A Vida de Carlos Gomes
l r- A VID A D E CARLOS GO MES 247 perder o seu adorado filho varão, o desvelo, a esperança, o encanto de toda a sua vida! O filho em quem depositára sua f é mais viva, o seu querido Carleto, adoecêra no momento em que lhe faltavam os meios de mandal-o para as montanhas, no Sanatorio indicado pelos medicas! Fizera então os maiores sacrificios · ' ·empenhou tudo que tinha, fez dividas pesa- das e mandou Carlos André para um clima melhor do que o de Milão. Sua angustia era indizivel-, não fallava em outra cousa e tam– bem ou mal de sua garganta peorava sempre mas não queria ainda se submetter a um tra– tamento qualquer! Corria o mez de outubro de 1894. Foi tambem a época em que no Rio de Janeiro se incendiava o Theatro Polytheama, onde estavam depositados os scenarios e a indu– mentaria toda da opera "Côndor", com nu'.'? merosas peças do material de orchestra, que tanto dinheiro haviam custado ao maestro . Não se salvou nem uma nota e Carlos Gomes tivera que recomeçar a mandar fazer novos materiaes, arrostando as avultadas despesas que representa o preparo do material de uma opera para grande orchestra . O inesperado suicidio do maestr o Manci– nelli, no Rio, tambem muito o affligira, ha– vendo entre meu Pae e o infeliz desvairado além do sentimento de amizade, diver sos con~
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