Anuário comercial brasileiro fundado em 1935
ESTADO DO PARA O oleo de Patauá e Bacaba revelam teõr analít ico idêntico ao do oleo de Oliveira, o Tucumã e Mlrití fornecem vitaminas cinco vezes mais do que a Cenoura, o Babaçú e deze– nas outras são de uso alimentício, indus trial e meaicinal. Está projetada pelo govêrno federal em cooperacão com a iniciativa privada, a insta– lação de annazens de secagem e postos de beneficiamento nas zonas produtoras, e em Belém de uma refinaria para oleos, e uma fábrica central para manteiga e ,gorduras ANUARIO COMERCIAL 5RASILEIRO como preciosa contribuição a o abasteclmenlo alimenta r da Amazônia e do pais. O aproveitamen to atua l da ocorrência na– tiva de oleaginosas, pode ser cla ssificado de nulo, em relação ao seu pot encia l, dos maiores, ~;en&o o maior, que o m undo · apresenta. Há uma centena de espécies e variedades conhecidas pela t radição indigêna e empírica. e muitas outras ainda por investiga r . E uma das grandes riquezas da região, a esp era de ut ilisação p a ra as satisfazer a fome rJ e gordura s vegeta is, gera l no mundo. PECUARIA E PESCA o Pará possúe vastos campos' naturais, de bõa forragem e a i;uada, e extensa. rêde fluvial e lacustre e cost as ~ceâpicas. Entretanto, a pecuária e a pesca nao sa~ suficientes para o abastecimento da populaçao, qu~ viv~ na d1;– pendêncta de onerosa tmportaçao desses g~– neros allmentíclos. Os rebanhos bovinos sao avaliados em 800 mil rêses, co~ a cóta de 10% de abate e pêso de 148 quilos hquldos por uni- dade, ou 32 . 438 quilos diá rios para urna po– pulação de 1 . 123 . 273 pessôas. . O pescado fres e.o tornou-se escasso na ca _ pltal, sendo abundante no interior do Est a .., '=> Um progra~a bem estudado, está tendo lnÍ– cio de execuçao, no sentido da melhoria dos rebanhos, quer para corte, quer para leite e seus dcriva~os! as~im como de organização d~ pesca, sob md1ca çao d e m étodos ::i tualisados. OUTROS PRODUTOS 1948 1949 1950 Em qui!OS 206 .873 160 . 327 208 . 991 Resin!"- J ut a1c~ca . . . 20 . 999 4 . 930 4 . 485 Tlmbo em raiz · · · · 652 8h5 7 Conchas marinhas 504 •587 · 0 89 •701 Peles silves tres . . . 363 . 742 271!. 147 351. 273 0 timbó estimulou a fabricaçao local do pó para exporta r , mas pouco tempo depois, devi– do a ocorrência n i:itiva ser devastad~ nos pon – t os óe acesso econômico, as usi~as fo~am desa – parecen do. uma a uma. Precarlas m~clatlvas de cul t ura não deram r esul tado, e n~o fram repetidas n ovas e em mel!1ores ~ondlçoes, com a seleção das va riedades e.e mal _r rendimento, processada pelo Jn,<; ti t u to Agronoml~o do Nor - t.e. Dai o decréscimo contínuo da produ - exportação de timbó em raiz. çao e Com as conchas marinhas tem sido n • a perseverança da sua pesca e do seu apotavel ta~ento, que está passando de artefa{ovei– c unsodade de oronunciada aceitação P os . d f' dústrla de botões com largas espectá ti· a ra in– merclals. vas .!O- As peles sllvestres constituem um el de vultosos negócios, com os costumes n emento ttabal_h3:ndo com a produção do Es tad~ Pará. Amazorua em geral, e não r a ro do~ paí e da Lrofes. s es liml- INDUSTRIALISACÃO LOCAL . i E OUTRAS INICIATIVAS o Banco de crédito da Amazôni~ incenti, a n industrialização local das matérias primas Paràenses, e amazônica~ em geral, de mais va- lor econômico e com~rcial. . Fabricacão de aniagem, clrn~' n to, pasta de madeira acha-se em orgai:ilzaçao, e em estu– do a de '0utras ma téria? primas, é! :,.;l.. 1 como a atualização do maquini:lrJO de transformação "Kistente. . • t Intenso O esforço dêsse 1_nsti vto de cré – <ltto e investimentos, 11d. mluçao d (} forca ma– triz que imediata por vi a t crmo- r; '.étrica, quel· J'l()r Via do aprovcltan:_ie~ t o da r 111•1 gw. hidrau lica que a bacia amazonica. possa prop0rcfon;,.r . 1, t também seu propósito cstabclccc-r, cc,mr · 1ntclou, o sistema de granjas, nos cenL10,., - 22 produt ores .e em tõrno dos núcleos de d en clda– r!F ,demo~rafica, p a ra o seu abastecimen to rodo esse programa de renovação das · dições de t_ra ~a lh o, vem acompanhado da c~1!: CPssaria as1s tencia ao trabalhador que r co 1 - f " 1 • ma ec.:ucaça o pro 1ss onal, quer com a assintên 1 de subsistên cia e social. '' c a Dêsse modo, o custo d a a tu:::.l roduçã o ., a di5ciplina d esta_ e d e n ova que futur anic (itt– ~u .. r,11·, h a b111tarao os nosso.-: p ro ,l 1t os a o ,teéf-. so dos m ercados consumido r es, 3,'>tra n ge1ro~ nacionais, evitando o congelamer to ~e a tgur.uJ como vem suceden do d evido a o :1esmvrlnmen– to dos preços do custo e c,.,ns;.mo. É êsse o p anorama ~co ~1Õl lco do P ar:'\ nos. ú ltimos .anos. '
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0