Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos
O ORGAN J::;~1O COLON IAL 131 ido á conquista, os que chegavam com os governadores, e ou– tros - « rendidos pelos hollandezes na costa de Pernambuco, os quaes rôtos e despidos lançavam pela costa abaixo, e se vinham recolher ao Maranhão » 1 . Os degredados eram muitos, mas não se comparem á ralé de criminosos, com que depois se povoou a Australia. Pela barbara legislação vigente, deli– ctos leves, futeis peccadilhos, simples trang ressões de lei se puniam com deg redo. O juizo ecclesiastico avolumava o nu– mero dos sentenciados. De tão pouca importancia eram as cul– pas, que o regimento do governador André Vida! de Negrei– ros 2 autoriza a nomear para cargos de justiça os que não tenham sido condemnados por furto, fal sidade, 01t outros cn·– mes de naºm ezemplo. Não é ocioso insistir na intelligencia disto, que póde expungir de má fama velhas genealog ias, vin– das do tempo da conquista. No principio se contavam tambem alg uns extrangeiros, sobreviventes das expedições anniquiladas pelos p ortug 11ezes. Foi um desses que, tendo conseguido voltar á Hollanda, sua patria, foi em 1628 levantar o forte de Tucujús, t omado no anno seguinte por Pedro T eixeira. Dos prisioneiros feitos nessa occasião, ainda em 1643 restavam alguns. e O Pará Grande (escreve Maximiliano _Schade, official da Companhia das Indias), achei neerlandezes, mglezes e pessoas de differentes nações, que ali se conservavam captivos » a_ Antonio Vieira avaliava no Pa~á a população da cidade em oitenta moradores ~- E ste numero tem parecido diminuto a alguns. Não se julgará assim entendendo por moradores a gente grada, chefes de familia, que eram os povoadores do territorio. A peonagem, soldados e religiosos não entravam no to· e incluindo os que · · compu ' , . - v1v1am em s uas terras, e os que anelavam nas expechçoe~ pelo interior, não estaremos longe do 1 1 de Manoel David So t 1\ . - ca cu o u o !fa1or que em rep resentaçao dirigida ao Conselho Ultramarino ' . do- . , contava se tecentos mo1a res portuguezes nas seis capitanias do Estado. Outro escript o, 1 A NTONIO VIEIRA, Resposta aos ca1w 1 1 . L 'l" li OS, Clt 2 Cit. por J. F. ISBOA, Obras, tom. 3 _ · 3 Doe. hollandczes em C. MENDE ,,,. · 1 s, ,. ,em do A'a1·a l - ~ Respostaaoscap1t110s, cit. 25 _ · 1 ' nmo.
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