Revista commercial do Pará - Janeiro - 1917
12 REVISTA COMMERCIAL DO PARÁ . EXPORTAÇÃO do PARÁ em GERAL ( ESTAT!STICA COMMERCIAL) Animaes dissecados Animaes vivos Algodão Alh os Arroz Assucar branco Banha Bu xo de peixe Baun ilh a Borracha ma ngab. Borracha seringa Ca rn e tartaruga Ch ipes Co uros salgados Couros seccos C acau C afé em grão Café moído Carocos dive rsos Cebolas Cera de carnahuba C harutos C igarros Cuma rú Castanhas Doces ( goiab.) Doces não elas. E peciarias farinh a mandioca (f) t,.J Cl ê3 z ::i I Um " Klo. " " QUANTIDADE . 1913 37 5393 111 1914 3965 1500 VALOR em J 000 réis, papel 1913 150 5484 40 1914 490 3513 600 ,, 900 2500 270 ' 1250 " 1400 - 1 1700 ,, 1 2164 " 37 - 500 1 - ,, , . 581 _ - r 1455 - j ,, 17.898689 16.800149 71.229797 50.974711 1 ,, 10 1 50 ,, 16767 23 184 7501 4915 " 830007 603760 / 405041 439547 " l 1.939491 1 2.895810 1.486944 1.8361 88 ,, 92890 190494 1 49790 199521 S. 147 56 9359 1 2430 K. 1 73 - 82 1 ,, 1 480 1 900 1 " 1 120 50 n 22683 , Um 10000 1 M." 205 Klo. 37234 Hct. K. " " " 13543 455 280 1000 50.000 400 1232 33832 84895 1223 11 393 187 104 " 422 180 48 2000 85553 2.270288 80 f eijão ,, f o lhas, raizes med icin. ,, fumo corda ,, 3 872 24705 298 43942 10440 1500 60247 776 11 401 I 16981 500 300 2036 750 111 83 1 2030 143566 25 29765 15095 279 1 Ornde ou co it a J pecacua11 ha Metaes velhos Madeiras Marfim vegetal Massas alimentícias Ml'dicame ntos Milho Ossos Obras de macieira Olco copahyba O leos não espec. Pefles de veado Pclles não espec. Pl11111as de garça Sabão Sofia Sal Sernentcntes íapi0ca 1 ucuhuba Xarque ,, 1 " " " " " " " " 1 " " " ,, " Orn. Klo. , Meio:. 1 Klo. " " ,, " 84131 136437 20 2043 57873 640 81589 1 14961 6276 1 25 218 61284 13446 40668 7 106160 166016 6125 2586 3000 • J756 27600 74699 310 69225 158 2010 2600 41432 3150 4390 113855 · 32530 18676 16 130 128559 300 1 176862 29000 8000 250 270 20654 16237 1 6560 500 350 2500 134 158 1256 9689 1 200 1680 208 7110 1425 • 6474 78.404064 56.'390337 Commercio Exterior do Brasil EM artigo qu e aqui demos publicidade- ha mais d e dois annos, acce ntu amos qu e um escriptor patrício notara qu e o nosso p ro– g resso é um pouco parecido com o trepid ar da acção dos moto– res d e explosão, - mais !refego qu e intenso : - faz-se por impetos, por fremitos, entre repell iões e colapsos, accrescenta nd o então que um o utro ·escriptor nosso dissera « parece v!vemos num rythmo d e espasmos •. Já lamb em dissemos toda a nossa vida e toda a nossa popu– lação é cheia d esses contrastes, apon tando factos por nós larg a– mente o bservados. Acabamos de ler um livro d e auctor maranh ense ( «O Torrão Maranhense de R. LOPES ), ·onde _esse escriptor, por sua vez diz • fa ltar ao nosso typo socia l muito de experiencia economi ca, d e au– daci a, de segurança de acção •. Não temos a cohesão dinamica'... a unidade acliva, diz o snr. LOPES, notando entre nós a gestaçao lenta de u·ma -sociedade a qu e falta toda uma unid ad e ethnica . De metamorphose historica lenta, de demorada consolid açã?, falta-nos o rythmo de um forte evolu ir organi_co, com qu e, • se c1:1a uma situ ação dubi a, m e di oc r e, estacionaria. • Porisso que - • se co nfund e iniciativa e an archia, o rdem e marasmo, ond e não falta a acção, mas a continu idade dell a. • Dahi talvez a tibiez e de~a– nimo ás difficuld ades , , notada pelo auctor citado. Em ta_! meio, - e a audacia dos aventu rosos é tanto ou mais suspeita que o em– perramento É symptomatico, e fica assim evid enciado como um facto, esse estado de se r, se compa ra rmos a march a e contra ni archa da nos_sa ex portação, e co nsequ entemente, da nossa prod ucção, com o in– cre mento dado pelos ing lezes á colheita de borracha no Oriente. T end o sid o es ta de 1.000 tons em 1907, elevo u-se a 1.800 em 1908, a 3.600 em 1909, a 8.200 em 1910, a 14.11 9 e111 19 11, a 28.518 em 19 12, a 47.6 18 em 1913, a 71.380 em 19 14'... a 106. 136 em 1915, es– ta nd o estimada e 111 150.000 tons a produ cçao deste ann o. O in ve rso entre nós se dá. Comecemos por S. Paulo, co m 0 CA FÉ, qu e o bedece a uma cultura racional e qu e tem esse ser– viço organisad o como em nenhum Estado outro ci o Brasil. CAFÉ Quantidades V A L OR ANNOS em J .000 saccas em :E 1000 ou ro en, contos de rs. papel 1908 12.658 23.039 368.285 1909 16.881 33.475 533.870 1910 9.724 26.696 385.494 19 11 11 .258 40.401 606.529 19 12 12.080 46.558 698.37 1 1913 13.267 40.778 611.670 19 14 11 .270 27.000 439.707 Não ha, como se vê, 11111a co ntinuid ade progressiva 11 cm d e estabi lidade de prod ucção, e os valo res oscill ain á mercê dos mer– cados consumid ores e do cambio. A BORRAC iiA, em fra nc~ depressão, de p rodu cção, maiores osci ll ações apJ"ese nta hoje em vll'tud e d~ conco rrencia de morte q ue está soffrendo com a produ cção do O n ente. BORRACHA ANNOS Quantidade em tons VALOR em f 1000 e111 contos de rs. papel 1908 38.206 11 .785 188.358 1909 39.027 18.926 301.940 19 10 38.547 24.646 376.972 1911 36.547 15.057 226.395 1912 42.286 16.095 241.425 1913 36.232 10.375 155.631 1914 33.351 7.063 112.598 O ALGODÃO vae de 3.000 tons a 37.000 como segue :
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