O Azulão n.6 Outubro 1975

' no Fluminense e fez o nome no Remo. torcid a. Então, eu comecei a treinar firme, com vontade, voltei a marcai , tudo melhorou. Renovei meu contrato e me senti mais seguro. Nem por isso o moral de Alcino melhorou. Bom foi sentir-se ídolo da torcida, contar com seu incentivo constante, mesmo nos piores mo– mentos. A coisa andou nem branca nem preta até que, este ano, o Remo contratou Pauio Amaral. - Com ele eu fiquei completamente à von– tade. Todos sabem que Paulo Amaral é um homem que gosta das coisas certas e de pes– soas corretas. Se eu não fosse um cara bom, por que ele iria me ajudar? Sistemático, para Paulo Amaral não existe meio termo em questões de disciplina. Ou é ou não é. E se Alcino conta com seu apoio é porque anda na linha, cumpre suas obrigações, dentro e fora de campo. O que não é suficiente para O jogador, que se acha um homem marcado no Sul pelo que aconteceu no seu passado, fato que o impede de ser contratado por um clube grande. - Sou um cara caseiro, não saio à noite. A d iretoria do Remo confia em mim. nos meus . gols, sabe que eu me cU1do da melhor maneiro po~sível. Sou eu quem ganha com isso, pois meus gols me valorizam . Com os gols de Alcino O Remo foi campeão paraense dc~te ano. Ele marcou "!I. formando uma dupla ~nfcroal com Mesquita. _ Esse tune do Remo cstú torrnado de de o começo do ,tno passado somos in11ito u111- dos Neste Brnsilc1rÓ temos' boas oportunidade~ de ir à~ ,emifinais na frente de todo n clu– hc.s do Norte. Realmente o Remo mostra um time certinho, de excelente preparo físico, que não treme nem mesmo quando tem pela frente adversários de grande categoria. Em Belo Horizonte, empa– tou com o Cruzeiro. Em casa, sofreu um gol do Fluminense e acabou vencendo por 2 a 1 - gols de Alcino. Isso, entretanto, não é suficiente para o centroavante. Ele se conside– ra jogador para um grande do Sul. - Olha, a mina está no <Sul. Tem só jogão. A gente aparece, ganha mais dinheiro, fica mais tempo na vitrine. Eu gosto do Remo, adoro a torcida. Adoro mesmo. Mas não dá. Tenho futebol para o Sul, não para o Norte. Alcino ganha 10 000 cruzeiros mensais - e acha que pode chegar a muito mais no Sul. · Se o Remo o vender, ele casa e parte disposto a se afirmar de uma vez por todas. - A própria imprensa do Pará diz que meu futebol é para o Sul. Em termos de pro– gresso, tenho de sair para clubes do Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou Porto Alegre. Três clubes já pretenderam comprá-lo: Vas– co, América e Coríntians. O que andou mais pe_rto foi o paulista, que ofereceu 600 000 cru– zeiros por seu passe. O Remo pediu 1 milhão. A conversa morreu diante da disparidade en– tre proposta e pedido. Mesmo assim, Alci no acredita que logo terá uma nova oportunidade, pois atravessa excelente forma e, melhor, tem feito muitos gols. Um milhão de amigos Dinheiro, par-a Alcino é acertar sozinho na Loteria Esportiva. Com o futebol ele pode ga– ran tir o futuro, mas jamais se tornará um milionário. - A meno~ que eu entre numa transação louca, surja aí um desses espanhóis e o Remo venda o meu passe por um absurdo e _eu ~a– nhe uma boa nota com os 15% . No mais, fico com meu sonho de ganhar na Esportiva. O fu– tebol é tudo para mim. Adoro a vida de Joga– dor. Adoro mesmo. A gente é bem tratado pelo clube, pois os d irigentes sabem que precisamos disso para render cm campo. Tudo depende do jogado1. Se ele não quer nada, não dá pé. t claro que todo jogador precisa de apoio, co– mo eu tive do Paulo Amaral, o homem que me deu mais- moral, mais confiança em minha carreira . Caçula numa famili a de seis irmão!> - todos casados -, Alcino se sente responsável pelo sustento da mãe e pura ela envia boa parcela do que ganhe. - A gente tem de batalhar com e~perança. Eu esqueço todas u, cmsas más que acontece– ram comigo. O negócio é c, ~e. Pouco a pou~o vou chegando onde quero, sem sequer olhar para trá, . Olhando quuse sempre para baixo por causa de ~ua altura - t 90111 -. Alcino consegue , fazer entcnc1ido ~om pouca• palavrus. pob su11, fras slio tüo ohjettvas quanto ·cw; mo– vimento, dentro da área. Mágoos, ni'il, tem. n ,eia apenas e q11ecer tm~ poucos que tenta– ram feri-lo nu hora pit11 , No durn mosmo. eu só quero ter um m1lh o .1.., m1al)s. Sénilo A, Cnn· lho G IS! O Llvro-Album A Formula 1 moderna" ricamente ilustrado a coros com toda a historia do Automobilismo 260 P*ginos capa dura. grevaçao dourada r---------- -,..-- 1 00s010 rocobor pelo r om- crnr1F1CA 1 bolso postal o REI 0Gt0 DO º\1~t fMERSON por Cr~ 38'i,OO 1 ., ~u=~ 1 livro d outr s d • posn 1 Homo I F.ndureço I GIIIOdl' F1t1do CEr

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0