Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos
r O ORGAN ISMO COLON IAL 145 citai-o a comparecer na côrte, com um dos vereadores, para responder pelos actos de sua administração. Ainda assim, não obstando os abusos e flag rantes usurpações, eram as vereações uma solida barreira, opposta aos excessos das autoridades rei– ni colas. E sta mag istratura popular e local, deliberando, nos casos importantes, com os votos da nobreza, milicia e clero, em assembl ea denominada :/unta gn·al, figurava bem a auto– nomia dos antigos concelhos, suffocada pela expansão do po– der régio, mas cuja tradição nunca fôra de todo obliterada em Po rtugal. D esde l 6 l 8, quando Caldeira Castello Branco, fundador d~ . colonia, foi deposto e preso no Pa rá , as desordens e levantes populares são factos quasi contínuos. Até 1628 succedem-se as contendas pela p osse do governo. E m 162 5 tumultos, a proposito da lei sobre as administrações de índios, que os moradores não cumpriram. Novos motins em 1628 , por serem abolidos os resgates. E m 1634 sedição contra o capi tão-mór Lui z do R ego Barros que, apeado do cargo, vae p rocu rar a São Luiz refug io , e soccorro para restabelecer o principio da autoridade. Em 1677 conjuração dos habitantes contra o go– vernador Pedro Cesar; nella tomaram parte, com os secula res, alg uns clerigos; mallogrou-se por denuncia dos reli giosos da Companhia de J esus. L ogo q ue est es ultimos se es tabelecem na capitania, prin– cip iam contra elles os movimentos populares, em sympathi a com os q ue periodicamente se davam no Mara nhão. Já em 164 2, quando o padre Lu iz F ig ueira naufragou na costa da ilha do Sol, os portug uezes se tinham levantado na cidade, dispostos a impedir O desemba rq ue dos missiona rios. DaSi al– t erações a isto post eriores j á sabemos. E m I 655 a irritação, a t é ahi la tente, re~enta em desordens na povoação de Gu- , padres sao presos t rupa; os , e ransportados em canôa com boa escolta ate p_erto do Pará. E m I 66 r ' sublevação em Bele n 1 . apprehensao e embai·q d · - s ' . ue o pessoal das m1ssoe · o anno . seg_umte ~s tumul tos, ainda mot ivados por nego- cios dos Jesu1tas, sao contra o ouv1·do . I furrindo _ . r geia , que, i:-- l)ara O Maranhao, assi m se evade á fu • 1 T d stes n a popu ar. o os e motins eram, como os da capitania vizinha , fomen t ados pela Cama ra , que entretanto não percl 'ia te 1 1 -e mpo, req uerenc o semp 19 - .... ~ -- - --~ -
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