Patoral em prol da saúde corporal e espiritual dos nossos diocesanos do interior. 2ª edição
- 14 As fontes do mal Os habitantes do interior em geral são ávi– dM de remedios, mas dcscuram por completo a higiene. Essa incoerencia, profundamente lumen– ta vel, torna realmente impossível o saneamrnto rural. Quando ouvem dizer que qualquer cousa faz bem para determinada enfermidade logo se persuadem disso e querem experimentar. A 's vezes, esses rcmedios aconselhados são contra indicados pelo bom senso; mas vindo com o ro– tulo de medicamento exercem certa fascinação sobre o espirito ingenuo do homem rustico. En– tretanto essa s0licitude pelo uso de remedios se alía como dizíamos, ao menosprezo por tudo quanto a higiene precC'ilúa de mais comesinho. Quantas vezes o doente torna seus remedios e conjuntamente nova dose de gcrmens da mo– l~c,tia que pretende combater. Antes de pensar uma fPrida, lava-a com agua contaminada. Põe– se a tratar de enfermidade cujo fóco está junto á casa ou dentro dela e o não remove. Vive em promiscuidade com enfermos que Jhe transmittem o morbus, não se precavê contra o contagio ; mas. . . ingere sempre remedios contra a enfer– midade. Nossos governos tccm gasto não pouco di– nheiro para combater o paludismo nos municípios infestados. Mas o paludismo é enfermidade que não imunisa a vitima, como a varíola, por exem-
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