Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos

t.i INTRODUCÇÃO 9 ~---------==- - ------- ~-= iam ser entre os selvagens quaes sentinellas perdidas da civi– lização· todos esses partiam com a cn1z em uma das m ã os, na outra a espada, a conquistar não já o s~nto sepulcro, mas o cubiçado vellocino_da fabula . Esta exploração do novo continente pelos povos his panos era um legitimo desforço do passado, com que se estabelecia uma especie de compensação historic;t. Da mesma forma que os fi lões metalicos da Peninsula tinham, em outras eras , cha– mado os phenicios, e as amenidades do clima as tribus arabi– cas, assim estas populações, efnpobrecidas por sete seculos de luctas continuas, se arremessaram ern vertiginoso ímpeto á conquista das terras feraci ssimas, onde deviam encontrar inau– ditas riquezas. As perseverantes tentativas, por meio das qua es a Idade Média procurara debalde a producção do ouro , vi am -se pre– miadas. A alchimia era alfim uma realidade , m as d e outra. ordem ; ou, melhor, a extraordinaria scie ncia h e rme ti ca p e rdia a razão de ser. Bastava atravessa r o oceano e p e netrar no interior das terras: lá se cavava ouro á s aci edade. Os indíge– nas attonitos abriam sem cli fli culdacle m ão d esse m e ta l, bri– lhante porém vulgar, quasi inutil ; e, quanto mai s d adivosos se mostravam, tanto mais viam crescer a extra nha avidez d os invasores. Em breve Pjzarro e Cortez assombraram, co m a atrocidade do seu proceder, as crudelissimas populações ame– ricanas, deixando na historia a recordação d a m a is sang uina– ria fe reza. De França e Inglaterra saíam tambe m a s expedi ções a ven– turosas; e tão fo rte era a preoccupação d o mina nte q ue muitos navegadores contaram de viagens que nunca t inham fei t o, d e paizes que só pela imaginação haviam d escob ert o . Entretanto ia-se arraigando nas imaginações a c rença em uma região phantastica, cuj o seio abrigava inca lcul aveis the– souros, occultos por obstaculos quasi ins upe rave is. o ma is recondito do continente americano devia t e r a ssento o myst e– rioso paiz cio ht-Dort1do. Para ellc co1-i-ia m os a mbiciosos e , quer entrassem pelas gargantas do Oren oco, que r s ubissem a correnteza do rio da Prata, sempre a mesma inter rogação fa– ziam aos indigenas surpresos, que tambem sempre ao sabôr elas pergun tas respondiam. Est:i lenda sub s isti11 por mai s d e

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