi aes, que não são re– postos ao dono sinão em fórma de rendimento ann11al, como alu– guel ou juros, é uma imprudencia que bem caro custa aos impre– videntes. Essas quantias immobilisadas deixam de ser repostas á receita geral do paiz, de ser applicadas ao augmento do trabalho a empregos futuros capazes de facilitar e aug 111 e11ta r :i producção'. Se o dinheiro o u meio circulante é o in strumento com que se tróca e transfere os metaes preciosos co1110 pad rão ci o valor ada– ptado, claquella fórma atrophiou-se o instrumento que o d evia fa– zer, immobilisa nd o-o em seu maior valor que é o movimento. Se des pendemos maior somrna q11 e as economias do paiz, furtamos á sua propri a vid a a fôrça de produzir em maior escala, a ugmentan– do-lhe o consumo em alimentos, deixando ele repor inteiramente o capital fluctu ante necessario a fut11ras producções, ao mesmo passo que, se o applicassemos em generos a produzir em maior porção do que se pode consumir, elle se reproduziria e augme ntaria. foi esse o res11ltado dos estudos, em sumul a, que se procedeu no Reino Unido e não precisamos enumerar o nosso caso, pois que, t11do isso entre nós se deu sem excepção do augmento da im– portação, com a agg·ravante de qu e attrahimos nem só o capital es– t ra ngeiro como o nosso q11e ahi se vê hoje seriame nte compro,net– tid o, depois de o termos reenviado em g rande parte ás praças de sua procedencia em tróca de materiaes qu e não poss uímos, de ves– tuarios que não fabricamos, de comestíveis que não produzimos, além das commissões pesadíssimas e g ratificaçõ es leoninas, em cu– jas mandibulas desappareceram g rand es somma . Nem só isso, mas, os ord enad os d as di rectori as e o salarios dos operarios e trabalhadores, foram gastos cm alu g ueis, alimentos, vestuarios, passando ás mãos d e vari as nego iantes e forn ecedores onde, po;· seu turn o, evaporaram-se o u fo_ram lambem immobi li sa– dos. Com isso nada se produ zia até hoJ e para o paiz, e ficamos ma is pobres sob a pressão de 1.1111 v~ver mais difficil. É uecessari o tra tar da absorp ao de se SORO q ue introduzi- mos na viela do paia e que 11clla girand o com sang ue, anomentou 0 eu volnme . .. mas, aind a não ~ sangue. Antes disso, ~ 1 ão es– sará O estad o de _fraq ueza e abatimento em q'.1 e vivemos. P ara que se possa dah1 colh er alg um resultad o; sen a mister n 1 a· ct· , • e IS \· nheiro ate os fund os necessan os a estab elecer a march a orct · • . . , ma n ll-. do negoe<o, .sto e, - peto augmento de pmducção de matei ias ej

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