O Azulão n.6 Outubro 1975

Ele começou no Mengo, passou pelo Madureira, quase ficou em Be!ém. ' Alcino, centroavante e ar- REGENERADO U :i~:~ci 0 ::,e:;f~1°:~:~rr:} 0 :i 0 ! s PE~OS GOL' s ~;ae;~::t:~:2:~~:t::~~~ºÍtii:fe!i:~::fi ter chegado a hora de voltar ao Sul. De ca- beça erguida e passado enterrado. 1 - Estou marcado por calúnias, por juízos de gente que nada sabe de minha vida, dos meus problemas, do que sou. Eu sou um cara limpo, livre de todos os problemas, inocente de tudo o que me acusaram, absolvido pela Justiça. muitos gols que tem marcado abriram para . Alcino as portas do futuro. Ele só spede que todos esqueçam seu passado de erros. u , Era uma vez um menino pobre de um pobre subúrbio carioca. Um menino que gostava de correr atrás da bola, que pensou ter aberto as portas do paraíso quando conseguiu uma opor– tunidade no Flamengo. Aí seu pai morreu o que Alcino ganhava era insuficiente arébmes· a o clu e - mo para as passagens de casa par que ele abandonou. T . a vida de ou- 1ve de parar para tentar tra maneira. . . O desespero é mau conselheiro. ~em dmhe1- ro para cuidar da mãe doente, Alcmo apelou, meteu se co . • passou para o lado - m marg10a1s, . sempre visado 1 1 . r,.,{as estava escrito que . pe a et. . ade Alcmo teria nova oportunid · Fl Dois anos depois de abandonar o a~engo, ele voltou ao futebol: treinou ~urante seis me– ses no Flu • de não ficou apenas Por• mmense, on M que tinha de gaveta com o a- um contrato dureira, que não quis Jiberá-lo. A • "dade Primeira oportun• . Ar· 1 araense Assis, zagueiro ina , em 1970 o P . . . do Fluminense indicou AlcJOO a um du1gent do Remo. Tudo acertado (e o passado esque– cido). o carioca foi tentar a sorte º<:> Nort~ Deu-se bem . Tanto que .seu nome Já hav1 chegado ao Sul quando e_stourou a bomba Alcino fora condenado a cinco anos e quat meses de reclusão, por um assalto cometido Rio. Alcino era vítima de um erro duplo. condenação recaía sobre um jovem ~len~ de te recuperado. E mais: era consequência um erro cometido quando ele era penaJment inimputável pois então era m enor. , b , . so que C\ - Esse problem a aca ou e e 1s quero que todos entend am. E u não sou, nunc fui , nada do que me tach aram. Serã que _ni n– guém compreende o que um homem na mmh situação estava sofrendo? A lguns compreenderam o erro que o meni no A lcino cometera no pa!>sado - e for an eles q ue partiram para reformular o erro mai cometido pela Justiça, ao condená-lo. Outr a·proveitaram seu natural descontrole par tentar queimá-lo de uma vez ou até faze-\ voltar à marginalidade. Caso do então d ir~t Roberto Macedo - o mesmo que fez c:imp nha contra Nelinho e conseguiu que o Rcn, o mandasse embora -, que começou a f \ mal de Alcino. A coisa só não deu certo Pt qu-, o clube resolveu apoiar o atacante, q\ atinai se viu livre do perseguidor. Olha, eu passei por maus momcoh1s. ( gols não saíam e eu devia uma ..-xplic.u;ih

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