O Governo do Pará e a batalha da produção memorável excursão do coronel Magalhães Barata à região das ilhas

esforços, todos os trabalhos e o dinheiro empregado. Portel, persistente, ainda resiste. Está reduzidis– simo, mas quer mostrar que foi alguma cousa há quarenta anos atraz. Bagre, igualmente está que– rendo mostrar que dalí saíram grandes contribuições para o Estado e grandes lucros para os seus particulares. Estivemos em Breves. Quem conheceu Breves há quarenta anos passados, compreende bem a sua situação. Poderá fazer uma comparação entre a minha primeira Interventoria e o que foi até 1912. Quem por alí passar, há de sentir com certo pesar como foi que os govêrnos deixaram re– trogradar toda a sua grandeza e toda a sua prosperidade. Tudo o que aconteceu foi resultante das grandes facilidades dos créditos, quando os govêrnos não cuidavam de dar a todos o apoio moral com a sua palavra. Cada qual cuidava de si. O govêrno arrancando impostos e o comércio abusando dos créditos. Depois o que verificamos foi a quéda do mercado da borracha e em consequencia as falências sucessivas. E o govêrno não pôde evitar a derrocada que vinha de cima para baixo. Que os seringalis– tas e os aviadores aproveitem a lição do passado. O govêrno de hoje, prevenindo o futuro, não quer desperdiçar o dinheiro público, mas quer trabalho para que à margem de todas as cidades do interior existam as grandes e pequenas industrias. As grandes cidades industriais vêm de uma pequena oficina que vai aumentando, passando de povoação à vila e de vila à cidade. E' através da leitura que temos conhecimento da origem desses grandes centros industriais. Quem desejar conhecer melhor o que estou dizendo vá a São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para saber da origem dos grandes · centros industriais que datam apenas de trinta anos. Tomemos por lição o acontecimento de 1912 e que se prolongou até bem pouco tempo. Com êsse ensinamento o meu govêrno procura saber o que se passa pelos municipios do meu Estado, orientando a todos como devem proceder para que não se repita a ca– tastrofe. Basta percorrer este interior. Encontramos, então, anciãos que foram outrora grandes proprie– tarios de barracões, grandes seringalistas, mas hoje sobrevivem ape:rw.s pela bondade dos filhos ou pela su'a teimosia, fazendo um último esforço no fim da vida para trabalhar e poder viver. Se chegaram a essa triste situação foi porque não tiveram a felicidade de encontrar uma orientação e, como verda– deiros alucinados, confiaram nas facilidades dos créditos. Os poucos que sobrevivem são conhecidos, não indo a meia duzia. Isso foi o ensinamento prático que tiramos desta viagem, verificando "in loco" o que se passa por essas plagas. . . . . Terminando, quero agradecer o bom conv1V10 que tivemos a felicidade de experimentar durante este curto lapso de tempo nesta viagem de inspeção, que outro objetivo não teve se não aquele de garan– tir o futuro deste pedaço do Brasil". 9

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