Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos
1 26 OS J ESU ITAS NO Glv\O- PARr\ crystal de pedra fini ssima, ambar, muitos mineraes de p rata , de ouro, e de outros metaes ; tambem ha pedras preciosas e cordiaes, além de outras muitas preciosidades, que se conside– ram ainda incognitas - » 1. Tal era a fascinante miragem, que attraía para distantes expedições os primeiros descobridores. Voltavam elles com as mãos vazias; mas a sua missão historica fôra cumprida. A cu– biça abria á civilização os penetraes do Novo Continente. II Á falta de ou ro, prata e pedras preciosas, não eram para desdenhar as riquezas vegetaes, que o solo feracissimo produ– zia sem cultura. A baunilha, o cacau, a canel\a , o cravo, as raizes aromaticas abundavam no seio das matas. R ecolher as drogas do sertão era uma das occupações preferidas dos colo– nos. Em seguida á attracção do ouro, sem comtudo destruil-a, veio e~ta outra tentar a avidez dos conquistadores, creando novo incentivo á exploração do territorio. Pouco e pouco, ia-se rasgando o véo mysterioso, que desde a viagem de Orellana tantas tentativas abortadas tinham dei– xado pairar, sobre esta parte do novo Mundo. Tarde haviam chegado os portuguezes, e já por outros precedidos no descobri– mento; mas, impellidos por seu genio aven turoso, e sobretudo pelo espirito mercantil , em pouco tempo levaram suas embar– cações aos mais reconditos tributarias do rio -mar. A mesqui– nha povoação, que tinham fu ndado, longe, mai s do que cum– pria, do oceano, não tinha importancia como cidade: era ape• nas um cáes de desembarque e um ponto de partida; mas tambem o centro de onde as ambições insaciaveis irradiavam, procurando riquezas. Aos dois motivos principaes, já apontados, da rapida ex– pansão dos colonos pelo interior das terras, temos de accres- 1 «Representação que se fez a El-Rci Dom João v», etc. , cit. ()
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