Industria manufactureira nossas condições economicas permitem a sua organização
2 - a outra lei que não seja a de nossa ingenuidade, para não da rmos denominação ta lvez mais justa , a inda que mais offensiva de nossa competencia . . . Em consequencia dessas normas, num inte rcambio desgarantido, sem pagamentos a prasos curtos, a vida foi necessaria mente encarecendo pela facilidade de uns e am– bições ele outros, á medida que os tempos passavam e o progresso da navegação permittia um transporte me1103 tra ba lhoso e mais seg uro do que o primiti vo. Reproduzindo aqui conceitos de todos conhecidos, não é meu intuito estudar as causas da crise que assoberba a Amazonia, senão dizer que não é um produc to fôrro o da borracha, de modo a podermos dis por d'elle a nosso ta lante. Sem uma reforma completa de costumes commer– ciaes, fugindo a essa praxe que nos deprime, não será salva a tenta tiva da indus tria ma nufactureira de gomma elastica. As g ra ndes fabricas desses artefactos precisarão de capitaes immensos, que não possuimos, e nas condições que nos achamos de obliteração dos bons costumes, andando o dinheiro á mercê da chicana impudente e do julgamento vacillante de magistrados nem sempre á a ltura do cargo, não haverá quem nol-o adeante sem temor. P orque é necessario que se garanta o fructo do t ra– ba lho , que se o ponha a salvo das a rtimanhas dos inescru– pulosos, pa ra que na tura lmente elle nos procure. As pequenas fabricas, destinadas a uma producção muito r eduzida, não tra riam vantagens . Havia mistér de impostos prohibitivos do producto extra ngeiro , como é de praxe entre nós, qua ndo ha simila r no paiz, e o nosso, por causa da mãb de obra elevada sahiria caro e não chegaria para o consumo. De r esto, que quantidade diminuta iríamos absorver da producção a nnua l, a inda assim mendigando favores de toda a especie dos poderes publicos e prejudica ndo o par– ticular com offertas medíocr es? E não se dessem esses favores especialíssimos e a fabrica não supporta ria a competencia dos preços do res– tante da ma te ria prima a exporta r e até dos objectos im– ·portados, necessariamente ma is convida tivos. . No presente mom<:nto, não me pa rece aconselhavel a ind'usti:-ia nianufactureira, sem que as nossas normas de commerciar. se assentem _-em bases mais seguras e dessa forma o capital se_possa dizer absolutamente gar antido , ou tanto quanto as le is humanas possam permittir. . .
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