Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos

34 OS JESUITJ.S NO GRÃO-PARA qualificadas do districto; com direitos adquiridos requeriam para si os franciscanos; mas pertenceu a palma aos jesuitas. Com grande escandalo dos frades menores, a Real Academia de Quito elegeu para a honrosa missão os padres André de Artieda e Christovam de Acuiia da Companhia. O ultimo foi o autor da relação que, saíndo a publico, tornou famosa esta viat;em. Chegara dezembro de 1(:i39, e a doze do mez entrou a frota em Belem, decorridos mais de dois annos que partira de Gu– rupá. Pode di zer-se que aqui termina o periodo da descoberta. Todas as explorações, realizadas em seguida, não são mais que inevitaveis corollarios dest;i feli z jornada. Não obstante, es– cassa gloria adquiriu para .•i a principal personagem della. O nome do jesuita sobrepoz-se ao de Pedro Teixeira na memo– ria da posteridade; os leigo? franci scanos desappareceram; do soldado Francisco F ernand~s . que t eve a afortunada idéa de imitar o desertor de Pizarro, ninguem sabe. O proprio rio per– deu a denominação passag~ira, que recordava um facto, em que tomara parte a gente seraphica. Christ ovam de Acuna não desprezou a lenda das c:1mazonas; avigorou -a, pelo contra– rio, com testemunho novo. Tres ·ordens religiosas se punham de accordo para impôr á •c,edulidade universal a patranha de Ore!lana, e succedeu ernfim que só por ella a desig nação geo– graphica se vincula á lembr;\nça do primeiro descobridor. • \

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