A Vida de Carlos Gomes
154 !TALA GOMES VAZ DE CARVALHO de Taunay, intitulando-o - u O E__SCRAVO,,, - epopéa da nobreza moral de um indio es– cravisado. André Rebouças escrevia-lhe incitando-o a adoptar o entrecho abolicionista: "Trabalha no "Escravo"; faz Úma preghiera no estylo da do Nabucodonosor de Verdi. Trabalha pelos infelizes para que Deus te faça fe– liz I Beijos ao Carleto - teu André Rebouças". Na Italia foram feitas pelo poeta Paravi– dni muitas alterações á idéa primitiva do Vis– conde de Taunay, de que resultaram anacro– nismos e inexactidões historicas, que não foi mais possível rectificar. Mas a musica, quan- , do é tão linda como a do u ESCRAVO", basta por si só para dar vida eterna a um poema mu– sical. Embora falho, aliás, o libretto do u ES– CRAVO,, não é peor do que os de innume– ras outras operas de grandes mestres da sce– na lyrica, que viveram e viverão eternamente, apesar dos erros literarios que nellas estão entranhados. Carlos Gomes, entregue de corpo e alma á familia, compunha, instrumentava, combina– va todos os effeitos de orchestra e das vozes no meio do barulho e da gritaria de seus dois filhos Carlos André e l'.fario . . .
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