A Vida de Carlos Gomes

'A V IDA D' E C A R LOS G O ME S 49 cera mudo a um canto da sala. O pobre moço tinha pungente saudade de São Paulo, de Campinas, da familia, e o temor de não rece– ber uma resposta que estivesse de accord com os seus desejos. Na tarde de sabbado, 2 de julho de 1859, quando Antonio Carlos entrava pela cente.,. sima vez no saguão do Correio, a repartição estava inteiramente vasia. Os empregados não estavam no seu posto e o rapaz já se ia retirando, quando o velhinho, com quem de costume se entendia, voltou ao balcão, gri– tando: - "Está hoje de parabens! Chegou em– fim para o senhor uma carta do tamanho de uma pasta de ministro." - "E' verdade, meu amigo ?" - "Olhe . . . uma carta de Campinas está no carimbo !" Carlos Gomes arrancou-lh'a das mãos e rasgo~ soffregamente o enveloppe, de onde saltou uma folha de papel a zul e um raminho de jasmim Estrella. - "Ah, isso é da mana Joaquina _ d minha boa Maninha !" a Mas, a carta era do Pae ; uma carta m ·t · • , . Ul O longa, com um sevenss1mo ' introito" ff• . t , a 1r- mando, ngorosa~en e, a sua autoridade apontando a gr avidade da culpa por Ih h ' · . M . e aver desobedecido. as, em seguida, parece que <i

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