A Vida de Carlos Gomes
• 156 !TALA GOMES VAZ DE CARVALHO va que os bons ares restituissem a saúde ao menino, mas em vão. Mario fallecera, apesar de todo o desvelo e carinho dos Paes; a 3 de Março de 1878. Tinha 4 annos de edade. Naquella aldeiazinha, perdida entre os montes do littoral da Liguria, não havia qua– si recursos. Tudo era •grosseiro e muito primi– tivo, repugnando ao _maestro co~locar o ido– latrado filhinhq no tosco caixão de madeira, que, lhe haviam fabricado os camponios, a s sim como não admittia a idéa de abandonar o seu Mario no cemiterio daquella. longinqua re– gião montanhosa . . . Era um desespero! Sem querer esperar a diligencia, a custo c9nseguira um carro e veiu assim o pobre maestro do Monte Ligure até ·Genova, estrei– tando de encontro ao seu coração amargura– do o cadaverzinho do filho durante todo 0 tempo que durou o tragico e interminavel tra– jecto, do alto da serra até o cemiterio de Sta– glieno, em Genova, onde está sepultado meu irmão . O fallecimento de Mario foi um golpe mortal para a sensibilidade do.entía, já tão ex– perimentada, de Carlos Gomes . Lembro-me de u~ grande quadro com o retrato de Mario, sob vidro, collocado sempre ao lado do piano, no seu "studio", que meu Pae beijava, reli– g iosamente, com os olhos sempre rasos de lagrimas, todas as manhãs, ao levantar, e á
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