Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos
... 16 OS JESU ITAS NO GRÃO-PARA ----- mendo a p or or óca, se ausentara para nunca mais voltar. Cor– reu para noroeste e, até hoje, duas g randes nações discutem qual fosse o rio onde entrou em seguida, e a que deixou seu nome. Entretanto apparece o mar doce desi g nado por Mara– nhão . Quem tal lhe chamou ? Outro navegante? Algum com– panheiro de Pinzon? O capricho de um cartog rapho, menos justificado que esse de onde Vespucio alcançou fama ? Nin– g uem o sabe. O problema fica insoluvel, e o appellido de Pin– zon, que não teve logar no maio r descobrimento, mal se fi xará nos pequenos cursos de ag ua, em cuja escolha di sputam os geog raphos. A s ironias do destino não param ahi. E sbulhado, não sa– bemos po r quaes circums tancias, da honra do nome, Pinzon t eve tambem competidor na prima zia do descobrimento. Pre– tendem-na para si os fran cezes . Sustentam que o andaluz aprendera a derrota do piloto João Cousin, e na precedente viagem ensinara o caminho a Colombo. D esta arte, de um só golpe, se aniqu ila a gloria do genovez, e a iniciativa do mari– nhei ro de Pa ios. Sómente as provas faltecem. Providencia l in– cendio destruiu os archivos de Dieppe, e a co rrente da. hist o– ria. continúa inalteravel. J oão Co usin permanece de finitivamente nos domin ios da fabula . Não é ve rdade que D iogo de Ordas tenha, em 1530, subido o Amazonas, como a lg uns sustent am. Mal info rmados compi – ladores confundiram este rio com o O renoco. Em 1 535 a ex– ped ição de Ayres da Cunha, em cuj a donat aria dev ia caber o rio descoberto por Pinzon, perde-se onde fi cou sendo o nosso Maranhão. Até I 540, á passagem do Orell ana, nenhum outro europeu, de que haja not icia, cruzou as aguas do g igante est ua– rio. Então todas as lendas vagueantes nos espí ritos adquirem foros de real. O Renasciment o prest a éÍ. bruteza dos selvagens a poesia da antiguidade. As amazonas passam da Grecia pagã para os recessos da America meridional. Ore llana as viu, segundo diz, com seus olhos; Raleigh considera a exis– tencia deli as a ma_is lisongeira homenagem á rainha virgem ; e, em . meados do seculo XVIII, na vespera da Encyclopedia, o sab10 La Condamine recolhia, nos proprios Jogares , informa– ções que o levavam a não contestar a. boa fé do avent ureiro castelhano. • ' r \ ' -·
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