Revista commercial do Pará - Janeiro - 1917

1.º S[MtSTRt dez 1917 Revista Commercial do Pará Da CASA BANCARIA de MOREIRA, GOMES & Ca. Rua 15 de Novembr o N. 7 li Endereço telgr. : MATTA Caixa no Correio N. 22 Codigos I Lieb_er, A 8 C, 4.• _& 5.• ed., Ribeiro \ Particulares, Two-111-one ( Condensado, 1 li BELÉM-PARÁ-BRAZIL AN NO l i li BELÉ M , 1 de Janeiro de 191 7 li NUMERO 3 SOB A DIRECÇÃO DE LUIZ CORDEIRO ,R "Reuisla" ' CºM o nosso terceiro numero qu e hoje offe recemos aos nossos lei- tores, podemos alfim passar uma vi sta retrospectiva pela data de– corrida do inicio da guerra até hoje no percurso de uma nova phase, por que angustiosamente passa o mundo inteiro, demonstrando o Jogar que nos foi designado pelos proprios acontecimentos impre– vistos e inevitaveis. O Snr. SAENZ PENA algures disse aos seus patrícios que • é preciso fazer synth ese para se ver o futuro . » foi o que buscamos confeccionando o quadro abaixo que, de conjun– cto, abrange todos os Estados do Brasil. Por ahi se poderá ver de relance quanto se precisa concertar, trabalh ando, até conseguir saldos capazes de supprir a nossa nece.ssidade de ouro que só no nosso labor poderemos hoje buscar. Dizer que delle não carece– mos ou que o cambio baixo nos não oft'ende, é contrasenso. A depressão economica do paiz tornou-se sensível desde 1913. A importação, desde então, baixou consideravelmente, a\1g111enlando sómente no anno agora findo pela necessid ade de repor ou supprir STOCKS de mercadorias que se extinguiram por completo do nosso mercado consumidor. A exportação para o exterior acompanhou esse estado deprimente de negocios e a situação por vezes foi affli– ctiva para todos em geral. Diante de tal emergencia, augmenlaram D IV I DA DOS ESTA DOS ESTADOS Amazonas - MM :1 Pará - MM Mara nhão (amorlisou .I'. 80.000 em 1916} Rio Grand e do Norte . Piauhy .j Ceará - M Para hyba Pernambuco - M :1 Alagoas - M . Sergipe ·I Bahia - MM· Espirito Santo - M. Rio de Janeiro Minas - M · ·1 S. Pa1.do (Santos) - M . Paraná ., Santa Catharina • Rio Grande do Sul . Matto Grosso. Goyaz FLUCT. CONSOL. _\ Contos ele réis papel _L 13.364 17.000 6.961 25.000 1.763 3.584 2 160 125 9 11 90 165 28 1 171 22.094 34 600 26 3.374 10.190 17.555 926 6.880 4.248 24.990 12.409 53.641 48.537 61.806 907 124 1.956 8.970 1.897 651 193 4-l0 101.225 250.800 ' 1 EXTERNA 5: 2.955.100 3.563.816 720.000 350.000 - 600.000 2.36 .000 500.000 3.875.000 1.1 58.714 3.000.000 6.800.000 1 • 1 20.678.710 3.000.000 230.001 49.799.341 as dividas dos Estados e Municípios e consequentemente os com– promissos no interior e no exterior. Principalmente no exterior. Segue-se. que augmentou a necessid ade de recursos, a todos se im– poz a necess id ade de ouro, aggravada aind a pela baixa constante do cambio que cada vez mais se deprime. E111ittir mais papel-moeda inconversível, foi o remedio .indicado, com que se depreciou ainda [!lais o nosso credito, quando se torna impossível insentivar a entrada de capitaes do exterior. Assim, pratico u-se uma inversão de facto– res, que diviamos buscar em nosso auxilio, em todos os seus basi– cos princípios. Parar, retrograd ar no caminho trilhado, deve ser 0 remedio a indicar, pois, do quadro abaixo nem outra cousa se pode concluir. Neste momento em que luta a Europa inteira em busca do se u equilibrio, convinha lembrar QUINET quando disse- o novo mundo collocado entre a Europa e a Asia parecia destin ado a med iador entre o Oriente e o Occidente . Para isso, precisamos nos apparelhar convenientemente a oc– cupar esse togar que nos foi designado, esse togar que nos com– pete e é unanimemente apontaáo pelos historiadores e scie ntistas que predizem do nosso futuro. O signal - M - indica os Estados em moratoria e - MM - Estados e Municípios. Exccplo o se rviço de copil ação, servi ,no-nos dos apontamentos do • RETROSPECTO do j ornal do Commercio: 1 ANNO DE 1915 RECEITA DESPEZA DEF ICIT 11 .885 8.196 2.994 1.252 1.476 4.25 1 2.648 13.763 2.674 2.0 18 14.726 3.387 10.437 '2.7.465 65.711 6.432 2.457 19.831 4.498 619 206.720 Conlos de réis papel 22.675 8.584 3.539 1.333 1 2.007 3.897 3. 180 14.524 2.672 3.733 18.042 3.663 16.916 33.914 100.159 8.561 2.360 18.983 5.1 85 946 274.873 10.760 388 545 81 531 532 761 !.TI S 3.3 16 276 6.479 6.449 34.44 2. 139 687 327 69.434 • DO EXTERIOR 1 IMPORT. EXPORT. 11.835 64.070 22.509 69.702 4.996 10.1 38 1.1 85 1.327 672 3.886 18.598 2.374 3.368 39. o 22,59 1 7.702 6.895 503 30.183 102. 199 1.109 22.9 2 244.293 176.355 156. 87 465.213 .409 33.565 4.936 4.669 42.347 1 ' 15.805 2.440 5,147 ---1 5 3.146 1.022.574

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