82 danar sangue. . . aquelles labios, qne pedem beijos escaldantes de volupia, como a flor pede orvalho em manhãs de estio. Na purpurea côr d'aquelles labios presente- se o es aar dos desejos palpitantes, que rnlam-Jhe em on- º 1· elas pela alma toda, a tressuarem sensua ismo , a po- rejarem -yolupia. Ha fogo ali , muito fogo , como e um incendio de paixões, no estertoro~o crescendo de i::ias labareda s, a devora sse interiormente, faz endo-a contorcer-se em cri spações agudas e febrio , as de alguma cousa qu e quer es taJa r. Oh l se eu podesse __:_como aquella fita que enla– ça-lhe os cabellos , quando ella se proclina á janel– la,- sentir-lh e a calidez das emanações boas, exha– lantes da sua epiderme aveludada e setinosa ! .. . Mas o meu destino é bem diverso do d'aqrn%1 fita azul ,-que odeio devera s; e por isso con olo-me em contemplai-a bella, soberba , bonita,- quando o sol parece baixar á terra e a noite subir ao céo– rleixando transparecer pelas depressões do corpete a casti gante primorosidade de ua cintura. · Oh ! que bello é vel-a as im, n'esse momento. de longe, bem rl e longe , quando a tarde fie. ce e a 1Íoile sobe. 29 de Março de 1890.

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