Anuário comercial brasileiro fundado em 1935

ANUÁRIO COMERCIAL SRASILE 1 1RO ESTADO DO PARÁ ... O E0tado do ~ará Sítuaçâo O Estado do P a r á, com 1 . 216 . 726 km. e 1 . 123 . 273 habitantes, con s ti t ui uma pa r te, e a s ua capital o entreposto comercial, da Amazô– nia b r a sileira, r egião fisiográfica e geo-econô– n i:!a homogen ea , com cêrca de quatro mllhões cie km . e população pouco superior a dois milhões. A Amazôn ia apresenta a mais vas ta e opu– J f::nta floresta tropical, de continuida de em t n ra s en xu t a s e inundáveis a p enas interrom – p ida I?ºr m a n cI?-as campestr es, e p ela r êde h i – ctrogr a fica do no Amazonas e seus t r ibutá rios d': 3 . 500 . 000 km., com grande p ercurso nave– ira vel, do qua l uma p arte consider á vel p a r a n a vios de a lto calado. É de g rand e_ riqueza potencial, explorada ~,r.ien a s a p1:octu çao silvestre por uma popula ção 1 •scassa e disp ersa, d e meios de co111.unlc'l.cão e transpo,r te insuficientes, s ervicos de saúcl.:·..: de edu caçu.o ex íguos , utilização- de m aquiná ria n ula . Dun m te m a is el e meio sécuJ 0. criou e rio – m inou o mercado in ternacion a l ·da borracha, concentr a ndo n esse pr oduto t ôda s as sua s a ti– vidades, la r gam en te compensa das p a ra se asse– gurar da p ermuta dos bens de consumo essen– cial e supérfluo, com uma euforia comer cial de ~.!ta r epercm,são n a ba la n ça externa do pa ís . Veio, porém, a con corrên cia rios ser ingais do Orien te , agrícola e comercialmen te orga– niza da, e a Am a zônia sofreu grave colapso t.::'11 1912. T ::ve, en tão, de r ecorrer a a ntigas atividades para sobreviver e, sem a ba ndona r a borracha e çongen eres, cuidou da exploração d a castanha e out r as oleoginosa s, madeira, bá lsamos, essên– cias , r as inas, fibras e peles ; da lavoura do a l– vodã'- caca u , tabaco, ca n a de a çucare cereais ; da pecu :c..ria. p esca e caça; tudo p or processos r udimenta r es e em escala p recá r ia . Sem r _ set vas cte capit a l n em facllfda d e d e cc<>clito p r;.r a a ela borlll;ão, t r ansporte e dl~trl – b uiçã o d os seus p rodutos, silvestres na sua Econômica quase tot:llidade , e da su a exporta9ão depen – dendo a import a ção de a r ti 9 o_s fabnca~os, uti– lida des e generos aliment1c1os, contmuou a. Ama2:ô11ia en t regue aos m erca dos com~ra dor:es> tstr a n geiros e n a cionais, na e~colha . fmanc1~– men t o, tr:1nsporte e colocaçao da produçao r egiona l. Em 1942 um convenio b rasileiro-norte– americano s~correu-se dos seringais 1:1-at ivos _da. Amazônia. p a ra fornecer ~orr acha as Naço~s – Unidas, priva das, p elo Orien te, ?~ a basteci– m en to dessa m a t éria prima estr ategica, um dos. fatores da vitória . Vol tou a Ama zônia à prefer éncia dessa p ro– dução. De 1943 a 47, n a vigê1;1cia dêsse ?Onve– nio, a p r odução gomífer a subm d e 24 m D: a 33 m il tons ., n ã o só satisfazendo-o, mas criando. a in dúst ria nacion a l de artefatos, no sul do 'pais Esta po rém consumia a inda 15 m il ton s. c,uando ' cessou ' a exportação d_ecorr en t e do conven io e sendo en tão muito ba ixos os preços. dos m er ~ados in terna ciona is da borracha, a. p rodu ção amazônica desorganizou-se e caiu par a 23 mll ton s . em 1950, enqua n to n esse t r ie– Hlo um surtn surpreendente da indústria na– cion a l de a rtefatos con sumia os estoqu es, a.. producã o e ch egava à importaçã o da borrach a . es tr a n geira. Idên tica t or n ara-se a sit u a çã o da juticul– tura r egional qu e, incipient e, esforçava-se no a mparo à indús tria n a ciona l de a m agem du – r a n te a guerra e estava p reterida p ela imnor– taçã o indiana. Os d em ais p rodutos a m azi .-ü – f'.OS lutavam por cqlocação, ex igindo operações vl nculadas . Mas a gu erra vier a acen t u ar a importâ ncia da Amazônia como ba se militar, fon te d e_ ma– tér ia s p rimas es t r atégicas e va si? demogr ~fic?> despertando no govêrno bra silen:o a u r!fenc1a. da su a ocup a <,:âo efetiva como 11nposiçao da unida d e n a cional e de a p roveitamento de ri– Quezas. - 'i

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0