Os Jesuítas no Gão-Pará suas missões e a colonização bosquejo histórico com vários documentos inéditos

o , O O RGAN l::,~1O CO L ON IAL 1 2 5 Amazonas, « a que chamam Curupap, e tiram ouro das mãos dos gentios ». - Sabemos que em I 6 56 a expedição ao rio Pacajá, onde morren o jesuita João de Souto Maior, se cha– mou Viagem do ouro ; tinham ido nella mineiros de profissão , com todas as ferramentas precisas. Já antes, em I 637. na fa– mosa jornada de Quito, havia Pedro Teixeira descoberto o R io do 0 1wo, limite das possessões de Portugal com Castella. É de suppôr que o audacioso explorador levasse em mente chegar ao Lag o Dourado ou de Pa,·imé que, segundo a geo– g raphia dos crentes, ficava « entre a cidade de Santa F é e o rio das Amazonas, em os dilatados plainos de São João, pas– sando umas grandes serranias ». - 1 Nesse logar, asseguram• nos os documentos, - « são tão poderosos os gentios que lan– çavam exercites de quinhentos mil combatentes, com armas offe nsivas e defensivas, todas de ouro e de prata, por não te– rem outro metal ».- 2 Em 1647 nova expedição parte do Pará ao rio do Ouro, mas volta sem ter chegado ao destino. Em 1669 Gonçalo Paes e Manoel Brandão percorrem as t erras do Tocantins, até á bôca do Amazonas, em busca de minas, e abandonam a empresa sem resultado. O padre Antonio Ra– poso Tavares parte de Lisboa com egual fim em 1674. Leva uma carta do príncipe regente para certo aventureiro pal,!lista, que anda~a á caça de indios nas cabeceiras do Tocantins. Contra este caudilho se estava preparando na colonia uma expedição. Embarcou-se o padre, com sequito numeroso de soldados e indios, mas baldadas lhe fôram as pesquisas, re– g ressando elle no anno seguinte , só com a noticia da morte do sertanejo, a quem buscava. As constantes desillusões não dest róem comtudo a enrai– zada convicção dos colonos. As tentativas mallog radas repe– tem-se, favorecidas pelos gover nadores, e animadas por inspi– rações da côrte. Da opulencia da terra ainda em 1 738 escrevia Paulo da Silva Nunes, procurador do Maranhão na côrte, no demorado pleito contra os jesuítas:_ «Ha perolas, aljofares, _1 . «Repr~se~tação que se fez a El-Rei Dom João v, sobre a liberdade e capt1ve1ro dos md1os do Pará e Maranhão ,, . Ms. da Bib. Nac. de Lisboa, im– presso na Chorog-raphia H istorica de Mello Moraes T 2 Idem. ' om. IV.

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