A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
• SA".:\TA CA. D.\. 1\llSE IUCO llDIA contas do thesoureiro, por intermedio do cancelbri o, qu in fo rma – ria a sociedade de todo o movim nto financeiro no trimc trc findo . Ficariam irmãos e irmãs da caridade com a obriga ão de comparece rem todos os domingos, _ás tres horas da tarde, no edificio do hospital, a fim de sahirem em procis ão pela princi– paes ruas da cidade. Ado~nados com sua insig nias e di posto em duas longas filas, marchariam, « muito sisudos mode tos, entoando a oração dominical e a saudação angelica )) ' mquanto os mais nobres dos irmãos tomariam as alcofa , para supplicar s– molas ao povo. Não falharam as previsões de frei Caetano; a sua pa toral, affixada nos logares de praxe, e remettida em copia para os rn~i importantes pontos do interior do Estado, produziu excellent s resultados; a expontaneidade de ricos e pobres no concurso las esmolas, mostrou claramente que não eram as penas do fogo et rn o que os compellia interessadamente aos rasgos de philantropia; ant s o seu espirita obedecia á influencia persuasiva da palavra do bispo, arras tado pelo mesmo generoso impulso, que a animava na campa– nha em prol- dos pobres. Escrevendo ao seu particular amigo o inquisidor Antonio Caetano do Amaral, deixava o prelado transparecer a justa alegria que experimentava, ante o enthusiasmo dos diocesanos pela sua benemerita empresa : « Estou saltando, meu Amigo, de ver o effeito que tem produzido este disignio: parece que foi inspi ração do Ceo: vai lançando altas raizes · a caridade para com os pobres enfe rmos, não só nesta Capital, mas em differentes luga res do Bispado. ' Voluntariamente o g overna~or e capitão-general offereceu-se para protector da confraria, no temporal, e o seu exemplo attrahiu t SECÇÃO DE MANUSCRIPTOS CIT, Corréspondencia dos bispos com diversos. Carta de 1·2 de Julho de 17S6 .
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